<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745</id><updated>2011-12-25T14:42:50.261-02:00</updated><title type='text'>Marcos Pereira on-line</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>60</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-3439294798094528805</id><published>2011-11-13T22:59:00.007-02:00</published><updated>2011-12-25T14:42:50.266-02:00</updated><title type='text'>Meia Maratona do Rio 2011</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-j-PWmn8vRDU/TsByerLmc6I/AAAAAAAAAKI/ZFsjy3VkHUQ/s1600/IV11MMRJ1902_Alta-3600x2400pixels300dpi.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 214px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5674661401799848866" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/-j-PWmn8vRDU/TsByerLmc6I/AAAAAAAAAKI/ZFsjy3VkHUQ/s320/IV11MMRJ1902_Alta-3600x2400pixels300dpi.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-e674680ff5e8fa8b" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v8.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3De674680ff5e8fa8b%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331634808%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D74A3B2C7D64B665E22EFB474683A366A2AACCEBD.82B0485798A4F935E6E43E295D58B1743F06CC01%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3De674680ff5e8fa8b%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DUGBeYrvFvcrlXcrxrC4m-49CVmQ&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v8.nonxt5.googlevideo.com/videoplayback?id%3De674680ff5e8fa8b%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331634808%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D74A3B2C7D64B665E22EFB474683A366A2AACCEBD.82B0485798A4F935E6E43E295D58B1743F06CC01%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3De674680ff5e8fa8b%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DUGBeYrvFvcrlXcrxrC4m-49CVmQ&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A corrida data do mês de agosto.&lt;br /&gt;De lá pra cá, algum tempo se passou e somente agora encontro disposição para postar este textículo com impressões acerca da emblemática prova esportiva do Rio. [Parece-me que o alinhamento do filme ‘Melancholia’ (acho mais bacana escrito como no original, com ‘ch’) com a meia maratona, causou danos em meus neurotransmissores de humor].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adotei a mesma estratégia de anos anteriores, de iniciar o treinamento poucas semanas antes da corrida. Curto, porém efetivo. O suficiente para eu cruzar a linha de chegada bem e inteiro. Aliás, surpreendentemente bem. Claro que o clima ameno, atípico em se tratando do Rio, num mês de agosto, quase setembro, colaborou bastante para o bom desempenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os cariocas? Gosto da camaradagem, porém, desgosto da malandragem carioca, Excesso de descontração, que muitas vezes descamba para a avacalhação. Ou seríamos nós (ou eu), paulistanos (nascidos aqui ou adotados), excessivamente contraídos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da corrida, outra se iniciou. Desta feita, o objetivo era chegar a tempo na festa de Nossa Sra. Achiropita. Mais um êxito conquistado. Isto é que é viver: de manhã, correndo nas praias da zona sul carioca (Leblon, Ipanema, Copacabana, Botafogo, Flamengo) e, à noite, no Bixiga, degustando o inigualável sanduíche de calabreza. Alías, eu vim flanando pela rodovia Dutra, atraído pelo aroma do sanduba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Licenças bregas pedidas ao meu ídolo de infância, o máximo Ângelo Máximo, despeço-me com um trechinho do refrão da clássica “Domingo Feliz”: “ye ye ye, que dia feliz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Viva Zapata!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: agradecimentos especiais à "Di Paula Multimidia", que colocou o vídeo "de pé" (a imagem originalmente foi gravada invertida ou o iPod estava com labirintite).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS II: Mais que um filme, o aqui citado em prosa e vídeo "Melancholia", do polêmico diretor dinamarquês Lars von Trier, esta película propicia uma impressionante experiência visual. 3 cenas em especial:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Início: o planeta Melancholia 'beijando' a Terra; cena vista do espaço sideral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Meio: a personagem Justine (Kirsten Dunst), nua em pelo, entregando seu corpo à luz do planeta Melancholia; algo como um banho ao luar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Fim: a Terra sendo destruída pelo Melancholia; a mesma cena do início, só que vista de um ângulo frontal à cabaninha mágica da Justine. Horripilantemente lindo! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-3439294798094528805?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=e674680ff5e8fa8b&amp;type=video/mp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/3439294798094528805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=3439294798094528805' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3439294798094528805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3439294798094528805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2011/11/meia-maratona-do-rio-2011.html' title='Meia Maratona do Rio 2011'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-j-PWmn8vRDU/TsByerLmc6I/AAAAAAAAAKI/ZFsjy3VkHUQ/s72-c/IV11MMRJ1902_Alta-3600x2400pixels300dpi.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-6755331269057004221</id><published>2011-07-03T00:09:00.010-03:00</published><updated>2011-07-03T20:44:28.513-03:00</updated><title type='text'>Preto no branco: quando do luto se faz a luz</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando em vez, ouço uma música várias e várias vezes, over and over again e ela soa apenas como mais uma no dial, no carro, no iPod, no computador, wherever it plays. Por algum motivo (um momento especial que tocou, sensibilidade mais aflorada, sincronicidade com algum acontecimento, ou nenhum motivo aparente), de repente, não mais que de repente, emerge um insight (‘clarão’, em bom mineirês) e tudo se revela. Aquela música, outrora comum, passa a ter contornos bem delineados, relevo realçado, enfim, revela a essência da sua beleza. Quando isto ocorre, fagulhas e fogos eclodem e o cérebro é inundado por um maravilhoso torpor de prazer. Eureca! I catch the beat, ou melhor, I catch the feeling, Em suma, captei a vossa mensagem, amada canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais (Rolando) lero-lero e nem-vem-cá-que-eu-também-quero, aconteceu tal fenômeno pessoal com a música ‘Back to Black’ (letra traduzida em &lt;a href="http://letras.terra.com.br/amy-winehouse/932418/traducao.html"&gt;http://letras.terra.com.br/amy-winehouse/932418/traducao.html&lt;/a&gt;), da diva Amy Winehouse. Precisou eu ouvir a versão da Cida-cortando-os-pulsos-Moreira (áudio em &lt;a href="http://dani-tra.tumblr.com/post/3785556878/cida-moreira-back-to-black-amy-winehouse"&gt;http://dani-tra.tumblr.com/post/3785556878/cida-moreira-back-to-black-amy-winehouse&lt;/a&gt;), numa pegada minimalista (apenas voz e piano, poucas notas musicais, poucos acordes, dramalhão meio tango/meio Tom Waits), injetando doses extras de dramaticidade à já tão clamorosa versão original .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voz agônica, rasgada, dilacerada, desesperada, revoltada, gritada, enfim, catarze total no gogó, tudo isso junto, aliado ao cover da Miranda Kassin, que assisti durante a semana, ressignificou a música e estabeleceu novas sinapses emocionais em meus neurotransmissores (se bem que o rabo-de-galo de um pé-sujo da Joaquim Eugênio de Lima deve ter ajudado na catalização da reação químico-cerebral). Ao chegar em casa, resgatei o CD (eu ainda compro CDs, quando penso que valem a pena) para ouvir a versão original. Foi mágico ouvir o vozeirão encorpado da Amy Winehouse, típico das negonas fodonas americanas, apoiado sobre um magistral arranjo ... black (roots), com perdão do trocadilho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva (,don´t die,) Amy!&lt;br /&gt;E viva Zapata! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-6755331269057004221?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/6755331269057004221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=6755331269057004221' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/6755331269057004221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/6755331269057004221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2011/07/preto-no-branco-quando-do-luto-se-faz_03.html' title='Preto no branco: quando do luto se faz a luz'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-6735140328844959759</id><published>2011-03-22T23:43:00.017-03:00</published><updated>2011-03-23T00:40:47.038-03:00</updated><title type='text'>Melhores de 2010</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-PmH6M7Pbjr0/TYlg-Eb7XKI/AAAAAAAAAJ8/Q5CSxEHM8Es/s1600/DSC01042.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/--_ksV9A3F6c/TYlgajgCzbI/AAAAAAAAAJ0/8a6BUGeB1xE/s1600/DSC01036.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5587102822052318642" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/--_ksV9A3F6c/TYlgajgCzbI/AAAAAAAAAJ0/8a6BUGeB1xE/s320/DSC01036.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Imagem do ano: 200.000 Km do meu carro&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Carnaval tardio e, consequentemente, 2011 só cameçando em março.&lt;br /&gt;Então, é mais do que hora de repaginar 2010. Let´s do it ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No esporte, a seleção de futebol do Dunga fracassou e a seleção de vôlei do Bernardinho triunfou. Novamente venceu e se sagrou tri-campeã mundial. Embora sem o mesmo brilho de outros tempos e com a mancha da polêmica ‘entrega’ de jogo para a Bulgária, o time se reinventou mais uma vez e bateu a favorita seleção de Cuba, na final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre os vários melhores do cinema do ano, ‘Mary &amp;amp; Max’ foi o melhor. Trata-se da história de uma garotinha que mora no interior da Austrália e um homem de meia-idade de Nova York. Ambos sozinhos. Mais que isto, solitários. Por acaso, começam a trocar correspondência e daí surge uma amizade que perdura por anos. Adjetivos para qualificar o filme-animação? Engraçado, terno, fraterno, sensível e comovente. Principalmente o final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dos nacionais, ‘As Melhores Coisas do Mundo’ surpreendeu positivamente. Ao ver o trailer, pensei ser um mero filme sobre jovens de classe média-alta dos Jardins, criados com leite tipo A, que vivem numa bolha, isolados da realidade social brasileira. Em parte é isso. Mas vai além, ao lidar com dramas e inquietações que afligem os jovens, o quê em muitos casos independe de classe social. Quem assina a direção é a competentíssima diretora Laís Bodanski, já ‘premiada’ aqui neste blog outras vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E estes roteiristas americanos de seriados de TV são demais. ‘House’ continua reinando absoluto entre as séries. Quando se imagina que o seriado vai ficar no mesmo lenga-lenga, eles sacam da manga um episódio diferente e irreverente. ‘Two and a Half Men’ cativa o espectador ao confrontar situações envolvendo o bon vivant Charlie com o irmão loser. Seres diametralmente opostos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o melhor show do ano foi um pocket, um pocket show. A área de convivência do SESC Consolação ficou pequena para comportar a galera que cabulou aula no vizinho Mackenzie para ver a melhor combinação samba-rock + nova vanguarda paulistana (Tulipa Ruiz, Marcelo Jeneci, Céu, etc.): Curumin. Mesmo com curta duração (30 minutos, afinal se tratava de um pocket show) e realizado em dia e horário incomuns (quinta, às 20:00h), os grooves emanados da bateria do cantor e do som tirado pelo seu camarada, nos comandos do famoso notebook do logo da maçã reluzente (MacBook), levantaram a galera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E chegamos ao final da edição ‘Melhores’ do último ano da primeira década do século XXI.&lt;br /&gt;Próximo ano tem mais.&lt;br /&gt;Que venha (já veio) a próxima década!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhores&lt;br /&gt;--------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem mais Tóquio-cinematográfica em SP: visão panorâmica ao dirigir o carro pelo Minhocão (elevado Costa e Silva), no sentido centro-bairro. Tem-se a sensação de que, a qualquer hora, o Godzilla vai sair por detrás de um daqueles prédios enormes que margeiam a via.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risada mais bacana: a risada da Giovanna, um mix da risada do Zacarias (Trapalhões) + risada amarela do Tutubarão (“Nhac, nhac, nhac. Xi, não tem mais respeito!’) + riso gráfico da internet (hihihi).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem do ano: marca dos 200.000 Km rodados, do meu carro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Plano estratégico mais espetaculoso: operação ‘Gavião-Cumbica’. Esforço hercúleo (compra de passagem aérea + ingresso), digno das mais pirotécnicas operações da PF, objetivando botar o bumbum de um amigo corintiano na arquibancada úmida do maior do mundo (Maracanã), numa partida mata-mata contra o time de maior torcida do Brasil (Flamengo). Tudo muito grandioso. Tudo muito over. E o Corinthians perdeu. Apenas um detalhe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor ‘double street cross’ (travessia de rua dupla): travessia cruzada da confluência formada pelo encontro da rua da Consolação x Av. São Luis x Av. Xavier de Toledo. O tempo do farol fechado para os carros é exatamente o tempo para fazer a travessia dos dois cruzamentos, em diagonal. Sensação parecida como (imagino deva ser) fazer um touch down ou atravessar de uma calçada para outra sem ser pego, na brincadeira ‘mãe da rua’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expressão para momento de solidão: ‘momento all by myself’. Quando alguém está sozinho, reflexivo, amuado num canto, sem falar com ninguém, diz-se que tal pessoa está no seu ‘momento all by mylself’ (alusão ao hit setentista do Eric Carmen, que virou hit noventista na voz da Celine Dion).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor revival de música BG do programa Garagem : ‘Hortolândia’ (Noel Fernandes Serturbano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor música do especial em homenagem ao John Lennon, do programa Garagem:&lt;br /&gt;‘Eu Sonhei com John Lennon’ (Ciço Gato).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhores músicas com temática espacial do século XX: ‘Marcianita’ (Caetano ‘desbundado total’ Veloso e Mutantes) e ‘Rocket Man’ (Elton João).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor música: ‘Só Sei Dançar com Você’ (não a do CD, mas a versão do programa ‘Ronca-Ronca’, da Oi FM) – Tulipa Ruiz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor show: Curumin, na área de convivência do SESC Consolação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor cenário de show ao vivo: Praça Júlio Prestes – Luz, Virada Cultural.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor acústica de show ao vivo: Céu, na Praça Júlio Prestes – Luz, Virada Cultural. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Melhor show nacional da 'Virada Cultural do Interior': Zeca Baleiro, praça Mauá, Santos-SP.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Melhor show internacional da 'Virada Cultural do Interior': Manu Chao, praça Mauá, Santos-SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme-animação: ‘Mary &amp;amp; Max’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor música em filme: ‘O que será’ (do filme ‘Mary &amp;amp; Max’).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme nacional: ‘As Melhores Coisa do Mundo’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme infantil para gente grande: ‘Onde Vivem os Monstros’ (melancolicamente reflexivo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagem indie-fofa-retrô. No guichê da rodoviária do Tietê, um grupo de minas, entre elas uma tchutchuca-visual-supostamente-indie-carioca, portando violão e o vinil ‘With The Beatles’ debaixo do braço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhores ‘vinhetas’ utilizadas em programas esportivos de rádio: O vigoroso ‘não!’ e a risada do Mauro Betting, na rádio Bandeirantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maior melhoria no iPod nano: incorporação de rádio FM na 5ª. geração do aparelho. O rádio do iPod é melhor que todos os que outras marcas já fizeram em toda a história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor filme para se ver na TV, no marasmo de uma noite de Natal: ‘500 Dias com Ela’. Ainda que dublado (hirrc !!!), o filme permanece sensacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música que eu cantaria num karaokê, se eu não abominasse karaokês: ‘She Believes in Me’ (Kenny Rogers).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor grupo de peças infantis: BANDAmirim (se escreve tudo junto e ‘BANDA’ em maiúsculo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor peça infantil do melhor grupo de peças infantis: ‘Espoleta’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;AUTO-CENSURADO&lt;br /&gt;Transição mais sensual de cantoras no palco de um show, no SESC V. Mariana: Anelis Assumpção entrega o palco para a apresentação da Céu, cantando e interpretando ‘I Want You’ (Beatles). Energia sexual pura, em forma de música. Postura cênica e instrumentos interagem numa sinergia ‘mui caliente’. Contrabaixo emulando movimentos pélvicos circulares e a acordes de guitarra suntuosos, como que conduzindo estocadas a meia-força, culminando com baquetas em fúria. Catarse e gozo profundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Expressão cunhada no ano: ‘wanna be’. Quando se quer dizer que determinada pessoa é metida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Expressão bonita (bela combinação substantivo + adjetivo), que espero usar depois de procurar no dicionário o significado do adjetivo onírico: universo onírico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor palavra derivativa (processo de justaposição?): destamanhos. Palavra refinada que espero, algum dia, poder encaixar em algum contexto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Piores&lt;br /&gt;----------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jornalista de rádio esportivo mais inconveniente: Alexandre Praetzel. Assim como alguns de sua classe, ultrapassa a linha tênue entre contundência e a inconveniência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atração pseudo-lúdico-circense-engajada em novela. ‘Teatro Mágico’ na novela das 9. O Juizado de Menores pegou no pé da Globo por colocar uma criança no papel de vilã-mirim, na trama das 9. Para a missão de exorcizar e infantilizar a imagem da menina, convocaram a trupe do ‘Teatro Mágico’. Menina-vilã + ‘Teatro Mágico’ na novela das 9? A menina-vilã sozinha seria menos assustadora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nome de programa de governo que mais parece título de novela mexicana: “Minha casa, minha vida”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pior ator brasileiro ever: Murilo Benício. Ele se superou no papel de um horroroso Victor Valentim, em TI-Ti-Ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música fraterna incompatível com o propósito capitalista de instituição financeira: ‘Imagine’ (John Lennon), na propaganda do Itaú.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propaganda com teor ameaçador de péssimo gosto: Bradesco Seguros (“vai que ...”).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Programa feminino: ‘Papo Calcinha’: se pretende ser a versão feminina do (que se imagina ser) papo de boteco. Aqui, elas (apresentadoras?) super se permitem discutir suas experiências sexuais. As falas artificiais não convencem ninguém. Para enfatizar o sex appeal de suas aventuras sexuais, as moças lançam mão da palavra ‘super’ , antes do verbo reflexivo. Por exemplo: ‘eu super me gosto’, ‘eu super me toco’, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrago no parque mais rural-bucólico (jeca) de SP: Obras de ‘recuperação’ do parque da Água Branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música requentada para levantar grana por (mais) uma causa humanitária: regravação de 'We Are the World'. Causa da vez, Haiti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrevista de rádio mais non-sense: Fabíola Cidral entrevistando a cantora indie Lulina. Perguntas de jornalista padrão CBN para a prefeita do mundo lúdico da Lulilândia. Nada mais surreal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantora: Beyonce. Quando a música vira clipe de lingerie. Chato, muito chato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música: ‘Whaca Whaca’ (Shakira). Quando a música vira um requebrado frenético. Chato, muito chato!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apresentadores de rádio engraçadinhos: Alessandra Lopes e Fábio Lima, do ’Eldorado Rádio Blog’. O programa é razoável. Incomoda a tentativa de criar um estilo cômico para se aproximar do ouvinte. Não cola! E os temas sugeridos tendem ao discurso populista vazio. Coisas do tipo ‘o que você acha dos deputados concederem aumentos a si próprios?’ .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rádio indie fora do dial santista: Oi FM de Santos. Foi bom enquanto durou. Era questão de tempo para sair do ar. Brincar de jardinagem ao som de ‘Calça de Ginástica’ (Kassin)? Agora, só em MP3. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-6735140328844959759?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/6735140328844959759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=6735140328844959759' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/6735140328844959759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/6735140328844959759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2011/03/melhores-de-2010.html' title='Melhores de 2010'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/--_ksV9A3F6c/TYlgajgCzbI/AAAAAAAAAJ0/8a6BUGeB1xE/s72-c/DSC01036.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-1838257089997212480</id><published>2010-12-26T23:03:00.012-02:00</published><updated>2010-12-26T23:46:40.072-02:00</updated><title type='text'>Retrospectiva perdida de 2010: meia maratona do Rio</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/TRfrkBPBHgI/AAAAAAAAAJg/_8mQALmr_Cs/s1600/DSC01175.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5555167669424037378" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/TRfrkBPBHgI/AAAAAAAAAJg/_8mQALmr_Cs/s320/DSC01175.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;'close' da medalha de participação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Praia e sol, Maracanã, futebol, Flamengo!&lt;br /&gt;Outrora o Rio foi a cidade maravilhosa cantada e decantada em verso e prosa por Bebeto e seus congêneres. Hoje, como escreveu Fausto Fawcet, é o ‘purgatório da beleza e do caos’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um exemplo deste caos é o itinerário dos ônibus. Definitivamente, eu não entendo os percursos dos ônibus do Rio. Como já escrevi em outra oportunidade, os coletivos seguem o princípio da incerteza de Heinsenberg , ou seja, assim como não é possível identificar a posição do elétron no átomo, também não é possível saber o itinerário de um ônibus na cidade maravilhosa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos à corrida ... Foi de superação, do início ao fim. O ônibus 176 (Central do Brasil – São Conrado) atrasou e cheguei 33 minutos após o início da prova. Ué! Cadê todo mundo? A aparência era desoladora. O cenário estava mais para fim de festa que para corrida. Garis recolhendo copos de água plásticos espalhados pelo chão e a organização dobrando os tapetes receptores de sinais dos chips dos corredores. Desesperado, bradei retumbante ‘ei, peraí moço, deixa eu pisar’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ali começou a minha corrida particular de recuperação. Imbuído do espírito de um Senna, como que saindo dos boxes, fui galgando quilômetro e quilômetro na Av. Niemayer , apreciando o belo mirante à beira-mar (e pensar que 24 horas antes, aquela paisagem deslumbrante havia sido cenário de uma verdadeira guerrilha urbana travada entre traficantes e policiais!). À agonia de querer alcançar os ‘retardatários’, somou-se a garra de um guerreiro espartano-paulista em terras fluminenses, correndo para ‘entrar’ no grupo dos 15.000 participantes. A trilha sonora daquele momento bem poderia ser ‘Alone Again (naturally)’ ou mesmo a chorosa, ‘All bymyself ‘. Sim, eu sozinho, de novo, naturalmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente lá pelo Leblon, quase Ipanema, avistei os primeiros, ou melhor, os últimos corredores de camiseta azul (cor da camiseta da corrida). No início eram raras, eram poucas. Porém , à medida que eu aumentava as passadas, as camisetas aumentavam consideravelmente em número. Enfim, já em Copacabana eu entrei definitivamente na prova. É amigo! Nunca antes na história das minhas meias-maratonas eu ultrapassei tantos gordinhos e velhinhos retardatários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E no Km 13, despontando para a praia de Botafogo, o ritmo estava intenso. Ali é onde os meninos se distinguem dos homens. Mas, o encontro marcado era mesmo no Km 15, início da praia do Flamengo. Todo ano eu corro para chegar inteiro lá. O sol ardia o suficiente para minar as energias. Porém, não me fiz de rogado. Aquele desespero do início acendeu em mim uma chama que continuou acesa durante toda a corrida. Sem mais metáforas, eu simplesmente estava inteirasso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir do Km 19, liguei o iPod para ouvir as mensagens de apoio moral gravadas por pessoas queridas (destaque para a mensagem com sotaque caboclo do tio Mané). Mas, no último quilômetro eu queria música. E ‘Planet Rock’ (Africa Bambaata) encerrou com chave de ouro a mais emocionante meia-maratona da minha vida.&lt;br /&gt;Demais !!!&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-1838257089997212480?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/1838257089997212480/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=1838257089997212480' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/1838257089997212480'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/1838257089997212480'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2010/12/retrospectiva-perdida-de-2010-meia.html' title='Retrospectiva perdida de 2010: meia maratona do Rio'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/TRfrkBPBHgI/AAAAAAAAAJg/_8mQALmr_Cs/s72-c/DSC01175.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-2077688658480172692</id><published>2010-11-20T22:50:00.013-02:00</published><updated>2010-11-22T23:04:41.728-02:00</updated><title type='text'>Rocket Man - livre interpretação e análise</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Após a Segunda Guerra Mundial e até boa parte dos anos 80, a (então) URSS e os EUA travaram uma disputa pelo poder no planeta Terra. Na chamada guerra fria, não bastava ser o melhor em terra, tinha que ser phodão também no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste contexto, a figura do astronauta soava enigmática. Seriam estes homens heróis abnegados em prol de uma causa nobre, qual seja, a exploração do inóspito e desconhecido espaço sideral? No universo pop-musical-setentista, a música ‘Rocket Man’, do Elton João, trata de desconstruir a imagem ilustre e confere sentimentos comezinhos (puta adjetivo esdrúxulo, meu!) ao ‘homem do foguete’. Contrapondo-se à suposta frieza de sua classe, ele até sofre de saudade do planeta Terra e da esposa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em síntese, ‘Rocket Man’ conta a angústia de um astronauta que vive uma crise espaço-existencial pela dificuldade de assimilar e aceitar a importância que lhe é atribuída naquela pantomima toda. Afinal, se considera um mero trabalhador que labuta cinco vezes por semana, como outro terráqueo qualquer. Não é! Ele representa a pujança (!) das grandes conquistas da humanidade. Daí o conflito interno homem-herói.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A simplicidade da letra da música, por vezes beirando a infantilidade, toca fundo na (minha) alma. Principalmente a desconexão do astronauta com a realidade, que encontra paralelo com a solidão do homem moderno, cercado de tecnicisses, porém isolado numa cápsula-casulo social, dentro de seu universo interior. É como se seu corpo flutuasse num espaço-mundo sem forma, sem sentido, sem razão de ser e existir. Melancólico sim. E belo, por que não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-2e78cd1b095a3b3f" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" 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miss my wife&lt;br /&gt;It's lonely out in space&lt;br /&gt;On such a timeless flight&lt;br /&gt;And I think it's gonna be a long, long, time&lt;br /&gt;'Til touchdown brings me 'round again to find&lt;br /&gt;I'm not the man they think I am at home&lt;br /&gt;Ah, no no no...&lt;br /&gt;I'm a rocket man&lt;br /&gt;Rocket man&lt;br /&gt;Burnin' out his fuse&lt;br /&gt;Up here alone&lt;br /&gt;Mars ain't the kind of place&lt;br /&gt;To raise your kids&lt;br /&gt;In fact, it's cold as hell&lt;br /&gt;And there's no one there to raise them&lt;br /&gt;If you did&lt;br /&gt;And all this science&lt;br /&gt;I don't understand&lt;br /&gt;It's just my job&lt;br /&gt;Five days a week&lt;br /&gt;A Rocket Man&lt;br /&gt;Rocket Man&lt;br /&gt;And I think it's gonna be a long, long, time&lt;br /&gt;'Til touchdown brings me 'round again to find&lt;br /&gt;I'm not the man they think I am at home&lt;br /&gt;Ah, no no no...&lt;br /&gt;And I think it's gonna be a long, long, time&lt;br /&gt;'Til touchdown brings me 'round again to find&lt;br /&gt;I'm not the man they think I am at home&lt;br /&gt;Ah, no no no...&lt;br /&gt;I'm a rocket man&lt;br /&gt;Rocket man&lt;br /&gt;Burnin' out his fuse&lt;br /&gt;Up here alone&lt;br /&gt;And I think it's gonna be a long, long, time&lt;br /&gt;And I think it's gonna be a long, long, time&lt;br /&gt;And I think it's gonna be a long, long, time&lt;br /&gt;Long, long, time&lt;br /&gt;Long, long, time&lt;br /&gt;Ah, no, no, no...&lt;br /&gt;Oh, no, no, no, no, no, no, no...&lt;br /&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tradução da noite&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Homem Do Foguete&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ela fez minhas malas na última noite antes do vôo.&lt;br /&gt;Hora zero: 9 da manhã.&lt;br /&gt;E estarei a grande altura&lt;br /&gt;Como uma pipa, então.&lt;br /&gt;Eu sinto tanta saudade da Terra,&lt;br /&gt;eu sinto saudade da minha esposa,&lt;br /&gt;É solitário lá fora no espaço&lt;br /&gt;Num vôo infinito assim...&lt;br /&gt;E eu acho que vai ser um longo, longo tempo&lt;br /&gt;Até que o pouso me restaure a consciência novamente para descobrir&lt;br /&gt;Que eu não sou o homem que eles acham que sou em casa.&lt;br /&gt;Oh não, não, não,&lt;br /&gt;Sou um homem do foguete,&lt;br /&gt;Homem do foguete,&lt;br /&gt;Queimando seu fusível&lt;br /&gt;Aqui em cima sozinho.&lt;br /&gt;Marte não é o tipo de lugar&lt;br /&gt;Para criar suas crianças,&lt;br /&gt;De fato, é frio como o inferno&lt;br /&gt;E não tem ninguém lá para criá-los,&lt;br /&gt;Se você tentar...&lt;br /&gt;E toda esta ciência,&lt;br /&gt;Eu não compreendo,&lt;br /&gt;É apenas o meu emprego,&lt;br /&gt;Cinco dias por semana,&lt;br /&gt;Um homem do foguete,&lt;br /&gt;Homem do foguete...&lt;br /&gt;Eu acho que vai ser um longo, longo tempo&lt;br /&gt;Até que o pouso me restaure a consciência novamente para descobrir&lt;br /&gt;Que eu não sou o homem que eles acham que sou em casa.&lt;br /&gt;Oh não, não, não,&lt;br /&gt;Eu acho que vai ser um longo, longo tempo&lt;br /&gt;Até que o pouso me restaure a consciência novamente para descobrir&lt;br /&gt;Que eu não sou o homem que eles acham que sou em casa.&lt;br /&gt;Oh não, não, não,&lt;br /&gt;Sou um homem do foguete,&lt;br /&gt;Homem do foguete,&lt;br /&gt;Queimando seu fusível&lt;br /&gt;Aqui em cima sozinho.&lt;br /&gt;E eu acho que vai ser um longo, longo tempo...&lt;br /&gt;E eu acho que vai ser um longo, longo tempo...&lt;br /&gt;E eu acho que vai ser um longo, longo tempo...&lt;br /&gt;longo, longo tempo...&lt;br /&gt;longo, longo tempo...&lt;br /&gt;Oh não, não, não,&lt;br /&gt;Oh não, não, não,&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-2077688658480172692?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=2e78cd1b095a3b3f&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=33a2edc0d334a2bd&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='enclosure' type='' href='http://www.youtube.com/watch?v=rLT_OOJIIuA' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/2077688658480172692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=2077688658480172692' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/2077688658480172692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/2077688658480172692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2010/11/rocket-man-livre-interpretacao-e.html' title='Rocket Man - livre interpretação e análise'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-6143289074292815069</id><published>2010-07-01T21:22:00.010-03:00</published><updated>2010-07-01T22:03:43.757-03:00</updated><title type='text'>Avante, gloriosa Celeste!</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/TC0xkxEGXqI/AAAAAAAAAJM/4Zb7EwEZlzM/s1600/Uruguai+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5489098028550086306" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/TC0xkxEGXqI/AAAAAAAAAJM/4Zb7EwEZlzM/s320/Uruguai+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;A linda bandeira uruguaia &lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas recentes décadas, cada vez mais o futebol vem se tornando um ultra-hiper-mega-negócio globalizado. Futebol, enquanto esporte, é simplesmente um detalhe. Como na época do colonialismo, os países pobres exportam a matéria-prima (jogador) para as metrópoles, que por sua vez organizam e vendem o produto futebol para consumo próprio e para o mundo. Assim sendo, naturalmente os times acabam por superar as seleções nacionais. A Copa do Mundo é um reflexo disso. O que dizer do nível técnico do evento? Haja apatia, amigo! Qualquer partida das semifinais da Liga dos Campeões da Europa, ou mesmo da Copa do Brasil, é bem melhor que o melhor (?) jogo da Copa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo não sendo um entusiasta do esporte bretão, na condição de terráqueo sul-americano, não há como fugir do assunto Copa do Mundo e tudo que vem a reboque: irritantes vuvuzelas, caricatos bafana-bafanas, etc. Até os colunistas Zé Simão e Luís Fernando Veríssimo temporariamente migraram para os cadernos de esportes de seus jornais. Tudo termina em Copa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fim de descobrir um algo mais, além do óbvio ululante da crônica esportiva, fui conferir os blogs para saber das ‘novidades’ do torneio. Victor Birner e PVC analisam esquemas táticos e tentam explicar um jogo que eu não consigo enxergar, tipo-assim:&lt;br /&gt;. El Loco Bielsa agiu de forma insana ao colocar o Chile no ataque contra a ‘poderosa’ seleção brasileira;&lt;br /&gt;. a Alemanha joga um futebol vistoso, atacando com uma linha de quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A leitura caminhava para um tédio absoluto até eu me deparar com um post brilhante do Roberto Vieira, reproduzido no blog do Juca Kfouri. Pegando um gancho no sucesso dos países da América do Sul nesta Copa, o texto lembra do fracasso destes países na questão social. Em oposição, os países europeus caem pelas tabelas, mas apresentam um quadro social positivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Folheando o jornal, encontrei outro texto (caderno Equilíbrio, Folha de São Paulo, 30/06/2010) interessante, que aborda o tema futebol do ponto de vista da dominância de um grupo sobre outro e as conseqüências hormonais da vitória/derrota nos envolvidos direta (jogadores) ou indiretamente (torcedores) na 'batalha'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Pra não dizer que não falei do título, torço fervorosamente para o Uruguai, a grande celeste olímpica. Em caso de derrota, segue, pela ordem, deputado(a), a minha torcida pelo Paraguai e Argentina.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E VIVA ZAPATA!&lt;br /&gt;E VIVA A CELESTE OLÍMPICA!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_______________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Copa Mercosul&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por ROBERTO VIEIRA&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_______________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem diria?&lt;br /&gt;A Copa do Mundo virou Copa do Mercosul.&lt;br /&gt;Mercosul de veias abertas e futebol sem fronteiras.&lt;br /&gt;Mercosul de Neruda, Galeano, Drummond e Borges.&lt;br /&gt;Mercosul de Toro, Schiaffino, Pelé e Maradona.&lt;br /&gt;Mercosul primeiro mundo no futebol.&lt;br /&gt;Pois a miséria ainda habita seus grotões.&lt;br /&gt;Pode ser que as semifinais não confirmem a nova geografia.&lt;br /&gt;E daí?&lt;br /&gt;Uma terra esquecida do mundo.&lt;br /&gt;Lembrada apenas pela cana, por Potosí, pelo couro e pela subserviência.&lt;br /&gt;Continua surpreendendo no maior espetáculo da Terra.&lt;br /&gt;E por quê?&lt;br /&gt;Antes que os arautos de uma nova ordem proclamem nossa grandeza.&lt;br /&gt;Lembremos que os jogadores de futebol são pobres meninos de rua.&lt;br /&gt;Com raras exceções.&lt;br /&gt;Meninos que sonham tirar suas famílias da linha de pobreza.&lt;br /&gt;Meninos que sonham com o trono em Madrid, Londres ou Paris.&lt;br /&gt;Embora Moscou e Atenas também sirvam.&lt;br /&gt;O futebol é território dos que nascem nos mocambos e vilas miseráveis.&lt;br /&gt;Os garotos alemães e ingleses preferem outros brinquedos.&lt;br /&gt;Os garotos suecos e dinamarqueses estudam de manhã e à tarde.&lt;br /&gt;Antes de se proclamar que o Mercosul é bom de bola.&lt;br /&gt;Entendam que o Mercosul é ruim de garfo e de vacina.&lt;br /&gt;No dia em que o Mercosul for rico.&lt;br /&gt;A Copa do Mundo muda de endereço.&lt;br /&gt;Para tristeza de quem sonha com o Hexa.&lt;br /&gt;E alegria de quem sonha simplesmente com justiça…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;_______________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aos vencedores, testosterona&lt;br /&gt;_______________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Às vezes são as perguntas simples das crianças que nos dão perspectiva. Semana passada foi um "Mãe, por que tem Copa do Mundo?". Hmm. Ensaiei algo como "para descobrir qual país tem o melhor time de futebol", mas sem muita convicção; não acredito que mera curiosidade mova os bilhões de dólares envolvidos no assunto. Uma resposta melhor seria "porque seres sociais como nós adoram se meter em disputas de dominância para determinar quem manda e quem obedece". Ao ver o gramado com seus 11 representantes uniformizados de cada equipe se enfrentando, horda ululante ao redor, não consigo deixar de pensar que isso é a versão moderna, "pacífica", de um campo de batalha onde exércitos inimigos, encharcados de testosterona, defendem seus líderes respectivos (esses protegidos sobre seus cavalos, digo, bancos). A testosterona é fundamental. Esse hormônio sexual age sobre o cérebro e o impele a confrontos, deixando-o mais agressivo e disposto a correr riscos. Em embates entre humanos, e também entre camundongos, tem mais chances de vitória aquele que entrar na briga com o nível mais alto de testosterona. Disputa encerrada, quem vence leva de quebra uma dose a mais de testosterona, encomendada por seu cérebro. Seja em guerra por território, briga de rua, jogo de tênis, xadrez ou cara e coroa, a elevação da testosterona no vitorioso está ligada a atitudes de dominância, como mudanças na postura e no tom da fala, e mais agressividade. Tudo isso também aumenta as chances de o vencedor querer uma nova disputa e ainda sair vitorioso dela no que depender só dele, claro. O curioso é que a testosterona também aumenta nos fãs que veem seu time vencer, sem participar da luta. Um estudo mostrou que meros 20 minutos após o fim da Copa de 1994, decidida nos pênaltis, brasileiros que viram na TV seu país se tornar tetracampeão tiveram a testosterona elevada em 25%. Os italianos, que viram seu time derrotado, sofreram queda de 25% do hormônio. Quem ganha a batalha e a testosterona, ou apenas se identifica com o vencedor, sai de cabeça erguida, batendo no peito e querendo mais, e tem mais chance de continuar ganhando. Quem perde se recolhe e evita novas disputas. E se consola dizendo que o importante é competir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;SUZANA HERCULANO-HOUZEL, neurocientista, é professora da UFRJ e autora de "Pílulas de Neurociência para uma Vida Melhor" (ed. Sextante) e do blog &lt;a href="http://www.suzanaherculanohouzel.com/"&gt;http://www.suzanaherculanohouzel.com/&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-6143289074292815069?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/6143289074292815069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=6143289074292815069' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/6143289074292815069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/6143289074292815069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2010/07/avante-gloriosa-celeste.html' title='Avante, gloriosa Celeste!'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/TC0xkxEGXqI/AAAAAAAAAJM/4Zb7EwEZlzM/s72-c/Uruguai+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-4113002400407834523</id><published>2010-06-20T22:41:00.009-03:00</published><updated>2010-06-21T20:43:58.405-03:00</updated><title type='text'>CACILDIS! Em busca da (minha) senha perfeita</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/TB7D9YO9DRI/AAAAAAAAAJE/D8UqcanUH4c/s1600/Mussum+day.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5485036855428451602" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 298px; CURSOR: hand; HEIGHT: 299px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/TB7D9YO9DRI/AAAAAAAAAJE/D8UqcanUH4c/s320/Mussum+day.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus! Parem as máquinas!&lt;br /&gt;Que descoberta de vida sintetizada em laboratório, que nada!&lt;br /&gt;Divulguem aos 4 cantos do planeta que o grande achado do mês de maio foi a descoberta da minha senha perfeita. Pois é! Em pleno século XXI e eu trabalho com COBOL (COmmon Business Oriented Language ou Linguagem Comum Orientada para Negócios).&lt;br /&gt;E, diga-se de passagem, eu adoro. Nem sempre foi assim, mas hoje eu sou um coboleiro assumido e convicto de que, para os seus propósitos (processamento de grande volume de dados e facilidade de implementação/manutenção de programas) ainda não existe linguagem melhor. Haja vista a sua longevidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Declarações passionais e explicações técnicas à parte, vamos ao cerne (bela palavra, no contexto) da questão, ou melhor, deste post. Todo mês a senha lá do ambiente de desenvolvimento (ou, como diria britanicamente o fleumático Feião, um velho colega de trabalho : Integrated Development Environment - IDE) da empresa deve ser alterada. É um drama escolher uma nova senha porque a validação passa pelo crivo de regras e critérios bastante restritivos. Por exemplo, caracteres especiais, datas e excesso de consoantes, vogais ou números não são permitidos. Em 19/05/2010, eu consegui a melhor de todas: FOREVIS7.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sob o ponto de vista de combinação de tipos (consoantes e vogais intercaladas e um número cabalístico no final), FOREVIS7 é a minha senha perfeita. Cacildis! Mais que isto: ela é uma referência-homenagem a um dos maiores comediantes da história deste país-continente (eu te amo, meu Brasil!): Mussum. Inclusive, ele protagonizou um dos melhores episódios do 'Fudêncio e seus amigos', quando foi elevado à categoria de líder religioso, à frente dos seus seguidores, os mussumanos, ou, os manos do Mussum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além de muito engraçado, o negão (é o teu passadis!) foi um visionário. Ainda na década de 70 (século XX), ele previu a globalização e criou um dialeto todo próprio, fundindo não só a língua mátria, o português, como também o inglês, alterando o final das palavras com o sufixo 'is'. Seria o mussunês o substituto ideal para a tentativa frustrada pelo esperanto, de se criar um idioma mundial? Se não, ao menos alegrou (e ainda alegra) muitas pessoas e serviu de inspiração para a minha senha perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ave Mussum!&lt;br /&gt;Cheio de graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: Mussum virou mito, a ponto de criarem um dia somente para ele na internet: o Mussum Day (29/07/2009, aniversário de 15 anos de morte do negão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 2: este post foi concebido ao som de 'Mr. Bobby' (Marley, outro negão-mito), ainda sob os efeitos gozosos da esplendorosa e magnânima apresentação do Manu Chao na Virada Cultural do Interior (Praça Mauá, Santos, 23/05/2010, 00:00h, sábado virado para domingo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 3: este post foi concebido em 24/05/2010. Por questões de (minha) segurança só foi publicado após a senha FOREVIS7 ter expirado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 4: Considero os coadjuvantes dos Trapalhões melhores que os protagonistas. Zacarias, o outro coadjuvante da trupe, junto com o Mussum,  era uma figura adorável. Ingênuo, sensível e criança, acima de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS 5: agora que me dei conta que a música ‘As Sílabas', do Luiz Tatit, também inspirou a minha senha perfeita. Principalmente os versos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem sílaba legal&lt;br /&gt;Consoante com vogal&lt;br /&gt;(Acrescentaria: ‘E no final, um belo numeral’)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A letra, na íntegra. é esta:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cantiga diga lá&lt;br /&gt;A dica de cantar&lt;br /&gt;O dom que o canto tem&lt;br /&gt;Que tem que ter se quer encantar&lt;br /&gt;Só que as sílabas se embalam&lt;br /&gt;Como sons que se rebelam&lt;br /&gt;Que se embolam numa fila&lt;br /&gt;E se acumulam numa bola&lt;br /&gt;Tem sílabas contínuas:&lt;br /&gt;Ia indo ao Piauí&lt;br /&gt;Tem sílabas que pulam:&lt;br /&gt;Vox populi&lt;br /&gt;Tem sílaba que escapa&lt;br /&gt;Que despenca&lt;br /&gt;Rola a escada&lt;br /&gt;E no caminho&lt;br /&gt;Só se ouve&lt;br /&gt;Aquele boi-bumbá&lt;br /&gt;Tem sílaba de ar&lt;br /&gt;Que sopra sai o sopro&lt;br /&gt;E o som não sai&lt;br /&gt;Tem sílaba com esse&lt;br /&gt;Não sobe não desce&lt;br /&gt;Tem sílaba legal&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Consoante com vogal&lt;br /&gt;Tem sílaba que leve oscila&lt;br /&gt;E cai como uma luva na canção &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-4113002400407834523?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/4113002400407834523/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=4113002400407834523' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/4113002400407834523'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/4113002400407834523'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2010/06/cacildis-em-busca-da-minha-senha.html' title='CACILDIS! Em busca da (minha) senha perfeita'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/TB7D9YO9DRI/AAAAAAAAAJE/D8UqcanUH4c/s72-c/Mussum+day.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-244705418214776656</id><published>2010-02-27T22:15:00.035-03:00</published><updated>2010-03-25T22:38:42.296-03:00</updated><title type='text'>Melhores de 2009</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/S5mKBD_Y91I/AAAAAAAAAIw/o4MXTLVspi0/s1600-h/DSC00246.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447536975137011538" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 240px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/S5mKBD_Y91I/AAAAAAAAAIw/o4MXTLVspi0/s320/DSC00246.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;A imagem mais impactante do ano &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2009? Já foi? Então, here we go, porque 2010 já vem atropelando ... &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No cinema, destaque para dois filmes diferentes, porém, com um ponto em comum. Ambos tratam de fim de relacionamento. O primeiro, ‘Apenas o Fim’ é repleto de referências pop. O casal protagonista, formado por um nerd-loser e a mina alternativa-outsider, encerram o namoro discutindo e lembrando os ‘good and bad times’ da relação. O filme se passa no campus da PUC-RJ. Do começo ao fim, muito blábláblá, à la filmes de Woody Allen. O segundo filme é ‘500 dias com ela’. Seria mais uma típica comedinha romântica americana. Mas não é. Ele queria um relacionamento, um compromisso. Ela não queria envolvimento; simplesmente uma companhia agradável e divertida. Normalmente estes papéis são invertidos. Felizmente, o final não é triste, nem feliz. Ainda bem. Se fosse, seria mais do mesmo. Este também tem uma pitada de citações pop, do ex-beatle Ringo Starr até música dos Smiths.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E lá estava eu zapeando a TV quando me deixei assistir o ‘Descolados’, na MTV. O seriado é sobre uma mina e dois caras que dividem um ap., em SP. Aliás, as ruas, parques e baladas da cidade são utilizados como pano de fundo das locações. A galera tem um ‘q’ de indie. É bem bacana, apesar de soar um tanto inverossímil. Difícil acreditar que as ‘casualidades’ retratadas ali possam acontecer na vida real. De qualquer forma, este seriado de jovens-cabeça-antenados e, como diz o próprio título, descolados, trouxe alguma graça à insossa grade de programação da MTV. Quem rouba a cena é o personagem Teco, cuja família acredita que ele faz intercâmbio em Londres e ele tem que se desdobrar para sustentar a mentira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos esportivos televisivos, ponto para o Globo Esporte, edição paulista. O programa ousou e acertou na escolha do apresentador Tiago Leifert . Imprimindo um ritmo ágil e descontraído, ele mudou o tom para falar de assuntos recorrentes no meio esportivo. Coletivas mal-humoradas de técnicos mal-humorados e discursos padrão de jogador são levados na base da brincadeira, sem as típicas polêmicas dramáticas que gravitam na órbita do vazio. A produção também faz bonito. Simples trechos de entrevistas viram vinhetas. Como, por exemplo, a impagável fala do Zagalo ‘Aí sim, fomos surpreendidos novamente’. E o trecho do desenho Super Amigos - ‘enquanto isso, na sala de justiça’ – para anunciar uma decisão do Tribunal Desportivo. Sem falar no Nei Paraíba, o deus do amor. Ah! Volta e meia o programa exibe um ‘clipe’ com (um afetadíssimo) Richarlyson pagando de cantor de karaoke, num dueto passional, exagerando nos maneirismos vocais e desmunhecais ( &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=wD3LtIeMeHU"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=wD3LtIeMeHU&lt;/a&gt; ).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;E sobre música? Mirei a Karina Buhr e acertei a Cláudia Dorei. Explico. Na edição especial ‘Melhores do Prata da Casa’, do SESC Pompéia, fui conferir a Karina Buhr. Mas, o ‘gran finale’ da noite ficou por conta da Cláudia Dorei. Para minha surpresa, acabava de conhecer a melhor cantora-trompetista do ano. Sua música, como alguém bem definiu, pode ser enquadrada como um subgênero do trip-hop, o trip-hop-solar. Ou seja, à atmosfera intimista e melancólica das batidas eletrônicas slow down, tipo-assim Portishead e Massive Attack, acrescentou-se o tempero dos trópicos, representado pela malemolência carioca da moça.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Afora o mega-mundinho do entertainment, cá no meu micro-cosmo de cidadão andarilho, uma cena me impressionou bastante. De repente, andava eu pela Paulista, quando avistei uma bicicleta no canteiro da calçada, presa ao solo por ganchos, próxima ao meio-fio (vide foto lá em cima). Tratava-se de uma homenagem à sua, até então, para mim, anônima dona. Márcia, conforme informava a matéria do Estadão, afixada no mural do pequeno memorial, era uma entre tantos ciclistas que se arriscam por entre carros, ruas e avenidas da metrópole. Ela morreu ali, atropelada por um ônibus. Pairava no ar a comoção por uma desconhecida e uma estranha sensação de incômodo. Sei lá! Deve ser porque a imagem lúdica, normalmente associada à magrela, contrastava radicalmente com o horror de uma morte vã - tomara que não tenha sido. Sem dúvida, a inquietação provocada por aquela bicicleta órfã, estática e solitária foi a (minha) imagem mais impactante do ano. À guisa de grito libertário, enquanto pranto reprimido, deixo aqui registrado os versos de uma verdadeira ode ao prazer de andar de bike, imortalizados na voz do grande Frederico Mercúrio&lt;span style="font-size:130%;"&gt;:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I WANT RIDE MY BICYCLE &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#666666;"&gt;(Eu quero andar com minha bicicleta) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I WANT RIDE MY BIKE &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#666666;"&gt;(Eu quero andar com minha bike) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I WANT RIDE MY BICYCLE &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;color:#666666;"&gt;(Eu quero andar com minha bicicleta) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#cc0000;"&gt;I WANT TO RIDE IT WHERE I LIKE&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="color:#666666;"&gt;(Eu quero andar com ela onde eu gosto) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ufa! Em clima emotivo, enfim, após uma longa gestação e sucessivos adiamentos e refinamentos, consegui parir este 'melhores'. Agora sim, que venha 2010!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E VIVA ZAPATA!&lt;br /&gt;E VIVA LAS VEGAS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhores&lt;br /&gt;--------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Imagem mais impactante: a bicicleta exposta na calçada da Paulista. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2) Melhor filme brasileiro: ‘Apenas o Fim’.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3) Melhor filme estrangeiro: ‘500 dias com ela’.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;4) Melhor filme exibido ao ar livre (Parque do Ibirapuera): 'O Fabuloso Destino de Amélie Poulain'. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;5) Descoberta antepasto-gastronômica: conserva de berinjela + tomate seco.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;6) Melhor música: 'Presta Atenção' (Comadre Fulozinha). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;7) Melhor segunda parte de música: ‘Pérolas’ (Cláudia Dorei).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;8) Melhor música de 2008, lembrada em 2009: ‘Compacto’ (Curumim).&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;9) Melhor cantora-trompetista de trip-hop solar: Cláudia Dorei. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;10) Música mais fofa da cantora estrangeira mais fofa: 'Why Do You Let Me Stay Here?' (Zooey Deschanel, banda She And Him).&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;11) Música mais fofa da cantora brasileira mais fofa: 'Se Enamora' (Tiê). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;12) Melhor música incidental, em documentário: Fuga no. 2 (Mutantes), no ‘Loki’. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;13) Música certa na hora certa: 'Here Comes The Sun' (Beatles). Num domingo invernal de agosto, após dias e dias cinzentos e chuvosos, o Sol reapareceu no exato momento em que a música emergiu randomicamente do iPod. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;14) Apresentadora mais encantadora da TV: Flávia Scherner, programa ‘Zoom’ (TV Cultura). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;15) ’Escândalo’ jazzístico que completou 50 anos: Álbum ‘Time Out’, do ‘Dave Brubeck Quartet. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;16) Momento mais bacana das férias: encontro com família soteropolitana no Vale do Pati (Chapada Diamantina - BA).&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;17) Melhor programa ecológico de TV, aplicado à prática: Ecoprático (TV Cultura). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;18) Melhor seriado brasileiro: Descolados (MTV).&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;19) Episódio mais catártico do programa turístico-antropo-social ‘Passagem Para ...’: Episódio 120, realizado na Guiana. O apresentador Luis Nachbin participa de um funeral naquele país. Diferentemente do convencional, lá a morte é celebrada com festa. Carreatas e pessoas a pé, algo como um trio elétrico em New Orleans, seguem o cortejo alegremente, embalados com muita música e dança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;20) Melhor documentário: ‘Ninguém Sabe o Duro que Dei’. Relata a trajetória de Wilson Simonal desde a época em que ele rivalizava em popularidade com Roberto Carlos até a sua decadência, acusado de agente delator do regime militar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;21) Melhor primeiro episódio de uma temporada: Primeiro episódio da 6ª. temporada do ‘House’. Um médico genial e genioso se vê dentro de uma clínica psiquiátrica. Impotente, sem poder articular seus joguinhos de manipulação com seus pares médicos, o Dr. House tem que encarar a si próprio e suas fraquezas.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;22) Melhor livro: Capitães da Areia, Jorge Amado. A narrativa é tão impressionante. É muito visual. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;23) Maior encontro de BGs (bichos-grilos): Toca Raul. Evento que reuniu várias bandas que se apresentaram em frente à Estação da Luz, durante a Virada Cultural, para tocar os álbuns do maluco beleza. Por todos os lados se via hordas de clones barbudos do cantor, loirinhas com vestes hippies, rastafaris e muitos óculos escuros. Ao redor do palco, varais estendidos de poste a poste com camisetas à venda, estampando os rostos de Bob Marley, Jimmy Hendrix, Che Guevara e outras divindades do universo pop. Impressionante o poder que o Raul Seixas tem de arregimentar todas as tribos. Parecia que ali havia aportado caravanas de naves espaciais vindas de São Tomé das Letras, Visconde de Mauá e do FFLCH (USP). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;24) Melhor expressão sinônima de ‘politicamente correto’: ‘politicamente asséptico’, por Malu Fontes (rádio Metrópole de Salvador).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;25) Melhor pedaço de pizza dos almoços de sexta com o Edu (novamente, ainda que indiretamente, os Cunha são lembrados na lista): pedaço da pizza Verona (padaria Bella Paulista).&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;26) Pronúncia mais orgasmática de nome de praça: Praça Saens Peña (Tijuca, Rio). Trata-se de um verdadeiro orgasmo facial-respiratório. Um legítimo carioca, ao pronunciar este nome, movimenta todos os músculos da face e, de quebra, expele todas as impurezas retidas nos alvéolos pulmonares. Começa pela palavra sibilante Saens, notada e exageradamente chiada. Depois, os lábios se contorcem, provocando uma pequena distensão nas narinas. O movimento segue, estremecendo as maçãs do rosto e, por fim, termina com o piscar de um olho, seguido do outro. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;27) Melhor entrevistado do programa ‘Caminhos Alternativos’ (CBN): Juca de Oliveira. Muito bacana a visão consciente que ele tem do mundo em que vivemos. Por exemplo, a demasiada importância que se dá ao crescimento econômico em detrimento do crescimento humano.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;28) Descoberta linguístico-fonética: ‘Cool’ (pronúncia alongada) X ‘cu’ (pronúncia seca). Cool é suave, tranqüilo. Cu é seco. Próximas foneticamente, contudo, uma pequena variação na inflexão da pronúncia muda completamente o sentido que se deseja atribuir a algo ou alguém. Por exemplo: ‘Esse jogo tá muito cu’ / ‘Tal cantora é muito cool’.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;29) Melhor programa de rádio sobre cultura: Eldorado Cultura (Eldorado AM).&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;30) Expressões cunhadas há poucos anos, lembradas neste ano: ‘Simples assim!’ / Tal [coisa/pessoa] está bombando. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;31) Melhor renovação de programa esportivo: Globo Esporte, edição paulista.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;32) Lugar mais cool: localização ok (centrão boêmio) + ambiente ok + música ok = Bar B. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;33) Episódio mais engraçado de um seriado: aquele do ‘The Big Bang Theory’ no qual a mãe do Leonard vai visitá-lo por alguns dias. Ela e o Sheldon, roommate de seu filho, se identificam em suas esquisitices e, no final, fazem um hilariante dueto no karaoke. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;34) Cena incomum no trânsito: motorista quase avança o sinal vermelho, ouve a queixa do pedestre (eu), recua o carro e pede desculpas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;35) Melhor programa de entrevista entremeada com música: ‘Johnnie Walker com Gigantes’, apresentado pela gracinha da Lorena Calábria (Mitsubishi FM).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;36) Melhor (único?) programa de música étnica do rádio: ‘Nômade’, apresentado pelo Paco ‘Pepe Le Gambá’ Pigali (OI FM, segundas, às 23:00h).&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;37) Melhor retorno de programa de rádio na internet: Garagem (&lt;a href="http://www.tvshowlivre.com.br/garagem/"&gt;http://www.tvshowlivre.com.br/garagem/&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;38) Melhor cocada ever tasted: a cocada com leite condensado do bar-mercearia próximo do mercado de peixe, na Ponta da Praia, em Santos. O lugar, tradicionalmente, é um pit stop de hidratação com água de coco, durante a Parada Irada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;39) Melhor show: Karnak, no SESC Pompéia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Piores&lt;br /&gt;---------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Pior progaganda: aquela de carro, com trilha do AC/DC. Incrível o poder de concisão da mensagem veiculada. Em poucos segundos consegue sintetizar alguns dos padrões de comportamento e valores mais abomináveis e detestáveis de uma classe média imersa e submersa num mundinho coisificado (consumismo exacerbado, competição, sucesso profissional , imagem, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Pior apresentador de programa cultural: o apresentador do Metrópolis (TV Cultura). Pior do que os engraçadinhos de plantão são aqueles que se acham engraçadinhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Pior âncora de programas jornalísticos de rádio e TV: Carlos Alberto Sardenberg. Não dá! Não engulo. Seus comentários acrescentam pouco às notícias e, tecnicamente, sua dicção não condiz com a função.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Pior programa paga-pau de metrópole gringa: ‘Lugar Incomum’ (Multishow). A Érica Mader exagera no gênero ‘Oooh hooh! Estou adorando Nova York!’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Cantora mais malinha: Mallu Magalhães. Surgiu como prodígio no mundo indie. Aos poucos foi sucumbindo ao mercado e adotou um estilo pseudocool-molenga-enjoado. Provavelmente influenciada pelo namorado hermano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Cultura inútil: resumo da novela, exibido nas TVs instaladas em alguns ônibus de SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Cantora mais fabricada: Lady Gaga. Me lembra um episódio do desenho 'Os Flinststones' no qual o Dino, cão da família, se apaixona por uma cachorra-atriz. O encanto desaparece quando ele a vê no camarim, tirando os cílios postiços e a maquiagem, ou seja, descontruindo a imagem de estrela. A Lady Gaga é assim. Montada dos pés a cabeça, por uma indústria voraz que adora (e necessita) vender ‘produtos’ com rótulos do tipo 'a nova Madonna'. Quantos verões ainda vai durar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Banda Cine. Letras rasas, rimas sofríveis, criatividade 'zero'. Pegando carona no numeral, a banda consegue ser pior que a seu congênere NX Zero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Maria Gadú. O mundo não merece mais uma cantora genérica da MPB com seus grudentos e horrorosos 'shimbalaiês'. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-244705418214776656?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/244705418214776656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=244705418214776656' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/244705418214776656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/244705418214776656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2010/02/melhores-de-2009.html' title='Melhores de 2009'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/S5mKBD_Y91I/AAAAAAAAAIw/o4MXTLVspi0/s72-c/DSC00246.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-1056178626531799639</id><published>2009-07-27T16:37:00.019-03:00</published><updated>2009-07-28T22:01:33.673-03:00</updated><title type='text'>All-lovely-day-long-private-enjoyed-pocket-‘gostoso como a vida deve ser’-show</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/Sm5XouKF5ZI/AAAAAAAAAH4/s5mWZvSDPe0/s1600-h/ClÃ¡udia+Dorei.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363320563341583762" style="WIDTH: 150px; CURSOR: hand; HEIGHT: 111px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/Sm5XouKF5ZI/AAAAAAAAAH4/s5mWZvSDPe0/s320/Cl%C3%A1udia+Dorei.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363320628852500162" style="WIDTH: 132px; CURSOR: hand; HEIGHT: 112px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/Sm5XsiNHJsI/AAAAAAAAAIA/wc0N8pOTlCU/s320/karina+buhr.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Claudia Dorei .................................. Karina Buhr &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/Sm5bQRH0LeI/AAAAAAAAAIg/iSEChHvyhvM/s1600-h/Ceumar.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363324541277056482" style="WIDTH: 148px; CURSOR: hand; HEIGHT: 106px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/Sm5bQRH0LeI/AAAAAAAAAIg/iSEChHvyhvM/s400/Ceumar.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/Sm5az_vYOiI/AAAAAAAAAIY/Nf5Ui1NSjx8/s1600-h/TiÃª+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363324055574821410" style="WIDTH: 132px; CURSOR: hand; HEIGHT: 107px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/Sm5az_vYOiI/AAAAAAAAAIY/Nf5Ui1NSjx8/s400/Ti%C3%AA+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ceumar ........................................... . Tiê &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos últimos anos, meses, dias, horas, minutos, segundos e frações destes, eu tenho ouvido muito, auditiva e sensorialmente, as maravilhosas cantoras emergentes do mundinho sub-pop-alternativo-outsider-paulistano. As sensações sinestésico-visuais trazidas por suas vozes e músicas, me levaram a idealizar um dia perfeito com a participação destas musas interagindo e cantando para mim. Batizemos o evento como sendo um all-lovely-day-long-private-enjoyed-pocket-‘gostoso como a vida deve ser’-show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A seqüência de atividades/playlist interativo sugeridos é a seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Acordar ao som do trompete da Cláudia Dorei no pé do ouvido. Poderia ser com ‘Já Passou’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Durante o café da manhã, ‘Gentileza’ cairia muito bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Já desperto, eu iria brincar de roda com a Karina Buhr. ‘Presta Atenção’,  ‘Passarinho’  e ‘2 de Janeiro’ fariam a trilha deste momento. Ah! Aquela cabocla marota, algo brejeiro, da percussão do ‘Comadre Fulozinha’, também poderia brincar com a gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Em seguida, um piquenique com a Ceumar entoando ‘Parque da Paz’, ‘Cantiga’, ‘Banzo’ e ‘Olha Pro Céu’. Para completar a atmosfera bucólica, ‘How Deep Is Your Love’, naquela versão do Trash Pour 4 que remete à região da Toscana. Combinaria com o clima, toalha e iguarias italianas do desjejum. Claro que a Lelena Anhaia seria muito bem-vinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Para embalar a siesta vespertina – ninguém é de ferro! –, eu chamaria novamente a Cláudia Dorei para cantar ‘Pérolas’. Se possível, acompanhada daquela deslumbrante ragazza que declamou Manuel Bandeira no 'Prata da Casa' (SESC Pompéia).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) No fim da tarde, Karina Buhr retornaria para estourar plástico bolha e brincar de amarelinha ao som de  ‘Palo Santo’, ‘Rosa Alvarinha’ e, obviamente, 'Plástico Bolha' .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Ufa! Depois de um dia ‘extenuante’, nada melhor que a relaxante voz minimalista, doce e delicada da Tiê. Para começar a ninar, ‘Chá Verde’. Depois, ‘A Bailarina e o Astronauta’ e, se ainda estivesse acordado, ‘Aula de Francês’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que algum programa de auditório realizaria o meu ‘dia legal’? &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-1056178626531799639?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/1056178626531799639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=1056178626531799639' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/1056178626531799639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/1056178626531799639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2009/07/all-lovely-day-long-private-enjoyed.html' title='All-lovely-day-long-private-enjoyed-pocket-‘gostoso como a vida deve ser’-show'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/Sm5XouKF5ZI/AAAAAAAAAH4/s5mWZvSDPe0/s72-c/Cl%C3%A1udia+Dorei.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-3630514472128653300</id><published>2009-04-21T18:58:00.001-03:00</published><updated>2009-06-14T22:09:30.785-03:00</updated><title type='text'>Melhores de 2008</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/Se5FiGMt31I/AAAAAAAAAGY/5VBGLY9ILvY/s1600-h/hggcgfxchtjhv+017.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5327271861307694930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/Se5FiGMt31I/AAAAAAAAAGY/5VBGLY9ILvY/s320/hggcgfxchtjhv+017.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lucas, eleito novamente o sobrinho do ano&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pois é! Passou o carnaval, passou a Páscoa e, antes que 2009 passe, vamos à tradicional lista de melhores do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comecemos pelo dial. Não bastasse a Sul-América Seguros, em 2008 outras duas empresas privadas invadiram as ondas do rádio: Oi e Mitsubishi. Apesar de lucrarem às custas de concessões públicas, ao menos elas contribuem como opção à mesmice de suas concorrentes. De início, torci o nariz para a Oi. Parecia uma rádio amorfa, cuja proposta era ser diferente apenas para não ser igual (às outras). Mas, de fato, ela é diferente porque é indie-pop A programação transita do pop baba ao ecletismo do subgênero indie ‘de boa’. Por lá, já ouvi os novos ‘Vampire Weekends’ e ‘Ting-Tings’ (faixas da coletânea ‘Mauro Jorge Hits Mix 2008). Já a Mitsubishi é um tipo de clone da Eldorado. Tem o mesmo DNA. O mais irritante na Mit, para os íntimos, são o slogan e os nomes dos programas. Coisas do tipo ‘a rádio pra quem é quem 4 por 4’ e ‘Pajero 200’ parecem feitas sob encomenda para forjar uma ligação com o seu suposto público-alvo. Será que funciona? Espero que não. Em tempos de sustentabilidade, carros potentes agravam ainda mais a poluição atmosférica e, consequentemente, seus efeitos danosos à população.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No cinema, destaque para ‘A Culpa é de Fidel’. O filme narra a história de uma família, cujos pais são engajados na luta socialista, em pleno período de ditadura no Chile, pós-Allende. Mas aqui, nesta película, as impressões do mundo exterior perpassam pela ótica da menina Anna, que não entende muito bem o que se passa ao seu redor. Alternando candura e birra, a menina expressa o conflito entre a lógica ingênua do mundo de criança, contrastando com a dureza dos comunas barbudos. Para eles, até o Mickey Mouse é considerado um agente subversivo do sistema capitalista. Um filme bacaninha também foi ‘Beijo Roubado’, uma espécie de tradução para o Ocidente dos filmes do diretor Ang Lee, filmados na Ásia. Transposto para o lado de cá de Greenwich, perde em intensidade, mas vale pela Norah Jones.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Brasil, o melhor foi ‘Chega de Saudade’. O filme é um delicioso passeio por uma noite num clube de dança de salão. A sua maior virtude é captar e reproduzir a atmosfera dos relacionamentos, encontros e desencontros que acontecem num baile de meia e terceira idades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meio que fora de contexto, fica aqui registrado também o meu apreço pelo filme-ação-pipoca ‘A lenda’. Como é de se esperar neste tipo de filme, o herói, desta feita encarnado na pele do mega-astro-afro-descendente Will Smith, salva o planeta. A trilha sonora, composta de clássicos do Bob Marley, conduz uma certa mensagem auditivo-subliminar-pacifista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Faltou pouco, porém o time brasileiro não conquistou o bicampeonato olímpico no voleibol masculino. Um pouco antes da olimpíada, nas finais da Liga Mundial, o time já dava os primeiros sinais de declínio. Nalbert e Ricardinho fizeram muita falta. O time jogou sem alma. O vôlei feminino foi o grande vitorioso do certame. Depois de bater na trave algumas vezes, o time venceu os E.U.A. na final olímpica. Méritos para o Zé Roberto Guimarães, que ressurgiu do fiasco de 2004 e se consagrou como o único técnico campeão olímpico nas modalidades masculino (1992) e feminino de um mesmo esporte (voleibol indoor). No futebol, a imagem mais embasbacante e emblemática do descaso e desrespeito do jogador brasuca-europeu em relação à seleção vem do pódio. Enquanto a seleção recebia a medalha de bronze olímpica, o Ronaldinho Gaúcho atendia o celular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na marasmo da TV aberta, até que surgiram algumas propostas inovadoras na área de humorísticos. O programa CQC, inovou ao misturar humor com jornalismo. É esperto, ágil; tem lá as suas boas sacadas. Só que peca pela overdose de estímulos visuais e auditivos, comparáveis àqueles dos desenhos japoneses que provocam convulsões em criancinhas. Já o ’15 minutos’ é mais econômico - inclusive no tempo de duração – e aposta principalmente no talento do Marcelo Adnet. O cara manda muito bem no improviso e nas imitações mais inusitadas, como, por exemplo, o Silvio Santos cantando ‘Sweet Child O’ Mine’ do Gun´s &amp;amp; Roses. Outra grata surpresa na MTV foi o ‘Quinta Espetacular’, que misturou os antigos da casa (Cazé e Mion) com os emergentes do humor (Dani Calabresa, Madame Mim, Willian Bomboner, e o hilário e desconcertante Mister Lúdico, com suas letras de métricas cumpridas e arrastadas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, lá vai a lista de melhores ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Melhor pipoca caseira para se levar ao cinema: a da Soraia, representante feminina do clã dos ‘Cunha’, na lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Momento energético mais simbiótico, emanando energia para o cosmos: o círculo formado pela união dos dedos médios do Lucas, Henrique, Viva e meu, numa manhã, quase madrugada, do mês de janeiro, na travessia da balsa Santos-Guarujá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Personalidade ultra cool: Henrique, representante adolescente do clã dos ‘Cunha’, na lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Melhor saquinho para embalar jornal: o da banca da rua Frei Caneca, localizada entre as ruas Luís Coelho e a Antonio Carlos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Melhor filme estrangeiro: a ‘Culpa é de Fidel’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Melhor programa de turismo na TV : ‘Passagem Para...’ (Canal Futura). O apresentador Luís Nashbin interage naturalmente com os cidadãos dos locais visitados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Melhor programa de auditório: ‘Quinta Espetacular’ (MTV).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Revival do ano: ‘Pantanal’. A primeira semana da novela é um primor. Exibe com primazia as diferenças culturais cidade-campo, representados pelo peão xucro Zé Leôncio que seduz ‘moderninha’ Madeleine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Melhor zona de confluência de bairros para se caminhar em São Paulo: a) centrão – b) Santa Cecília – c) Higienópolis – d) Consolação – e) Pacaembu. É como uma escala cromática. O centro é dark, o largo de Santa Cecília lembra o Rio Vermelho (Salvador), Higienópolis é a nata da classe média-alta, a Consolação é híbrida e o Pacaembu, charmoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Melhor filme brasileiro: Chega de Saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11) Melhor filme estrangeiro: A culpa é do Fidel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12) Melhor documentário nacional reprisado na TV: ‘Doutores da Alegria’. sensível, humano e comovente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13) Melhor ex-locutora de rádio rock zumbi (Brasil 2000), atual locutora da rádio Eldorado: Paula Baldassarri&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14) Melhor carrinho de supermercado: o do Futurama da Av. Pedroso - os pneus, de borracha, deslizam suavemente pelo chão e permitem manobras rápidas e precisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15) Melhor bordão de programa de TV: ‘Noossa!!!’ – pronunciado com a cabeça levemente inclinada, por um arroz de festa anônimo, no Pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16) Cantora mais gracinha, com o nome mais gracinha: Karina Buhr.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17) Melhor ‘projeto’ musical: 3 na Massa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18) Sobrinho do ano: novamente o Lucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19) Melhor slogan de rádio: Aqui você ouve as mais pedidas, as menos pedidas e as nunca pedidas (Oi FM).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20) Melhor show: Totó la Momposina (Colômbia), dentro do evento ‘Mulheres do Sol’ no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;21) Time do coração, durante a Copa Libertadores da América de 2008: Fluminense&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22) Momento mais estranho: abordagem para dançar ‘Borbulhas de Amor’, no festival de Pinga de Angra dos Reis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23) Melhor e mais hilária reportagem de TV sobre um menino carente e seus percalços para chegar è escola: ‘Charlinho’, Hermes &amp;amp; Renato (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=B6Vyhtvpp4k"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=B6Vyhtvpp4k&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24) Melhor almoço de sexta-feira com temas variados: almoço com o Edu, o representante patriarca do clã dos Cunha, na lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25) Candidata à vereadora mais esdrúxula: Rainha Naja, defensora dos ‘alternativos’. Seu lema é ‘vamos pisar no preconceito’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26) Melhor amiga de ‘papo-de-amiga’, nos cafés do trabalho: a poderosa Tânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27) Melhor blog do universo masculino, sem ser machista: papodehomem.com.br. Se as mulheres conquistam o seu espaço, nada mais natural do que o homem manter o seu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28) Melhor região de circulação de posers e outsiders, em SP: Baixo Augusta. Os primeiros (posers) freqüentam o lugar para serem vistos. Já os outsiders são os cults, ex-BGs, pós-modernos e outros bichos da fauna da cena alternativa. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;29) A música mais ou menos do ano: Human, do Killers. Na falta de uma melhor música, esta foi a melhorzinha. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Bônus Tracks - Piores&lt;br /&gt;--------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1)     O apresentador mais mala da TV: Ronnie Von.  Faz o gênero sabichão. Se utiliza da tática de pegar carona nos comentários dos especialistas, endossando suas opiniões, seja o assunto moda, Física Quântica ou cogumelos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2)     Ator mais teletube: Dan Stulbach. &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(*)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3)     Atriz mais teletube: Denise Fraga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4)     Minissérie com os atores mais teletubes: ‘Queridos Amigos’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5)     Revelação musical mais oscilante: Mallu Magalhães. Nos meses de janeiro e fevereiro despontou como o novo prodígio da música indie-pop. O tempo foi passando e ela acabou nas garras do mercado, absorvida e deglutida de forma feroz pela mídia. Virou estrelinha e ficou malinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6)     A chatinha da Olimpíada: Maureen Maggi. Toda olimpíada tem a sua queridinha da vez, eleita e bajulada pela imprensa brasileira, especialmente a rede Globo. Em 2008, a chatinha foi a Maggi. Como diria um nada politicamente correto comentarista, num programa da ESPN Brasil: ‘até que ela dá um belo caldo’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7)     Releitura ‘nada a ver’ do ano: Fernanda Takai regravando Nara Leão. A original possuía vez macia, aveludada. A Fernanda tem voz frágil, pequena, sem corpo. Prefiro a sua voz a serviço do rock-farofa no Pato Fu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8)     Rádio hard-news mais hard: CBN. Ainda é uma referência em rádio-jornalismo. O problema é que peca na excessiva cobertura de assuntos do momento. Não há quem aguente todo o tempo ouvir entrevistas e o ‘Repórter CBN’ martelando sobre a crise financeira mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9)     Maior feirão de prêmios em programa cultural na TV: Metrópolis. Distribuir prêmios tudo bem. Mas tornar isto um atrativo desvirtua a proposta do programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Banda internacional com o vocalista mais mala: Coldplay. Como escreveu o Álvaro Pereira, no Folhateen, ninguém merece o Chris Martin pagando de louquinho no clip de ‘Viva la Vida’.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(*) Fonte: Leandro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-3630514472128653300?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/3630514472128653300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=3630514472128653300' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3630514472128653300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3630514472128653300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2009/04/melhores-de-2008.html' title='Melhores de 2008'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/Se5FiGMt31I/AAAAAAAAAGY/5VBGLY9ILvY/s72-c/hggcgfxchtjhv+017.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-3689945091635266837</id><published>2008-07-20T18:23:00.002-03:00</published><updated>2010-05-26T23:39:38.666-03:00</updated><title type='text'>Gira mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/S_3aqA8ridI/AAAAAAAAAI8/PZWKcnQCQwU/s1600/roda+de+bicicleta.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5475773137296263634" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 194px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/S_3aqA8ridI/AAAAAAAAAI8/PZWKcnQCQwU/s320/roda+de+bicicleta.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era uma tarde qualquer, de um dia qualquer, no meio de uma semana qualquer do ano de 1984. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Lembro sim, claramente, que estava no cruzamento do canal 1 com a praia. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Naquela tarde de setembro (ou outubro?), os raios do sol brilhavam e refletiam luz nos raios das rodas da barra circular Monark, recuperada após anos acorrentada ao telhado da área do chalé depauperado onde eu morava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, de forma simbiótica, estávamos libertos para correr mundo; ainda que mundo fôsse restrito a poucos quilômetros de praia - precisa mais?&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fascinado pelos movimentos circulares da física, eu almejava um lugar ao sol. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sem me dar por ela, experimentei a liberdade em seu estado bruto, refletida nas rotações por minuto das rodas de uma bicicleta. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Definitivamente, eu havia conquistado o meu lugar ao sol.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-3689945091635266837?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/3689945091635266837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=3689945091635266837' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3689945091635266837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3689945091635266837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2008/07/gira-mundo.html' title='Gira mundo'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_keSwQTSmy-c/S_3aqA8ridI/AAAAAAAAAI8/PZWKcnQCQwU/s72-c/roda+de+bicicleta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-3647830582186149625</id><published>2008-04-15T20:53:00.000-03:00</published><updated>2008-06-15T21:09:21.889-03:00</updated><title type='text'>A Isabella e o Remi</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_keSwQTSmy-c/SFWtoSaVHeI/AAAAAAAAAEs/q5SqW_yGQc8/s1600-h/ratatouillewp4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212263051399863778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_keSwQTSmy-c/SFWtoSaVHeI/AAAAAAAAAEs/q5SqW_yGQc8/s320/ratatouillewp4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O assassinato da menina expõe uma faceta obscura da natureza humana. Casos e mais casos de violência doméstica ocorrem diariamente. A diferença é que este, além dos requintes de crueldade com que foi cometido, aconteceu no seio da classe média. Fosse nas camadas mais miseráveis da população, que vive em condições sub-humanas, o caso provavelmente teria menos repercussão. Afinal, muitos sobrevivem numa realidade degenerada, tendendo a um comportamento mais instintivo que racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando um crime destes é cometido num mundo, digamos, ‘mais limpinho’, assusta pela proximidade. Poderia ser alguém do trabalho, da escola, do clube. Este episódio mostra que, movido por um descontrole descomunal, potencialmente qualquer um pode praticar um ato bárbaro, independentemente de classe social ou nível intelectual. Óbvio que o fato de envolver a figura inocente de uma criança contribui muito para a revolta das pessoas. Mas, além disto, o que explicaria esta desmedida comoção popular? Talvez exista aí um medo latente e, lançar o casal supostamente culpado à fogueira, seria uma forma de exorcizar e reprimir o monstro indomável que pode aflorar de dentro de cada um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o Remi, do desenho animado Ratatouille, segue o fluxo contrário. Ele nasceu rato, mas a sua natureza é nobre, humana no bom sentido da palavra. Diferentemente de seus pares, ele não age puramente por instinto. Reflete, sente, usa de bom senso. Sua comunidade rejeita este comportamento um tanto estranho para um rato. Então, ele padece de crise existencial: ser ele mesmo ou ser o que esperam que ele seja? No final, o Remi é aceito por todos e se dá bem. Consegue, inclusive, o reconhecimento do crítico gastronômico mais sisudo de Paris.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ratatouille foi exibido no ‘Festival dos Melhores Filmes de 2007’, no SESC. Relutei em assisti-lo, quando esteve em cartaz nos cinemas, pois não entrava na minha cabeça enxergar um rato dissociado de sua imagem asquerosa. Sim, na ficção isto é possível. E na fantasia de um desenho inocente, a realidade do lado de fora do cinema se tornou mais leve naquela manhã de feriado de terça-feira. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-3647830582186149625?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/3647830582186149625/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=3647830582186149625' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3647830582186149625'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3647830582186149625'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2008/06/isabella-e-o-remi.html' title='A Isabella e o Remi'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_keSwQTSmy-c/SFWtoSaVHeI/AAAAAAAAAEs/q5SqW_yGQc8/s72-c/ratatouillewp4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-878754684642214338</id><published>2008-03-23T21:07:00.000-03:00</published><updated>2008-04-01T01:05:51.825-03:00</updated><title type='text'>Jesus, you’ve got a message. Mixado com o filme ‘Desejo e Reparação’.</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_keSwQTSmy-c/R_ArhnJyebI/AAAAAAAAAEk/l9P8_trOLew/s1600-h/desejo+e+repara%C3%A7%C3%A3i+II.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5183691027549157810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_keSwQTSmy-c/R_ArhnJyebI/AAAAAAAAAEk/l9P8_trOLew/s320/desejo+e+repara%C3%A7%C3%A3i+II.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Em cima, o lindo par de olhos azuis da atriz que interpreta  a personagem Briony. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Abaixo, o abraço dos apaixonados do filme 'Desejo e Reparação'&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desde pequeno, nunca assimilei direito o papel do Judas, o Iscariotes, suposto traidor, na saga da paixão de Cristo. Tentava encontrar lógica na cadeia de eventos, mas nunca fechava. Para mim era - e ainda é - difícil entender como tudo estava orquestrado para que Judas entregasse Jesus aos romanos e ele, o Cristo, terminasse condenado à cruz, para se tornar um mártir religioso. ‘Faça o que tem que ser feito’, teria dito Jesus a Judas. Noutras palavras, alguém tinha que fazer o serviço sujo e coube a Judas este desígnio. Como num roteiro, o personagem seguiu o seu script: Judas entregou Jesus e hoje ele é malhado nos sábados de aleluia. Fim inglório para aquele que só cumpriu o destino traçado, segundo uma lógica perversa, que até hoje não me faz sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme ‘Desejo e Reparação’, que concorreu ao Oscar (merecia melhor sorte), o grande mote da história de amor é a culpa seguida de arrependimento e redenção. Tomada de ciúme pré-adolescente e baseada numa uma série situações que depunham contra o empregado da casa, a menina Briony presta um falso depoimento que muda para sempre o destino do moço e de sua irmã, que estavam ‘in love’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No script do Evangelho, pelo menos Judas sabia da função ‘edificante’ da sua traição. Foi em nome de uma causa maior: a fundação das religiões cristãs. Já a menina do filme, virou adulta e carregou consigo a culpa até a redenção, que é contada nos comoventes minutos finais do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo ou não ficção, neste domingo de Páscoa eu deixo uma mensagem simbólica para você, Jesus. Que tal rever o ‘Sermão da Montanha’ e acrescentar mais um grupo de bem-aventurados? ‘Bem-aventurados aqueles que conseguem a redenção de um ato culposo, pois deles será o reino da paz de espírito’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FELIZ PÁSCOA!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E VIVA ZAPATA!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. : Além da história de amor emocionante, os efeitos de som e imagens, durante uma passagem do filme na guerra, são impressionantes. De um realismo acachapante (bela palavra!). &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;PS II. Falando em amor e guerra, em 1990 a rádio Eldorado transmitia o ‘Diário de Londres’, um boletim produzido pela equipe brasileira da BBC de Londres. O programete era ancorado por uma das mais belas vozes femininas que eu já ouvi, a Dulce Maltês, com a participação especial do Ivan Lessa. Num destes boletins, a Dulce contou que, em meio ao horror da guerra, a música mais ouvida pelos americanos no campo de batalha era ‘Unchained Melody’. A música foi tema do filme ‘Ghost’, um meloso blockbuster da época.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-878754684642214338?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/878754684642214338/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=878754684642214338' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/878754684642214338'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/878754684642214338'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2008/03/jesus-youve-got-message-mixado-com-o.html' title='Jesus, you’ve got a message. Mixado com o filme ‘Desejo e Reparação’.'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_keSwQTSmy-c/R_ArhnJyebI/AAAAAAAAAEk/l9P8_trOLew/s72-c/desejo+e+repara%C3%A7%C3%A3i+II.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-5393920634188306319</id><published>2008-02-09T15:48:00.000-02:00</published><updated>2008-03-19T03:19:25.713-03:00</updated><title type='text'>Melhores de 2007</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_keSwQTSmy-c/R7D6CLRG-AI/AAAAAAAAADg/EeKWvPbwj2c/s1600-h/pedrinho.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5165903687885191170" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_keSwQTSmy-c/R7D6CLRG-AI/AAAAAAAAADg/EeKWvPbwj2c/s320/pedrinho.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;À esquerda, Pedrinho ( in memoriam), o CB do ano. Ao seu lado, eu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Olê-lê, olá-lá !!!&lt;br /&gt;(ainda em ritmo frenético de carnaval, com os dedos indicadores riscando o ar, descrevendo movimentos síncronos e alternados, à meia altura). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2007 abre alas para 2008 desfilar na passarela do século XXI. Não antes, contudo, sem dar uma repaginada no que aconteceu no ano que findou. Here we go... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após um período de mudanças rápidas e intensas, advindas de um mundo mutante, que muda a cada instante, me parece que 2007 foi mais calminho e previsível que os últimos 2 anos. As novidades tecnológicas e a quantidade avassaladora de informação e mídias não causam mais tanta espécie. Pelo visto, os terráqueos estão se acostumando a viver num caos cotidiano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Começando pelo cinema, quem diria que o melhor filme do ano é um ... documentário? E brasileiro? ‘Pro Dia Nascer Feliz’ faz um retrato do sistema educacional no Brasil, traçando um paralelo entre as escolas paupérrimas do nordeste do país, passando pela periferia do Rio (Duque de Caxias) e São Paulo (Itapecirica da Serra), e chegando à nata da elite paulistana, o Colégio Santa Cruz no bairro Alto de Pinheiros. A grande sacada do filme foi se valer de personagens interessantes que têm muito a dizer. E disseram! Deram o recado direitinho. Mesmo vivendo em realidades diferentes, cada um no seu ecossistema, os adolescentes sofrem com as inquietações, dúvidas, palpitações, incertezas e angústias, nesta fase de grandes mudanças nas suas vidas. E o filme trata a questão da educação e adolescência de uma maneira bastante humana, tocante e sensível. No plano internacional, o destaque vai para ‘Cartas de Iwo Jima’, outro filme que trata de relações humanas só que num cenário cruel: a guerra. ‘Pecados Íntimos’ foi mais um dos bons filmes, principalmente pela atuação da maravilhosa Kate Winslet. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em meio a um mar de programas que afrontam a inteligência do telespectador da TV aberta, a Globo abriu espaço na grade horária para inserir ‘O Sistema’. O seriado aborda as teorias de conspiração com muito non-sense. O elenco de primeira linha conspirou a favor: Selton Melo, Ney Latorraca, umas minas engraçadinhas que parecem ter saído da V. Madalena ou do ex-Estúdio Nova Dança e, para abalar as estruturas, a (outra) maravilhosa Graziella Moretto. Eu ri muito com trocadilhos cacófatos infames, tais como ‘Equipe Pi’ e ‘Evasiva Gina’. A mente criativa por trás não poderia ser outra senão a Fernanda Young.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi pênalti. Não, não foi pênalti.&lt;br /&gt;O São Paulo é um clube com estrutura e segue um modelo de gestão profissional. Discussões vazias e afirmações-clichês, deste tipo, são repetidas à exaustão nos programas de mesa redonda. Eles (debatedores) se levam tão a sério, que chegam a ser caricatos. Já no vôlei, toda bola é ponto!&lt;br /&gt;E mais uma vez a seleção brasileira de vôlei masculino brilhou nas quadras. Antes de aportar no Rio e faturar o já esperado título Panamericano, o Brasil se sagrou heptacampeão da Liga Mundial. Impressionante mesmo foi a festa promovida pela Polônia para as finais do torneio.&lt;br /&gt;Awesome!!!&lt;br /&gt;Que festa! Que lindo! Que demais! Que tudo! Irmãos Benson, irmãos Benson, irmãos Benson! Que beleza, que beleza, que beleza!!! Foi assim...&lt;br /&gt;Durante a cerimônia de entrega das medalhas, a quadra se transformou num palco. Apagaram-se as luzes e um holofote iluminou a bandeira nacional brasileira. No pódio, chuva de confetes descendo ao piso e bolas de gás ascendendo ao teto. A trilha sonora no ginásio foi recheada de sons orquestrados épicos, tais como o tema de abertura de ‘Guerra nas Estrelas’ e a valsa ‘Danúbio Azul’. Desconfio que algum polaco esteve em terras brazilis e pirateou o ‘Mauro Jorge Hits Mix 2006’. No problem! Bastaria dar os créditos à Mauro Jorge Records.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas ondas do rádio, parece que existe uma maldição espalhada no ar. Neste terreno árido que se tornou o dial FM paulistano, quando surge uma proposta bacana, pode esperar porque logo-logo vem um louco e põe tudo a perder. São incontáveis os exemplos: Excelsior, Pool, Musical, Brasil 2000 (fase Tatola &amp;amp; Maia e depois Kid Vinil) e, em 2007, a Cultura FM. A rádio sempre teve por tradição executar apenas música clássica na programação, com lucutores de voz empolada anunciando as regências, cifras, movimentos e afins. De uns anos pra cá, o perfil havia diversificado com a criação de programas mais descontraídos, enfocando cultura, cinema, música étnica, jazz, etc. Até que, na virada do 1º para o 2º semestre, a Cultura FM voltou ao formato sisudo de antes. Meu, que saudade da Gioconda Bordon apresentando o ‘Estação Cultura’!&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na onda de discos de produtores brasileiros, enfim ‘I found what I was looking for’. Nada de BiD, Apollo 9, nem Zuko 103. Beto Villares é o cara. O CD ‘Excelentes Lugares Bonitos’ é uma obra-prima. Com participações especialíssimas da Céu, Fernanda Takai, Anelis Assumpção, entre outros, a sonoridade das músicas é leve e fluída. Enfim, é uma delícia de se ouvir.&lt;br /&gt;Lá fora, o produtor bola-da-vez é o Timbaland. Depois de turbinar a carreira do (competente) Justin Timberlake, o cara conseguiu a proeza de transformar a meiguésima luso-canadense Nelly Furtado num estereótipo de 'garota promíscua'. Ao lado do Dr. Dre (motherfucker), os dois produtores são responsáveis por um popzinho até que mais-ou-menos. E o tal do Will.i.am, do Black Eyed Peas? Este não me convence. Na minha simplória análise, a banda se segura na voz, carisma e ancas da loira popozuda Fergie.&lt;br /&gt;No cenário musical pop-rock, se em 2006 a barraqueira da vez foi a Lily Allen, em 2007 quem deu o ar da graça foi a Amy Winehouse. Com uma pequena grande diferença: a Amy canta pra cara (pi!!!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, lá vai. Com um pequeno delay de um mês e alguns dias, aqui estão os melhores de 2007.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Cara mais CB (Sangue Bom) do Marapé (Santos), falecido no ano: Pedrinho&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;2) Melhor companheira canina: Gabi&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;3) Melhor música sobre companheira: 'A companheira' - Luiz Tatit&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;4) Melhor cidade companheira: São Paulo&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;5) Melhor música sobre cidade companheira: 'Under The Bridge' - Red Hot Chili Peppers&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;6) Melhor sopa de feijão com legumes: a da minha mãe&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;7) Melhor disco de produtor de 2003, descoberto em 2007: Excelentes Lugares Bonitos - Beto Villares&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;8) Melhor seriado nacional: 'O Sistema'&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;9) Melhores seriados americanos: 'The Big Bang Theory' / 'Californication'&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;10) Melhor filme nacional: 'Pro Dia Nascer Feliz'&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;11) Melhores filmes com cenário paulistano: 'Não Por Acaso' / 'A Via Láctea'&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;12) Melhor programa do happy hour na TV: 'Happy Hour' (GNT)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;13) Melhor programa de dicas de saúde e atividade física: 'BemStar' (GNT)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;14) Maior chamada na chincha de um manobrista para com o morador do prédio: a do Ambrósio, depois que me viu sair do estacionamento com uma baranga.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;15) Melhor programa sobre turismo da TV: 'Vai Pra Onde?' (Multishow)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;16) Melhor livro clássico: ‘Madame Bovary’ - Gustav Flaubert&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;17) Atriz brasileira mais maravilhosa: Graziella Moretto&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;18) Atriz estrangeira mais maravilhosa: Kate Winslet&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;19) Atriz brasileira mais gracinha: Alice Braga&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;20) Canção mais fofa: 'Na Sua Estante' - Pitty&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;21) Clipe mais fofo: 'Na Sua Estante' - Pitty&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;22) Cantora mais fofa: Pitty&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;23) Música mais meiguinha: 'Boa Sorte (Good Luck)' - Vanessa da Mata &amp;amp; Ben Harper&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;24) Melhor cantora com voz de negona: Amy Winehouse&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;25) Maior colaboradora dos projetos da ‘Mauro Jorge Corporation’: prima-amiga-fofa Lívia&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;26) O sobrinho do ano: Lucas&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;27) Expressões cunhadas no ano: “ Tal pessoa ‘causou’ ” / “vamos combinar que...”.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;28) Sensação mais pitoresca vivida num programa turístico pelo Rio: ralar a bunda nos arcos da Lapa, dependurado no bonde de Santa Teresa.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;29) Melhor show: Francofonia - Ariane Moffatt e Ceumar, no SESC Santana&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;30) Melhor locução/imitação do Djalma Jorge feita para a chamada sonora da Parada Irada: a do Edu (Carlos Eduardo Cunha)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;31) Melhor festa: 'Festa do Baleiro' - Zeca Baleiro, no SESC Pompéia&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;32) Melhor show da Virada Cultural: 'Kitsch Night' - André Abujamra fazendo covers de Ray Conniff, no SESC Pompéia&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;33) Melhor show instrumental-virtuose: Béla Fleck &amp;amp; The Flecktones, no Auditório Ibirapuera&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;34) Melhor programação musical de uma rádio de trânsito no 1º semestre: rádio Sul-América Trânsito. No primeiro semestre tocava Céu, Portishead, Belle &amp;amp; Sebastian, Doors, Nelly Furtado (fase meiguésima), banda Black Rio, etc. Depois, caiu no segmento tiozão-nostálgico-Alpha-Antena1-she´s-like-the-wind &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;35) Melhor programação musical do litoral no 1º semestre: Litoral FM (Santos). No primeiro semestre, tocava muito lounge, bossa nova, pitadas de jazz tradicional (Billy Holiday, Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Louis Armstrong, etc) e contemporâneo (John Pizzarelli, Madeleine Pierrot, Diana Krall, etc). No segundo semestre, exagerou no estilo cool e ficou sonolenta demais.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;36) Melhor programação musical na média, durante todo o ano: Eldorado FM (92,9 Mhz)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;37) Melhores rádios de notícia: CBN (a rádio que toca notícia, em AM 780 KHz; FM 90,5 Mhz ) / Eldorado AM (700 Khz)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;38) Melhor programa de variedades: Revista CBN&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;39) Melhor âncora mulher de rádio: Tânia Morales (CBN)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;40) Melhor âncora homem de rádio: Adalberto Piotto (CBN)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;41) Produtora/repórter de rádio, digamos, mais interessante: Michele Trombelli (CBN)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;42) Melhor âncora de jornal de TV: André Trigueiro (Globo News)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;43) Padoca mais charmosa:&lt;br /&gt;Palma de Ouro (perto da Câmara Municipal – SP)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;44) Melhor programa ecológico de TV sem discursos falsamente engajados: 'Mundo Sustentável' (Globo News e Futura)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;45) Melhores companhias para passar incólume pelas festas de fim-de-ano: Leandro (DiPaula), Zé Roberto (Beto Digão)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;46) Projeto de jardim mais badalado do Marapé (Santos): o da casa da minha mãe, patrocinado pela 'Mauro Jorge Paisagismo, Art &amp;amp; Decor' &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;br /&gt;47) Torre de TV mais bonita: a torre de HD da Globo, na Alameda Santos&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;48) Melhor programa de entrevistas da TV: 'Irritando Fernanda Young' (GNT)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;49) Nome de quadro mais hilário do melhor programa de entrevistas da TV: 'Paca, pouco ou picas'&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;50) Popstar do ano: Steve Jobs (será que ele vai nos redimir do império microsoftniano ?), da Apple &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;br /&gt;51) Melhor podcast de ’mudernidades’ musicais:&lt;br /&gt;Poploaded (&lt;a href="http://radiopoploaded.blig.ig.com.br/"&gt;http://radiopoploaded.blig.ig.com.br/&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;52) Melhor café expresso de R$ 1,50, com direito à leitura do Estadão:&lt;br /&gt;O da galeria que fica entre a Luiz Coelho e a Augusta&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;53) Melhor conteúdo multimidia de infomática:&lt;br /&gt;Link - na rádio Eldorado, no Estadão e na internet&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;54) Melhor link filme-música-novela:&lt;br /&gt;Filme: Uma Relação Pornográfica&lt;br /&gt;Música: Transas – Ritchie&lt;br /&gt;Novela: Roda de Fogo&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;55) Cidade turística com os habitantes mais freaks:&lt;br /&gt;Petrópolis&lt;br /&gt;- &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;56) Melhor carnaval com direito a ‘parabéns pra você’ fictício de uma pessoa que eu mal conhecia: o de BH &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;57) Projeto musical mais ambicioso: 'Embala Samba'&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em tempo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;58) Melhor programa/podcast sobre literatura: 'Letras e Leituras' - Mona Dorf (rádio Eldorado ou &lt;a href="http://www.letraseleituras.com.br/"&gt;http://www.letraseleituras.com.br/&lt;/a&gt;)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;59) Música com os versos e rimas mais cool: Babylon - Zeca Baleiro ('Baby, I'm so alone / Vamos pra Babylon')&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;___________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bônus – Piores de 2007&lt;br /&gt;===================&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1) Apresentadora de TV que 'se acha': Didi Wagner (Multishow)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;2) Apresentadora mais enjoadinha no quesito fazer-gênero-antenada-descolada-moderninha: Luisa (MTV)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;3) Jornalista/repórter com as crônicas mais piegas da TV:&lt;br /&gt;Neide Duarte (Globo)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;4) Presidente mais medíocre: Lula-lelé (Brasil)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;5) Estagiário de técnico reprovável:&lt;br /&gt;Dunga (seleção brasileira masculina de futebol)&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;6) Ator brasileiro mais canastrão: José Wilker&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;7) Atriz brasileira mais horrenda: Susana Vieira&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;8) Âncora de rádio arrogante e demagogo que se arvora na pretensão de ser o porta-voz número 1 do ouvinte: Milton Jung (CBN). E pensar que o 'CBN São Paulo', nos primórdios, foi ancorado pelo brilhante Miguel Dias (in memoriam).&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;9) Programa de esportes mais esquisito da TV: um da ESPN Brasil, em que os apresentadores têm que desenvolver determinado tema num tempo estipulado. Se estoura, toca uma campainha&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;br /&gt;10) Maior crime urbanístico cometido na avenida mais bacana da cidade: a troca do calçadão de praia da Av. Paulista por um piso cru e insosso&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;11) Cidadão mais irresponsável:&lt;br /&gt;aquele que acredita (ou finge) que a problema climático do planeta é só uma teoria, sem maiores conseqüências na sua vida cotidiana.&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;12) Filme com muito auê em torno, mas sem graça nenhuma: 'Borat'&lt;br /&gt;-&lt;br /&gt;13) Banda emo mais irritante (alguma não é?):&lt;br /&gt;NX Zero &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;-&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;14) Locução muito forçada: as chamadas de filme da Globo&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;_____________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS auto-ajuda-fase-Renato-Villar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Don´t believe the hype! Numa tradução livre, algo como 'não se deixe levar pelo oba-oba'. Mas, caso faça sentido, se entregue. Afinal, como diz aquela música dos 4 cabeludos de Liverpool, "life is very short and there´s no time..." &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-5393920634188306319?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/5393920634188306319/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=5393920634188306319' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/5393920634188306319'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/5393920634188306319'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2008/02/esquerda-pedrinho-in-memoriam-o-cb-do.html' title='Melhores de 2007'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_keSwQTSmy-c/R7D6CLRG-AI/AAAAAAAAADg/EeKWvPbwj2c/s72-c/pedrinho.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-3628454910062561768</id><published>2008-01-19T18:02:00.000-02:00</published><updated>2008-01-20T16:17:49.370-02:00</updated><title type='text'>Top 40 dos meus 40</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Foi como numa visão; não sei explicar exatamente como se deu, pois as brumas enevoadas deixavam tudo translúcido.&lt;br /&gt;Na aparição, o dono da fábrica de replicantes, à qual pertenço, me disse que o modelo MP 19-01-1968 foi concebido para durar 97 anos. Portanto, me restam 57. Afinal de contas, como tão bem cantou o Frederico Mercúrio, ‘who wants to live forever'?.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais blábláblás da efeméride, no que concerne à minha perene existência neste planetinha via-lácteo, lá vai o Top 40 dos meus 40:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Batman Theme - Neal Hefti&lt;br /&gt;Fala - Secos &amp;amp; Molhados&lt;br /&gt;Clube da Esquina No. 2 - Lô Borges&lt;br /&gt;Don´t Let Me Be Misunderstood - The Animals&lt;br /&gt;Video Killed The Radio Star - Buggles&lt;br /&gt;Shine On You Crazy Diamond (Parts I-V) - Pink Floyd&lt;br /&gt;Yellow - Coldplay&lt;br /&gt;Diariamente - Marisa Monte&lt;br /&gt;Linha do Horizonte- Azimuth&lt;br /&gt;Buffalo Gals - Malcolm McLaren&lt;br /&gt;Olhar 43 (remix by Iraí Campos, Grego e Julinho Mazzei) - RPM&lt;br /&gt;Pais E Filhos (Acústico MTV) - Legião Urbana&lt;br /&gt;Love Of My Life - Queen&lt;br /&gt;Olha Pro Céu - Ceumar feat. Luiz Gonzaga&lt;br /&gt;Careless Whispers - Trash Pour 4 feat. George Michael&lt;br /&gt;The Killing Moon - Echo And The Bunnymen&lt;br /&gt;I Need You - The Beatles&lt;br /&gt;Please Mr. Postman - The Beatles&lt;br /&gt;O Segundo Sol - Cássia Eller&lt;br /&gt;Vamos Fugir - Gilberto Gil&lt;br /&gt;Redemption Song - Bob Marley&lt;br /&gt;Three Little Birds - Bob Marley&lt;br /&gt;Rivers Of Babylon - The Melodians&lt;br /&gt;Police And Thieves - The Clash&lt;br /&gt;Message In A Bottle - The Police&lt;br /&gt;Ela Partiu - Tim Maia&lt;br /&gt;I Will Survive - Cake&lt;br /&gt;Táxi Lunar - Geraldo Azevedo&lt;br /&gt;Creep - Radiohead&lt;br /&gt;(Sittin' On) The Dock Of The Bay - Otis Readding&lt;br /&gt;Boogie Oogie Oogie (Extended Version) - A Taste of Honey&lt;br /&gt;Glory Box - Portishead&lt;br /&gt;10 Contados - Céu&lt;br /&gt;There´s a Kind of Hush - Herman’s Hermits&lt;br /&gt;Ideologia - Cazuza&lt;br /&gt;Ouro de Tolo - Raul Seixas&lt;br /&gt;I Heard It Through The Grapevine - Creedence Clearwater Revival&lt;br /&gt;Rock With You - Michael Jackson&lt;br /&gt;How Do You Do ( What You Do To Me) - Brass Construction&lt;br /&gt;Paid In Full (7 Minutes Of Madness) (The Cold Cut Re-Mix) - Eric B. &amp;amp; Rakim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bonus Tracks&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Robocop Gay - Mamonas Assassinas ao vivo no estúdio Transamérica&lt;br /&gt;Under The Bridge - Red Hot Chili Peppers&lt;br /&gt;I Say A Little Prayer - Aretha Franklin&lt;br /&gt;Gimme Tha Power - Molotov &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os Urubus Só Pensam Em Te Comer - Cidadão Instigado &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;This Love - Maroon 5&lt;br /&gt;I Was Made For Loving You - Kiss&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;PS: A Mauro Jorge Records sorteará CDs alusivos à esta seleção. Quem quiser concorrer, é só enviar um comentário manifestando o desejo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS II:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá num planeta azul,&lt;br /&gt;Que é chamado de Terra,&lt;br /&gt;Porém cheio de mares,&lt;br /&gt;Contradições, crises e guerras,&lt;br /&gt;Vive um montão de pessoas,&lt;br /&gt;Umas boas, outras não,&lt;br /&gt;Umas tristes, deprimidas,&lt;br /&gt;Outras até bem felizes,&lt;br /&gt;Apesar dos seus pesares,&lt;br /&gt;Os problemas destas vidas,&lt;br /&gt;Desta terra, desta gente,&lt;br /&gt;É que, por mais que façam e aconteçam,&lt;br /&gt;Infelizmente lá, tudo que existe morre,&lt;br /&gt;Porque lá existem dias,&lt;br /&gt;E os tais dos dias correm,&lt;br /&gt;Dia e noite, diariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trecho do livro ‘Sonho de Uma Noite de Verão', da Adriana Falcão, inspirado na comédia homônima de William Shakespeare.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:arial;font-size:130%;color:#cc0000;"&gt;&lt;strong&gt;PS III: E VIVA ZAPATA!!!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-3628454910062561768?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/3628454910062561768/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=3628454910062561768' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3628454910062561768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3628454910062561768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2008/01/top-40-dos-meus-40.html' title='Top 40 dos meus 40'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-3202502853174325371</id><published>2008-01-01T03:39:00.000-02:00</published><updated>2008-01-04T09:40:45.872-02:00</updated><title type='text'>São Silvestre 2007 - encontro casual comigo mesmo 20 anos depois</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Até o fim da Paulista, a massa humana de corredores se movia compacta, quase inerte. No final da avenida, saída pela direita, início do descidão da Consolação, outrora subida. Chego, então, ao cruzamento mais famoso da metrópole, eternizado em verso e prosa pelo cancioneiro baiano: av. Ipiranga X São João. Logo adiante, minhocão à vista. E dá-lhe asfalto. E dá-lhe subida. E dá-lhe calor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora em condições anormais de temperatura e pressão, consegui imprimir um ritmo cadenciado, firme, de intensidade moderada, sem perder o foco num provável final extenuante. Fisicamente, tudo transcorria às mil maravilhas. Até que, na altura do viaduto Pacaembu, eu embarquei num túnel do tempo. Visualizei um rapaz franzino, que correu a São Silvestre em 1987. Era eu encontrando comigo mesmo 20 anos mais moço. Contextualizando, a “SS” daquela época era outra; foi o último ano em que o evento se realizou horas antes da virada, às portas do ano novo. E a famigerada subida no final se dava pela rua da Consolação. Hoje, a chegada é via Brigadeiro Luiz Antonio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele momento do encontro, senti um aperto no coração. Um misto de gratidão e culpa. Gratidão porque eu devo muito àquele “eu – 20” a determinação e perseverança que me trouxeram até aqui.&lt;br /&gt;Culpa por eu ter traído alguns ideais de vida. Claro que muitos deles inocentes e utópicos, típicos devaneios de um jovem rapaz latino-americano, sem dinheiro no bolso e vindo do litoral. À época, eu registrava altíssimos 93,715 graus na escala DiPaula (vai de 0 a 100), que mede a intensidade de idealismo comuna. Desculpe, cara! Foi mal! A culpa é coletiva. A culpa é do sistema, companheiro!.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a corrida, ganhei mais uma medalha de participação para a coleção – daqui a pouco vou precisar de um salão para abrigar as medalhas participativas.&lt;br /&gt;Entretanto, todavia, contudo, mas, porém (e outras conjunções adversativas que me fogem), mais difícil do que a prova, foi o resgate do meu afro-amigo-descendente-fluminense Beto Digão. O badaladíssimo vocalista-performer da promissora banda de pagode ‘Embala Samba’ não compareceu ao encontro marcado em frente à FNAC da Paulista, combinado para depois da corrida. Enquanto eu viajava no túnel do tempo, ele atravessou a fronteira do espaço-tempo e se teletransportou para a Brigadeiro na esquina com a rua Tutóia. É, amigo! O ministério da saúde adverte: substâncias etílicas e fermentadas produzem efeitos que desafiam até as leis da física! No mínimo, a organização da “SS” poderia me conceder uma medalha de bônus por ter subido a Brigadeiro até a Paulista pelos dois lados (centro e Jardins).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, deputado(a), no ano em que se comemorou a efeméride do cinquentenário do clássico ‘Encontro Marcado’ (Fernando Sabino), um clássico da literatura brasileira, eu tive um ‘encontro casual’. Ao contrário do livro, o encontro não foi agendado com amigos. Foi casual, atemporal e comigo mesmo. Doeu um pouquinho, mas foi gostoso. Sinal de que a anestesia emotiva dos dias de hoje pode ser quebrada por pequenas (ou médias ou grandes, ou não!) catarses. Oooohhhh!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalizando de vez, a nível de baianidade nagô, como compôs lindamente Caetano, o Veloso:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tempo, tempo, tempo, tempo&lt;br /&gt;És um dos deuses mais lindos&lt;br /&gt;Tempo, tempo, tempo, tempo.“&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS. A imagem mais representativa e emblemática da corrida aponta - não de um iceberg, como na música do Jay Vacquer - do viaduto Brigadeiro Luiz Antonio. Lá, bem no início do fim (Km 12 do total de 15), se avistava um mar de gente multicolorida, multiracial e multifacetada. Enfim, a cara de São Paulo. Oooohhhh!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-3202502853174325371?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/3202502853174325371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=3202502853174325371' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3202502853174325371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3202502853174325371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2008/01/so-silvestre-2007-encontro-casual.html' title='São Silvestre 2007 - encontro casual comigo mesmo 20 anos depois'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-2120443189416145054</id><published>2007-06-29T03:31:00.000-03:00</published><updated>2007-07-22T19:28:58.503-03:00</updated><title type='text'>It´s been an ordynary week. Até que eu vi o Fábio, a Lilianny e o Gero Camilo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;Será que estou sensível,  em demasia,  à eletricidade humana , ou será que as pessoas ultimamente estão ligadas em alta tensão, cada vez mais reativas, intolerantes, agressivas, mal-humoradas? Talvez sim, talvez não. Talvez somente a minha percepção. Talvez as minhas baterias emocionais precisem de recarga. Sei lá! O fato é que nestes tempos modernos, em que tudo se passa muito rápido e as emoções são atropeladas porque não há tempo de refletir sobre elas, ou mesmo vivê-las, na sua plenitude, ainda existe espaço para pessoas que vivem o seu tempo interno em equilíbrio com o externo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bom exemplo é o Fábio, ortodontista. É incrível o poder que ele tem de reverter o meu humor quando chego estressado, lá no consultório dele, após um dia difícil no trabalho. Para variar, a consulta estava atrasada. Só iria esperar mais 9 minutos. Foi menos, 7. Depois que entrei na sala, bastaram uns 97 segundos e já conversávamos animadamente sobre música. Comentei sobre a coletânea anual ‘Mauro Jorge Hits Mix 2007’. Ao contrário do ano passado, neste ano a seleção musical está sendo construída mês a mês. E junho, por acaso, só tem música de preto, sem preconceito. Pelo contrário, com muito orgulho. Ao falar dos expoentes da seleção, entre eles Tim Maia, banda Black Rio, Marvin Gaye, Sarah Vaughan e Barry White, o Fábio citou Nina Simone. Bela dica! A voz cristalina de Mrs. Simone era o que faltava para encerrar com um toque de classe o repertório do mês. Valeu, Fábio!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Próxima parada: Espaço Unibanco de Cinema. Aproveitando a promoção ‘Quinta Cinematográfica’ (r$ 4,00 a inteira), fui ver ‘O despertar de uma paixão’ com o Edward Norton. Conheço o ator do filme ‘O Clube da Luta’. (Aqui cabe um grande parentêsis. 'O clube...' é um excelente filme, cujo título pode induzir a uma visão distorcida de que a temática do filme seja a violência pela violência. Visão esta, reforçada pelo crime bárbaro, ocorrido dentro de uma sala de cinema do Shopping Eldorado, durante a sua exibição.) Como a crítica foi favorável, mesmo sem ter assistido, indiquei ‘O despertar...’ para a Lilianny. E ela estava lá, no café do cinema. Tinha acabado de ver o filme. Adorou, até chorou. Eu não chorei (desta vez), mas me comovi o suficiente naqueles 102 minutos de projeção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parada casual: Teatro Augusta. Saindo do cinema, desci a rua Augusta. Normalmente, desvio pela Frei Caneca, mas, desta vez, continuei adiante. Ao passar pelo Teatro Augusta, avisto o Gero Camilo subindo a rampa do estacionamento ao lado do teatro. Num ímpeto de deslumbramento ao ver aquela pequena figura grandiosa à minha frente, cumprimentei-o. Demonstrei conhecimento e admiração pelo trabalho dele no cinema, teatro e música. O nosso papo durou outros tantos 3 minutos, no máximo. Constrangido, educadamente ele se despediu e pediu desculpas porque tinha que voltar ao palco, pois estava no meio de uma apresentação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pequenos contatos como a consulta com o Fábio, o encontro com a Lilianny no cinema, culminando com a aparição repentina do Gero no meu caminho, ou vice-versa, foram sinais. As boas vibrações emanadas por pessoas como estas são necessárias para recorregar as baterias emocionais. Nem sempre é fácil encontrá-las, tem que procurar. Às vezes elas estão escondidas, ofuscadas, tem que garimpar, descobrir. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-2120443189416145054?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/2120443189416145054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=2120443189416145054' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/2120443189416145054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/2120443189416145054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2007/07/its-been-ordynary-week-at-que-eu-vi-o.html' title='It´s been an ordynary week. Até que eu vi o Fábio, a Lilianny e o Gero Camilo'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-6298769516453520977</id><published>2007-06-14T21:57:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T22:23:19.823-03:00</updated><title type='text'>Matutando na maionese</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_keSwQTSmy-c/RncqQJ-IGoI/AAAAAAAAADI/9MGRk0lCfjE/s1600-h/Kensan+Matutu+-+junho+2007+-princsa+Fiona+fala+e+os+sÃºditos+ouvem+atentamente.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077573561926294146" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_keSwQTSmy-c/RncqQJ-IGoI/AAAAAAAAADI/9MGRk0lCfjE/s320/Kensan+Matutu+-+junho+2007+-princsa+Fiona+fala+e+os+s%C3%BAditos+ouvem+atentamente.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Parafraseando o mano (James) Brown, 'I feel good'!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na condição de súdito, quero expressar aqui o meu apreço pela fotografia capitada pelo Isack, no exato momento em que todos, magnetizados, prestavam atenção no pronunciamento de Vossa Majestade, princesa Fabiona (infame contração de Fabiana + Fiona), sentada em seu trono de madeira e envolta em seu manto real. Lembrei do poderio feminino das 'Brumas de Avalon'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Form não cadastrado em simulação; frase infeliz e irresponsável da ministra ('relaxa e goza'); greve do metrô! Caos no trânsito! Pânico em SP! Pára o mundo que eu quero descer!!! Não, não quero. Foi apenas uma frase de efeito pra chamar a atenção, um 'pitchí'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta quinta-feira teria alguns ingredientes para tornar este um dia para não querer se viver. Teria, conjugação do futuro do pretérito. Ou seja, um evento que pode vir a acontecer segundo um prognóstico, baseado na realidade. E o que é a realidade? Projeção de um mundo criado dentro de cada um? Mas cada um é uno (de unidade, não de carro), sente diferente. Então, o futuro do pretérito é um tremendo engodo que os 'pasquales' da vida insistem em nos ensinar? Sorry, 'se empolguei'. Vou descer da tribuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade (como será?), eu ainda carrego comigo o cheiro do Matutu, mesmo após 7 (conta de mentiroso) banhos tomados. E também o gosto. Afinal, neste exato momento degusto um sanduíche de truta defumada do restaurante 'Kiko &amp;amp; Kika', coberto com fatias de queijo fresco comprado no posto de gasolina do Serginho, acompanhado de um vinho meia-boca (Juniors 3 X 0 Grêmio) argentino, em homenagem ao cicerone-portenho Mariano. Ah! Por cima do queijo tem meia cebola cortada em rodelas e sementes de alcaparra, curtidas em azeite extra virgem espanhol. Show de bola!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, deputado(a), gostaria de registrar a minha gratidão a todos que participaram do kensan concentrado em Matutu pela oportunidade de compartilhar momentos gostosos, como a vida deve ser (dobrar cobertor como que trocando passos de dança, espremer laranja à moda antiga, enrolar croquete, caminhar no escuro, guiando e sendo guiado, transpor propriedade particular para um revigorante banho de cachoeira, etc).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi bom. Foi mais que eu esperava, baby!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E VIVA ZAPATA!!! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;___________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Post concebido ao som de 'Na linha do horizonte', do grupo Azimuth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.II: Tá bom. McDonalds é junk food. Os lanches parecem sintéticos, de plástico. Mas o Veggie Crispy até que cai bem. Na enxurrada da publicidade do lançamento de Shrek Terceiro, a rede criou este sanduíche de hamburger vegetal empanado, o preferido da Fiona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.III: Acabei de assistir 'Não por acaso', filme nacional despretensioso. Fala de relações entre pessoas comuns, de forma delicada. E o pano de fundo é a cidade de São Paulo, retratada com rara beleza e poesia. Gostei! Principalmente da cena em que o personagem que trabalha na CET provoca um congestionamento para encontrar a sua filha a tempo de ... Ato eco-sócio-politicamente incorreto, mas afetivamente permitido. Noutro contexto, mas não dá para não lembrar do Superman voltando no tempo para salvar a amada Lois Lane, a metáfora de amor mais linda do cinema. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-6298769516453520977?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/6298769516453520977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=6298769516453520977' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/6298769516453520977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/6298769516453520977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2007/06/matutando-na-maionese.html' title='Matutando na maionese'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_keSwQTSmy-c/RncqQJ-IGoI/AAAAAAAAADI/9MGRk0lCfjE/s72-c/Kensan+Matutu+-+junho+2007+-princsa+Fiona+fala+e+os+s%C3%BAditos+ouvem+atentamente.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-7593597399838779654</id><published>2007-06-13T15:51:00.000-03:00</published><updated>2007-06-18T21:57:02.210-03:00</updated><title type='text'>Há braços. Por que não abraços?</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_keSwQTSmy-c/Rm8-B5-IGnI/AAAAAAAAADA/n_nniCSbV7k/s1600-h/Eu+encoxando+o+tio+ManÃ©.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5075343507532028530" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_keSwQTSmy-c/Rm8-B5-IGnI/AAAAAAAAADA/n_nniCSbV7k/s320/Eu+encoxando+o+tio+Man%C3%A9.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Meio-abraço- deitado de ladinho, com uma discreta encoxada no tio Mané&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;_______________________________________________&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_keSwQTSmy-c/Rm89qJ-IGmI/AAAAAAAAAC4/NhoFysRCSeY/s1600-h/10+Km+Tribuna+FM+-+prima-amiga+LÃ&amp;shy;via+e+eu+comemorando+a+chegada+.JPG"&gt;&lt;/a&gt;Seja pela criação, seja pela personalidade introspectiva, cresci ilhado em minha própria massa corpórea - composta mais de osso que de massa, diga-se de passagem –, com escassos acessos a outros corpos físicos. Mas, de uns tempos pra cá, uma questão de tato tem me despertado particular interesse: o abraço. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passei a perceber conscientemente o poder do abraço no curso de Biodança, técnica terapêutica baseada em estudos reichianos (Reich é o tal da teoria das couraças). Como costuma dizer um praticante chegado meu, qualquer um pode experimentar uma sessão de Biodança. Caso não se sinta à vontade, é só vestir a roupa e ir embora. Desde então, sou atraído por abordagens sobre o tema abraço. Por exemplo, a deliciosa música ‘Alguém Total’ do Luiz Tatit e Dante Ozzetti, na bela voz da Ceumar. A letra descreve em palavras algumas das emoções e sensações contidas num simples entrelaço (bela palavra!) recíproco de braços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Recentemente me chamou a atenção uma movimentação de adolescentes na avenida Paulista. Algo inusitado, em meio ao corre-corre da metrópole, eles empunhavam plaquinhas com os dizeres ‘abraços grátis’. Abraços grátis é a tradução para a expressão ‘free hugs’, nome da campanha criada por Juan Mann, na Austrália, cujo objetivo é distribuir abraços livremente pelas ruas. Aliás, a campanha tem um vídeo bacanudo lá no Youtube (&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=vr3x_RRJdd4"&gt;http://www.youtube.com/watch?v=vr3x_RRJdd4&lt;/a&gt;), que já ultrapassou 15 milhões de acessos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços. Afinal, o que eles transmitem, o que expressam? Existe aquele padrão que serve apenas como comprimento, com direito a tapinha nas costas de bônus. Também tem aquele outro ofertado em datas comemorativas para desejar feliz aniversário, feliz Natal e outros ‘felizes’ eventos constantes no calendário. Há aqueles tórridos, entre amantes apaixonados. Há também aquele abraço acolhedor, acalentador, que consola nos momentos de dor. Sem falar naquele que é um dos melhores, o dos momentos de êxtase nas vitórias. E por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como escrevi num post lá atrás, admiro aqueles que dizem ‘eu te amo’, sem economias. Da mesma forma, sou fã da legião de terráqueos que abraçam calorosamente, transmitindo sentimentos através deste singelo, porém poderoso gesto. Imagina só a maravilhosa tabela resultante do ‘join’ (união) entre estes dois conjuntos de terráqueos? Licenças SQLísticas à parte, encerro este post com os versos finais de ‘Alguém Total’.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“Quem quer um pedaço &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um pouco de alguém &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abraçando tem &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E ainda mais &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se o abraço for além de um minuto &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aí é fatal &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Envolveu &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Você tem&lt;br /&gt;Um alguém total”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;______________________________________________________ &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S. poesia (sic!) aspirante a concreta, by mylself &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O que é um abraço,&lt;br /&gt;Se não um entrelaço,&lt;br /&gt;Um macio amasso,&lt;br /&gt;Rodeado por braços?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Longo ou curto.&lt;br /&gt;Forte ou fraco.&lt;br /&gt;Respeitoso ou libidinoso.&lt;br /&gt;Terno, quase eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço envolve, um abraço devolve,&lt;br /&gt;Um abraço abarca, um abraço liberta,&lt;br /&gt;Um abraço perdoa, um abraço revela,&lt;br /&gt;Um abraço celebra, um abraço melhora.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-7593597399838779654?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/7593597399838779654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=7593597399838779654' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/7593597399838779654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/7593597399838779654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2007/06/h-braos-por-que-no-abraos.html' title='Há braços. Por que não abraços?'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_keSwQTSmy-c/Rm8-B5-IGnI/AAAAAAAAADA/n_nniCSbV7k/s72-c/Eu+encoxando+o+tio+Man%C3%A9.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-3229674655047526105</id><published>2007-06-12T22:35:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T22:43:39.505-03:00</updated><title type='text'>Viagens platônicas.</title><content type='html'>Bem me quer.&lt;br /&gt;Mal me quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela é majestosa.&lt;br /&gt;Eu sou um ogro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diferenças distanciam.&lt;br /&gt;Diferenças aproximam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pensamento não cessa.&lt;br /&gt;Sentimento não expressa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ó mundo cruel!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-3229674655047526105?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/3229674655047526105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=3229674655047526105' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3229674655047526105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/3229674655047526105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2007/06/bem-me-quer-mal-me-quer.html' title='Viagens platônicas.'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-6208111372339776320</id><published>2007-03-16T03:59:00.000-03:00</published><updated>2007-03-24T10:29:25.908-03:00</updated><title type='text'>Viva as mulheres!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_keSwQTSmy-c/RgNRtiLeG1I/AAAAAAAAACk/8FR_z2kPec4/s1600-h/musica_arianemoffatt.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044964987007540034" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_keSwQTSmy-c/RgNQ7SLeG0I/AAAAAAAAACc/QOGHyPfbmuo/s320/ceumar.bmp" border="0" /&gt; &lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5044966155238644578" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_keSwQTSmy-c/RgNR_SLeG2I/AAAAAAAAACs/mqpyrDSfO4Y/s320/musica_arianemoffatt.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perfeito! Um pouquinho atrasado, uma semana depois do dia internacional da mulher, hoje as mulheres mostraram o seu power to the people. No evento Francofonia, promovido pelo SESC Santana, se apresentaram a Ceumar e a franco-canadense Ariane Moffatt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Coube à Ceumar representar (e muito bem!) o Brasil no evento. Junto com ela, estavam a performática percussionista Simone Soul e, no contrabaixo, a minha diva Lelena Anhaia. Ela toca o instrumento com uma cadência sensualíssima. Pago móu pau pra Lelena, a orquídea do Brasil mais charmosa, dentre todas. Ops! Where was I? Ah! Voltei do devaneio platônico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das músicas cantadas pelo Ceumar são novas e bem bacanas. Entre as já clássicas do repertório ceumaríco, rolou ‘O Seu Olhar’, ‘Rãzinha Blues’ e ‘Oferenda’, oferecida especialmente para a sua sobrinha que fazia 16 aninhos (que fofa!). Aqui cabe um aposto (Gramática, lembra?) para definir a Ceumar (escrevi lá no Yakult e vou repetir aqui porque gostei): além de ser super talentosa e carismática, o que mais me encanta na Ceumar é a espontaneidade com que ela deixa fluir a música. Para ela, cantar é tão natural quanto respirar. Falei e disse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fim da primeira parte da noite e as 3 brasileiras se retiraram do palco do SESC Santana. A iluminação apagou, mas o palco continuou aceso, pois um notebook e vários pedais de efeitos, envoltos num emaranhado de fios, faziam mil luzinhas piscar. Segundo meus cálculos abalizados, a parafernália eletrônica consumia uns 731,59 Kwh.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo tempo da noite. Entra em cena a franco-canadense Ariane, tão alardeada no release do SESC. Ela se senta ao piano e começa a produzir sons de papel sendo rasgado, palito de fósforo riscado e coisas do gênero. Então, ela liga um aparelhinho (acho que um seqüenciador) acima do piano, do qual saem uns sons estratosféricos. Xi, Marquinho! Já vi este filme antes. Aliás, este início de apresentação lembrava bem os filmes-cabeça franceses, recheados de experimentalismos. Por um instante, achei que a moça teria dificuldades para segurar a onda, depois da sensacional apresentação da santa-trindade-musical-feminina-brazuca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Ariane dividiu o palco com um tecladista que ora operava e tocava o notebook, ora tocava um teclado. O terceiro elemento da banda, um guitarrista, também tinha lá o seu arsenal de pedais. Bastaram alguns poucos minutos para a canadense mostrar seu talento ao piano e desfazer a imagem distorcida que eu havia feito a seu respeito. E o som que ela faz é exatamente um dos que eu mais gosto ultimamente: a mistura do acústico com o eletrônico. O eletrônico entrando pianinho (sem trocadilhos com o instrumento), como complemento, para conferir uma atmosfera etérea à música. Tipo-assim, amiga, o som é bem ‘muderno’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para encerrar a noite, todos, exceto o guitarrista, se juntaram numa jam para cantar ‘Águas de Março’, em mezzo francês, mezzo português e mezzo laralá-laralá, no maior clima 'we are the world'. Cara! Que demais! Já nos acréscimos, a Ariane apareceu para autografar os CDs e lá fui eu pagá móu pau pra mina. Por uma destas coincidências do acaso (sincronicidades?), reencontrei a Malú, uma antiga conhecida de caminhada peregrina, que participou da organização do evento e me conduziu até a moça. Depois veio a Ceumar e eu, todo bobão, perguntei se no próximo CD ela vai gravar ‘Oferenda’ (Itamar Assumpção). Ela respondeu que sim. É esperar para ver... e ouvir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Noite memorável!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#cc33cc;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Viva as mulheres!&lt;br /&gt;Vive les femmes!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;font-size:180%;"&gt;E VIVA ZAPATA !!!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;___________________________________________________________&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S.: De quebra, enquanto rolava o show, baixou inspiração para ‘inventar’ o presente da Lívia, a minha prima-mais-amiga, que completou os seus doces e indeléveis 16 aninhos no dia 8 de março, o dia internacional da mulher.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.II: Inacreditável que eu paguei só R$ 15,00 ao todo, incluindo o estacionamento e o cafezinho. Este sim é que é um legítimo programa BBB: bacana, bonito e barato. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-6208111372339776320?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/6208111372339776320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=6208111372339776320' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/6208111372339776320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/6208111372339776320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2007/03/viva-as-mulheres.html' title='Viva as mulheres!'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_keSwQTSmy-c/RgNQ7SLeG0I/AAAAAAAAACc/QOGHyPfbmuo/s72-c/ceumar.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-5430910060745077822</id><published>2007-03-04T13:25:00.000-03:00</published><updated>2007-03-18T12:48:42.885-03:00</updated><title type='text'>Saigo, você é o meu herói!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_keSwQTSmy-c/Rer0u453kdI/AAAAAAAAACE/MZeMC-eK-EM/s1600-h/saigo+3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5038108219553583570" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_keSwQTSmy-c/Rer0u453kdI/AAAAAAAAACE/MZeMC-eK-EM/s320/saigo+3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Cartas de Iwo Jima é um filme sobre um episódio ocorrido na II Guerra Mundial. A princípio, parecia ser mais um filme da categoria de guerra. O diferencial deste, é que a história é contada pelo lado normalmente chamado de inimigo: os japoneses. Fui assistir meio que para cumprir a minha obrigação de aprendiz de cinéfilo. Digamos que até a metade, muitas bombas ‘explodem’ pelo cinema – culpa do eficiente, porém barulhento, sistema Dolby Surround!. Ainda assim, o japonesinho Saigo fazia o controponto com algumas graças e segurava a onda, em meio aquele quadro dantesco de guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme cresce em dramaticidade quando, paulatinamente (adoro este advérbio de modo, não me canso de repetir), as histórias dos personagens são descortinadas por meio de flashbacks. O Saigo, por exemplo, é um destes anônimos da guerra. Um cidadão comum que é convocado a defender a sua nação da ameaça inimiga. Como o próprio se define, ele não é um soldado. É apenas um padeiro, numa causa que não é sua e que ele não compreende muito bem o sentido. E por aí vai.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tem também as histórias dos comandantes de tropas: um equitador campeão olímpico e um oficial de carreira. Ambos tiveram contato com a cultura ocidental. Eles cumprem o dever de defender a pátria japonesa sem, no entanto, negar as virtudes da sociedade inimiga, no caso, a americana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é justamente na desmistificação de alguns valores, tidos como irrefutáveis, que está o ponto alto do filme. Mesmo entre os japoneses, conhecidos pela conduta super rígida e disciplinada, há espaço para comportamentos menos autômatos e para a manifestação de sentimentos mais humanos. A rendição ao inimigo, por exemplo, poderia ser considerado um ato de covardia. E, afinal, o que é covardia? Trair a pátria para retornar ao lar e conhecer a filha recém-nascida, como no caso do Saigo? Ser feliz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta vez, o Clint Eastwood acertou a mão em cheio. Depois daquele engodo melodramático intitulado ‘Menina de Ouro’, ele se redimiu e surpreendeu. Pena que desta vez não convenceu a academia de Hollywood. Preferiram fazer ‘justiça’ e premiar com os Oscars de melhor filme e diretor o, até então, preterido Martin Scorcese. Business, nothing more than business, meus caros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na semana que vem, vou fazer a lição de casa complementar e assistir ‘A Conquista da Honra’, a versão dos fatos sob a ótica dos americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;___________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS ‘Soldados’&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;‘(...) Quem é o inimigo? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quem é você? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos defendemos tanto tanto sem saber &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Porque lutar (...) ‘ - Legião Urbana&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;↔&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;PS ‘The War’ &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;‘(...) War war is stupid &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;And people are stupid &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;And love means nothing &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;In some strange quarters (…) ‘ – Culture Club &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-5430910060745077822?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/5430910060745077822/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=5430910060745077822' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/5430910060745077822'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/5430910060745077822'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2007/03/saigo-meu-heri.html' title='Saigo, você é o meu herói!'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_keSwQTSmy-c/Rer0u453kdI/AAAAAAAAACE/MZeMC-eK-EM/s72-c/saigo+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-9036547436378989076</id><published>2007-02-23T19:19:00.000-02:00</published><updated>2007-02-24T14:55:02.419-02:00</updated><title type='text'>Kate Winslet ou Cameron Diaz?</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_keSwQTSmy-c/Rd9ccTtDx0I/AAAAAAAAABM/GQEKa6jpH_M/s1600-h/kate+winslet+2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034844549818861378" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_keSwQTSmy-c/Rd9ccTtDx0I/AAAAAAAAABM/GQEKa6jpH_M/s320/kate+winslet+2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_keSwQTSmy-c/Rd9ccjtDx1I/AAAAAAAAABU/Q1TR-GjwW9w/s1600-h/Kate+Winslet+6.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5034844554113828690" style="CURSOR: hand" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_keSwQTSmy-c/Rd9ccjtDx1I/AAAAAAAAABU/Q1TR-GjwW9w/s320/Kate+Winslet+6.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;No quesito mulher-monumento, a Cameron Diaz, sem dúvida, leva a melhor. A loirinha é detentora de uma beleza estonteante, de fechar o comércio, como dizemos lá no buteko. Mas, no conjunto da obra, eu sou muito mais a Kate Winslet. Desde ‘Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças’, a minha mente insiste em lembrar-se dela. Ruiva e expressiva, na medida certa, de uma beleza que não assusta, a Kate bem que poderia ser a minha melhor amiga. Quiçá algo mais ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Back to reality, na comédia romântica em cartaz nos cinemas ‘O Amor Não Tira Férias’, a Kate contracena com a Cameron Diaz e deixa claro a que veio. Propositadamente (ou não!), as duas têm um padrão de vida ‘proporcional’ ao padrão de beleza que representam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No filme, a Cameron é uma bem sucedida empresária que trabalha para os estúdios de Hollywood, enquanto a Kate é mais uma entre várias funcionárias de uma editora. Ambas vivem um momento de decepção amorosa. Para fugir de um Natal deprê, elas combinam, via internet, um intercâmbio de lares. A dondoca californiana vai para a cidadezinha do interior da Inglaterra e a reles mortal Kate parte em direção ao glamour das colinas hollywoodianas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a linearidade das personagens continua na formação dos casais: a Kate conhece o gordinho (gente finíssima) Jack Black e a Cameron, o galã Jude Law. De um lado, um casal apenas simpático (Kate &amp; Jack) e, do outro, o casal de conto de fadas (Cameron &amp;amp; Jude).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais, o filme é uma sucessão de clichês, típicos do gênero comédia romântica. Isto não significa que é um filme menor. Não é! Um dos termômetros que indica se um filme me agrada ou não, é o poder de envolvimento que ele exerce durante a exibição e o tempo em que as cenas permanecem vivas na minha memória após. E este filme conseguiu esta proeza de, por algum tempo, me desligar do mundo exterior e me conectar no universo da telona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mérito de ‘O Amor Não Tira Férias’ está em grande parte na atuação da minha eterna diva titânica Kate Winslet – ela foi o par romântico do Leonardo di Caprio em ‘Titanic’. Mesmo sendo muito espinafrada, quando parecia que a carreira da moça iria naufragar, feito o navio, a Kate, paulatinamente (adoro este advérbio de modo), assumiu o leme da sua carreira. Aos poucos ela foi escolhendo, ou sendo escolhida, para os papéis certos. Embora menos grandiosos, porém mais interessantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kate, you are the Queen of my world!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-9036547436378989076?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/9036547436378989076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=9036547436378989076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/9036547436378989076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/9036547436378989076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2007/02/kate-winslet-ou-cameron-diaz.html' title='Kate Winslet ou Cameron Diaz?'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_keSwQTSmy-c/Rd9ccTtDx0I/AAAAAAAAABM/GQEKa6jpH_M/s72-c/kate+winslet+2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-117134187822902543</id><published>2007-02-10T04:23:00.000-02:00</published><updated>2007-02-13T10:24:18.070-02:00</updated><title type='text'>Indignação, indigna. Indigna nação.</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Ontem choveu muito em São Paulo. Aparentemente normal. Janeiro é assim mesmo. São as chamadas chuvas de verão. Mas a chuva de ontem, uma quinta-feira, tinha algo de diferente. Ela não cessou rapidamente; fato incomum para estas pancadas intensas, porém breves. Começou à tarde e se estendeu noite adentro. Inacreditavelmente eu portava um paraguas. Sei lá por que, não quis abri-lo, mesmo com aquela voz materna, lá no fundinho do pensamento advertindo ‘menino, você vai pegar um resfriado’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de ir ao SESC para ver mais uma sensacional apresentação da Cia. Nova Dança 4, acompanhada do Steve Paxton, o guru do contato-improvisação, passei em casa para sacudir a cabeleira (?) e secar o meu corpinho marrom-bombom. Liguei a TV e a manchete principal dos jornais da noite era o assassinato brutal de um menino de 6 anos, no Rio de Janeiro. Durante o roubo do carro de sua família, o João Hélio foi arrastado por 7 Km do lado de fora, preso ao cinto de segurança. E segurança, ou melhor, a falta dela, é justamente o que, em última instância, levou a este crime bárbaro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranho é que de manhã eu ouvi a notícia no Repórter CBN. Não acreditei; achei que tinha interpretado errado. Em pleno século XXI é no mínimo impensável tamanha violência gratuita. Aguardei para saber mais detalhes depois. À noite, veio a confirmação. Infelizmente a notícia era real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De longe, este episódio me lembrou as aulas de História do Brasil da fêssora Alzira Rosa, na 6ª série B. No Brasil-colonia, grupos pró-emancipação promoveram levantes com o objetivo de libertar a colonia do domínio da coroa portuguesa. Quando descobertos, os responsáveis eram mortos cruelmente. Tiradentes foi enforcado em praça pública. Outros - lembro apenas da história e não dos personagens - eram amarrados a cavalos e arrastados pela cidade para servirem de exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles ao menos eram julgados pelo crime de insurreição ao regime vigente. Ao menino João Hélio não houve sequer o menor motivo que justificasse tamanha barbaridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu chorei. Foi um choro impotente, revoltado, angustiado e indignado. Com certeza, muita gente chorou.&lt;br /&gt;E não estávamos sozinhos.&lt;br /&gt;A quinta-feira, através da chuva de verão torrencial, também chorou. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;___________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. indignado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que um crime destes mexe com qualquer um.&lt;br /&gt;Eu só me preocupo com o espírito justiceiro que se apodera das pessoas nestes momentos de comoção generalizada. Diminuição da maioridade penal, pena de morte, tudo isto deve ser discutido, concordando ou não. Afinal, a impunidade é um dos maiores problemas do Brasil. Mas o debate é mais amplo e não deve se restringir apenas ao caso do menino João Hélio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. indignado II&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sintomaticamente, nestes dias saiu o resultado do ENEM, exame que avalia os estudantes do ensino médio. Resultado: as notas caíram. As autoridades públicas ainda não entenderam (ou não querem) que qualquer projeto de crescimento passa pela educação. Nenhum ‘PAC que o (presidente) pariu’ se sustenta a médio e longo prazo sem investimento em infra-estrutura e na área social, principalmente educação. E a educação deve ser entendida num sentido mais amplo, incluindo conceitos de cidadania e meio ambiente. Por favor, nada a ver com a babaquice radical tipo Greenpeace. De xiitas radicais, já bastam os do PT. Pode-se começar com coisinhas simples, tais como seleção de lixo reciclável e respeito ao pedestre no trânsito. Quem sabe deixamos de ser bárbaros (de barbárie) e voltamos a ser seres civilizados?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. momento-Maguila&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um abraço para a minha melhor amiga de 20 anos e para o meu melhor afro-amigão, que moram no Rio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-117134187822902543?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/117134187822902543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=117134187822902543' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/117134187822902543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/117134187822902543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2007/02/indignao-indigna-indigna-nao.html' title='Indignação, indigna. Indigna nação.'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-117072678075637637</id><published>2007-02-07T06:09:00.000-02:00</published><updated>2007-02-08T01:20:40.980-02:00</updated><title type='text'>Compacto simples da Trilha Sonora do verão 2007:  Lado A - Nós vamos invadir a sua praia.                    Lado B  -  A CASA.</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/1600/551622/002r.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/200/483232/002r.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/1600/658213/014t.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/200/424380/014t.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/1600/154956/018r.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/1600/808101/021r.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/1600/808101/021r.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/1600/154956/018r.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/200/50527/018r.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/1600/808101/021r.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/200/262976/021r.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/1600/808101/021r.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/1600/808101/021r.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/1600/154956/018r.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Perdidos em Camburi / &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Zeka Vallo &amp; Muriel Gua / &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dormindo na &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CASA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; / &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No Tuim Parque&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;___________________________________________________________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Not long time ago, a principal mídia utilizada para reprodução musical era o disco confeccionado a partir de um material plástico chamado vinil. Havia 2 tipos de discos de vinil: o LP (long-play) e o compacto, por sua vez dividido em simples e duplo. Via de regra, o lado A (ou 1) do compacto continha o mega hit do artista/banda, enquanto o lado B (ou 2), normalmente era uma música inexpressiva, usada só para preencher espaço. Mas, de vez em quando, o desprezado lado B roubava a cena e conquistava o status reservado ao lado A. Um exemplo clássico é o compacto extraído do álbum (LP) &lt;em&gt;News Of The World&lt;/em&gt;, do Queen. O lado A era do hino &lt;em&gt;We Are The Champions&lt;/em&gt; e o lado B trazia a poderosa e matadora &lt;em&gt;We Will Rock You&lt;/em&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Em situações corriqueiras da vida também é possível identificar um lado B da história, tal como no compacto de vinil. Traçando um paralelo com a mídia de plástico, o lado B representa a surpresa, o diferente, o inesperado, o imponderável. Pode ser agradável, ou não! Só arriscando e experimentando para saber. Um destes lados B da minha vida aconteceu há duas semanas. Então, senta que lá vem história...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Janeiro, mês de férias. O plano-lado A era passar uns 5 dias em Floripa. A logística da viagem falhou e tirei da manga um plano-lado B: Camburi. O insight surgiu como um flash, enquanto a minha mãe subia vagarosamente (0,17 m/s, no Sistema Internacional de medidas) a rampa do Extra Hipermercado do Gonzaga, em Santos. Numa livre associação de pensamentos, tramada pela incansável teia neurônica, eu lembrei que a família do Pedro, pai da Laís, a minha protegida e queridinha sobrinha, possui uma &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CASA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; por aquelas bandas do litoral norte paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acionei o Lucas, o sobrinho-amigo-mais-cool (vide post ‘Melhores de 2006’), irmão da Laís, para intermediar a negociação e viabilizar o uso da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CASA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de Camburi por alguns dias. Mesmo alertado de que a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CASA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; estava em condições precárias, levei o plano adiante. Afinal, eu só queria um QG para me instalar. Da galera convidada, embarcaram comigo nesta empreitada a Laís e o primo-amigão Filipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo combinado, era só anotar o endereço, algumas referências geográficas, pegar as chaves da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CASA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; e partir, inocentemente imaginei. Naquele momento teve a início a saga dos 3 santistas em busca da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CASA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; muito engraçada, que não tinha endereço e não tinha chave. De posse de um mapinha tosco, cujas únicas referências eram um mercado e um morro, partimos rumo ao litoral norte, via Rio-Santos. Quando chegamos em Camburi, percebemos que havia mais de um mercado e morro que poderiam ser aqueles desenhados no mapa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite caía. Decidimos encerrar as buscas à &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CASA &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;e, já nos acréscimos após o tempo regulamentar, conseguimos vaga no concorrido albergue de Camburi. Foi uma grata surpresa. Lá, o atendimento é de primeiríssima qualidade e as instalações são muito boas. O Hostel Camburi consegue aliar o clima descontraído de albergue com e conforto de uma pousada. Eu recomendo (quero um desconto hein, Sofia!). Se for lá, mande lembranças ao casal eqüino Zeka Vallo e Muriel Gua.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No dia seguinte, reiniciamos a caça à &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CASA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, parecida com uma caça ao tesouro. Alternamos pedidos de informações junto aos habitantes locais com mais pistas (?) fornecidas pelo Pedro, por celular. Tá quente. Não, tá frio. As informações eram confusas, dúbias e esquisitas. Por exemplo, se a gente estivesse perto da casa do Paulo das Vacas, então é sinal de que estávamos longe da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CASA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Parece brincadeira, mas é verdade. Foi citado também o nome de um tal Paulo-Vizinho (de quem?), que até agora eu não entendi se mora perto ou longe da &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CASA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Fizemos pequenas paradas para discutir a relação e raciocinar, em meio ao caos informativo, qual o caminho mais coerente a seguir. Num determinado momento, chegamos à conclusão de que o morro desenhado no mapa não deveria estar lá. Se tirasse ele do lugar, aí sim, o mapa faria sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrar a &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CASA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; virou questão de honra. Certos de que estávamos perto, descemos do carro e caminhamos a passos firmes e decididos. A cena lembra, tipo-assim, amiga, o Rambo amarrando a fitinha vermelha na testa, antes de adentrar na selva. Vasculhamos cada viela, cada travessa próxima de um morro e de um bar - outra nova referência, além do mercado. Numa destas travessas, encontramos um afrobrasileirão (negão) encostado num Monza azul metálico. Era o Sebastião – ou seria o Paulo-Vizinho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Papo vai, papo vem, contamos a ele sobre a nossa busca à &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CASA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. E, numa seqüência crescente de perguntas do Sebastião, confirmadas positivamente pela Laís&lt;br /&gt;(Sebastião: _ Ah! O Pedro português? Laís: _ É!&lt;br /&gt;Sebastião: _ Pai do Anselmo e do Tiago? Laís: _ É!),&lt;br /&gt;os olhos do Filipe brilharam e faiscaram de contentamento, do mesmo modo que o Bob Esponja reage quando sente fortes emoções. A seqüência culminou com o Sebastião apontando com o dedo em riste para a casa em frente: _ A &lt;strong&gt;&lt;em&gt;CASA&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; é essa aí.&lt;br /&gt;Bingo! Oooh Hooo! Achamos! Bom, o que aconteceu depois é o lado A do plano-lado B da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E falando um pouco deste lado A, Camburi e os arredores (Boiçucanga, Juqueí, Praia Preta, Barra do Una, etc) são lugares bastante bacanudos. As praias são belas; os frequentadores, igualmente. O misto de rústico com sofisticado e o clima alegre de verão e férias, conferem um charme todo especial ao lugar. Para os aventureiros de plantão, o ‘Tuim Parque’, na Barra do Una, é uma boa opção para fazer trilha, canoagem e arvorismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, deputado(a), assim como os Simpsons já fizeram tudo (vide o episódio hilário do South Park, ‘Simpsons did it!’), o rei Roberto, o Carlos, também já cantou tudo. No clima que permeou a viagem 'lado B', é dele os versos finais deste post , provavelmente registrados no lado A de algum compacto: ‘Se chorei ou se sorri / o importante é que emoções eu vivi’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bordão criado para brincar com uma frase típica de turista embasbacado diante de uma paisagem deslumbrante:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Meeeeeu!!! Olha isso, cara!’ &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;PS II&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bordão criado para brincar com a compulsão que o Filipe tem por fazer amigos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;‘Ih! Lá vai o Filipe de novo fazer amigos.’ &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;PS III &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Soundtrack da viagem - versão século XXI, em MP3:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. Tim Maia Racional (‘O Grão Mestre Varonil’ iluminou os nossos passos);&lt;br /&gt;. Siddharta;&lt;br /&gt;. t.A.T.u.;&lt;br /&gt;. Mauro Jorge Hits Mix 2006 (destaque para 'Haikai');&lt;br /&gt;. Sidney Magal ( ‘Amante Latino’ foi o grande hit da viagem);&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. e muito mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS IV&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mais cotada na corrida para a eleição de 2007, na categoria de melhor enquadradora de fotos da máquina do Filipe: Laís.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS V&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mesmo ausentes, a prima-amiga Lívia, a que não alivia, e o Lucas, o que não faz concessões, foram lembrados várias vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS VI&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A minha lanterna se revelou um fiasco. Tão frágil e inútil quanto a espadinha do Super Galo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS VII &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Funk carioca criado e coreografado dentro da piscina do albergue de Camburi:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dança do Saci&lt;br /&gt;--------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dança do Saci&lt;br /&gt;Pra frente, pra trás,&lt;br /&gt;Pr’um lado, pro outro,&lt;br /&gt;Mãozinha na bundinha,&lt;br /&gt;Gostosinho, gostosinho&lt;br /&gt;Ai, ai, ui, ui!&lt;br /&gt;É a dança do Saci&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS VIII&lt;br /&gt;Os 3 melhores líquidos da viagem:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. água mineral geladinha. Gostosinha, gostosinha; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. Sukita; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. caldo de cana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS IX &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dicas bacanas da Lurdes, que trabalha no 'Empório Isabel' - este, afinal, era o nome do tal mercado do mapa:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;. praia da Baleia, em Camburi;&lt;br /&gt;. Empório da Pizza, em Boiçucanga.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-117072678075637637?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/117072678075637637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=117072678075637637' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/117072678075637637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/117072678075637637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2007/02/compacto-simples-da-trilha-sonora-do_07.html' title='Compacto simples da Trilha Sonora do verão 2007:  Lado A - Nós vamos invadir a sua praia.                    Lado B  -  A CASA.'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-116910049459450994</id><published>2007-01-19T06:01:00.000-02:00</published><updated>2007-01-19T11:05:31.296-02:00</updated><title type='text'>I Just Posted To Say Eu Me Amo, Eu Me Amo. WOW, WOW, WOW, WOW, WOOOW!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/1600/754382/phone%20computer.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/320/150999/phone%20computer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há nenhuma razão e nenhum motivo especial. Não é Ano Novo, não é clima de verão. É meramente um dia comum e eu apenas liguei pra dizer que te amo. Numa interpretação livre-leve-e-solta, a mensagem contida na música ‘I Just Call To Say I Love You’ do Stevie Wonder é basicamente esta. O desejo premente de querer expressar o sentimento que arde em seu peito, leva o Sr. Maravilha a ser bastante simples e direto, sem rodeios, sem lero-lero e nem vem cá que eu também quero. É na abordagem singela do tema e numa levada meio chácháchá do ritmo, que reside o poder desta canção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E de onde surgiu este revival de ‘I Just Call...’ no meu repertório musical? Tudo começou quando eu testava o software que grava a programação da TV no micro. Naquele momento, o programa ‘Clássicos Multishow’ era exibido. E eis que esta pérola em forma de canção veio à baila. Como um flash, ela emergiu diretamente de 1984, época dos meus sweet little sixteen, em que eu ouvia a música no meu rádio-gravador National RX 1454M, sintonizado na Bandeirantes FM (96,1 Mhz, ‘onde tudo acontece’, era o slogan). Hoje, ela toca no meu computer-audio-video system. Sign of times!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era noite, fui dormir. Durante todo o dia seguinte, ‘ I Just Call...’ ecoou na minha SoundBlaster cerebral. No carro, o CD player tocou ‘Eu te Amo, Eu te Amo’ do Roberto Carlos. What the fuck coincidence, man! Curiosamente as duas músicas falam de declarações de amor por telefone, valendo-se da frase clichê mais citada em músicas românticas (Paul McCartney e Beatles que o digam): ‘I love you’ / ‘eu te amo’. Mas, diferentemente de ‘I Just Call ...’, ‘Eu te Amo ...’ é sobre um amor à distância, irrealizado e reprimido. O autor/cantor já não cabe em si mesmo. Está agonizante, desesperado, asfixiado e precisa se declarar já... e agora! Não dá mais para esconder este sentimento que dilacera o seu coraçãozinho sôfrego e apaixonado. Não satisfeito, ele dobra o ‘eu te amo’ no refrão, para reforçar o apelo da mensagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolto nesta atmosfera musical de ‘eu te amos’ e ‘ailóvius’, fui pagar a mensalidade no Nova Dança. Enquanto eu aguardava a deixa, a Chris, a moça que atende por lá, terminava de falar ao telefone e se despediu com um sincero e enternecido 'te amo muito, mãe'. Foi arrebatador. De uma espontaneidade tamanha, que a secretaria do estúdio ficou pequena demais para abrigar a grandeza daquela fala. Não me contive e comentei que eu achei o gesto muito bonito. E ela disse que é bom falar (eu te amo) enquanto se tem a oportunidade. Se deixar para depois, pode ser tarde demais. Ganhei o dia. Eu amo as pessoas que dizem do fundo do coração ‘eu te amo’, sem economia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;What the fuck! Não é possível! Love´s in the air, everywhere I look around. Sincronidades? Talvez. Até no cinema, em C.R.A.Z.Y., o ‘eu te amo’ me perseguiu nestes dias. O filme é sobre a difícil relação do Zac (a letra ‘Z’ do título C.R.A.Z.Y.), o quarto de uma família de cinco filhos homens, com o seu pai. A trama acontece na porção francesa do Canadá, nos anos 70. Como pano de fundo, o filme mostra muita coisa que caracterizou a década: drogas, Pink Floyd, David Bowie, etc. Rola até um Giorgio Moroder, um dos pais da música eletrônica, comparecendo com o hit 'From Here to Eternity’. Numa determinada cena, o irmão-problema de Zac abraça a mãe e diz ‘eu te amo’. É engraçada a reação do Zac e do pai que se entreolham surpresos com aquela atitude inesperada. Claro que é simples dizer ‘eu te amo’; são apenas 3 palavrinhas. O difícil é usar a frase para expressar verdadeiramente o sentimento, como fez o moço no filme e a Chris na vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para finalizar, lanço aqui uma idéia. Alguém bem que poderia fazer um mexidão (mashup, como dizem os americanos) com as duas músicas, ‘I Just Call to Say I Love You ‘ e ‘Eu te Amo, Eu te Amo’. Seria um belo presente de aniversário. Aliás, hoje é o meu aniversário (Ufa! Demorô! Foi um caminho sinuoso, mas, enfim, consegui chegar ao denominador comum do título deste post). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No bojo do parabéns pra você, no apagar das velinhas, enquanto terráqueo, 'a nível de' licença poética-aniversariante, eu me reservo no direito e me permito alterar o verbo e o pronome do caso oblíquo das músicas, declarando aos 4 ventos, via internet:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I JUST POSTED TO SAY EU ME AMO, EU ME AMO.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;WOW, WOW, WOW, WOW, WOOOW! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-116910049459450994?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/116910049459450994/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=116910049459450994' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/116910049459450994'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/116910049459450994'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2007/01/i-just-posted-to-say-eu-me-amo-eu-me.html' title='I Just Posted To Say Eu Me Amo, Eu Me Amo. WOW, WOW, WOW, WOW, WOOOW!'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-116718039552819224</id><published>2006-12-26T22:19:00.000-02:00</published><updated>2007-02-02T21:04:27.176-02:00</updated><title type='text'>Melhores de 2006</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Considero que o ano de 2006, do ponto de vista do entretenimento foi, no mínimo, interessante e bastante diversificado. Ora vejamos ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na internet, o YouTube iniciou a pré-história do que virá a ser ‘ver TV’, assim como o MP3 há algum tempo já revoluciona a maneira de se ouvir e consumir música na grande rede. Ainda na música via internet, o MySpace libertou de vez os músicos das amarras da indústria fonográfica. Só para ficar em dois exemplos que estouraram, antes no site e depois nas rádios e paradas: Gnarls Barkley e Lily Allen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas ondas do rádio, a rede rádio rock ruiu. A emissora cabeça da rede, a 89 FM de São Paulo, há muito tempo já não era tão rock assim; estava mais para o pop comercial. O engraçado é que em 2003, no dia 1º de abril, a 89 brincou de dia da mentira, se passando por uma rádio dance. Na verdade, a brincadeira despretensiosa foi uma infeliz previsão, o fim anunciado de uma rádio que fez história no dial (display?) paulistano. Adeus, 89 FM!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na TV, a MTV divulgou nota informando que não exibirá mais clipes na sua programação normal. Segundo a emissora, hoje a internet, através do site ‘MTV Overdrive’, um mini-YouTube do canal, se tornou a mídia natural de veiculação de clipes. Estranho, muito estranho! Por que será, então, que o Multishow cada vez mais investe em programas de videoclipe?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a canção, será que morreu mesmo? Segundo Chico Buarque, sim. Com base nestes tempos frenéticos e numa pesquisa elaborada pela MTV, em que o público adolescente revelou não gostar de letras de música compridas, o maluco-beleza Tom Zé levou esta questão adiante e fez um disco sem palavras, repleto de batidas eletrônicas e fonemas esquisitos. Eu ainda prefiro a velha e boa canção. ‘Menina, amanhã de manhã’ (faixa do ‘Mauro Jorge Hits Mix 2006’), do próprio Tom Zé, na doce e deliciosa interpretação da voz aveludada da Mônica Salmaso, é a prova cabal de que a canção ainda pulsa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caê indie? É verdade! Caetano Veloso lançou um CD de rock, com influências da cena indie, tipo ‘Artic Monkeys’. Falando em indie, o mundinho independente, desde 2001, quando os Strokes oxigenaram o rock, vive um boom de bandas. De lá pra cá, apareceram o White Stripes, Franz Ferdinand, Yeah!Yeah!Yeahs!, Libertine e Artic Monkeys, só para ficar nos nomes mais conhecidos. Este fenômeno lembra, em termos de popularidade, o estouro das ’boy bands’ nos anos 90 (Back Street Boys, Five, ‘N Sync, etc). Mas, desta vez, a massificação é para o bem da humanidade. Ou não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa! Faltou falar de cinema. Então, vamô lá, rapidinho. Meu, fala sério! Cinema argentino é bom pra caramba! O filme ‘Herencia’ é um exemplo de que é possível fazer um ótimo filme com baixo orçamento. Basta ter uma boa história na cabeça, um roteiro bem feito, elenco e equipe competentes e uma (talvez algumas) câmera na mão. Em Hollywood, a Kate Winslet novamente roubou a cena. Depois de ‘Brilho Eterno de uma mente sem lembranças’, ela brilha em ‘O Amor não tira férias’. Por aqui, o filme nacional ‘A Máquina’ foi a invenção cinematográfica do ano, embora não tenha tido o merecido reconhecimento de público e crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais delongas, eis a minha listinha. Só o filé, a nata, a cereja do bolo, o creme de la creme, blabláblá...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Melhor poesia cantada / recitada que mais me emocionou:&lt;br /&gt;‘Milágrimas’ (faixa do ‘Mauro Jorge Hits Mix2006’) - Anelis Assumpção e Alice Ruiz .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Melhor cantora que mistura perfeitamente tradição + contemporaneidade: Céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Música que mais me deu vontade de pegar, de tão gostosinha que é:&lt;br /&gt;'10 Contados' - Céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4) Melhor álbum de reinvenções de clássicos pop:&lt;br /&gt;‘Super Duper’ - Trash Pour 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5) Melhor música do melhor álbum de reinvenções de clássicos pop:&lt;br /&gt;‘Careless whisper’ - Trash Pour 4.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6) Melhor show:&lt;br /&gt;Comemoração dos 30 anos do álbum 'Estudando o Samba' - Tom Zé, no SESC Santana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7) Melhor música pop (eu não seria louco de escolher outra):&lt;br /&gt;‘Crazy’ – Knarls Barkley.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8) Melhor álbum nacional de 2005, descoberto em 2006:&lt;br /&gt;'E o Método Tufo de Experiências' - Cidadão Instigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9) Melhor música do melhor álbum nacional de 2005, descoberto em 2006: 'Silêncio na multidão’ - Cidadão Instigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10) Melhor música que não saiu da minha cabeça nos últimos dois meses do ano:&lt;br /&gt;'Os urubus só pensam em te comer’ - Cidadão Instigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11) Melhor show-encontro de música com futebol:&lt;br /&gt;bate-papo musical com Tom Zé, Ugo Giorgetti (Boleiros), Nazi (Ira!) e excelente banda de apoio (Vange Milliet, Paulo Lepetit, Gigante Brasil, Mariá Portugal e outros), no SESC Pinheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;12) Melhor evento musical temático:&lt;br /&gt;‘Vozes da Cidade’, homenagem ao movimento ‘Vanguarda Paulistana’, no SESC Pompéia - com Luiz Tatit (Rumo), Suzana Salles e Virgínia Rosa (banda ‘Isca de Polícia’) e outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13) Melhor podcast:&lt;br /&gt;Discofonia - Guilherme Werneck.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;14) Melhor acontecimento do meu mundo internético:&lt;br /&gt;assinatura de internet banda larga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;15) Melhor descoberta do meu mundo internético:&lt;br /&gt;iTunes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;16) Melhor filme:&lt;br /&gt;‘Herencia’, dos los hermanos argentinos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;17) Melhor filme nacional:&lt;br /&gt;‘A Máquina’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;18) Melhor road movie brasileiro:&lt;br /&gt;‘Árido Movie’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;19) Melhor filme sobre relação adolescente/família:&lt;br /&gt;‘C.R.A.Z.Y.’ .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;20) Melhor roteiro original e filme mais divertido:&lt;br /&gt;‘Pequena Miss Sunshine’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;21) Melhor título de filme com menção a um ex-planeta:&lt;br /&gt;‘Breakfest in Pluto’ ('Café da Manhã em Plutão’).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;22) Melhor ator:&lt;br /&gt;Wagner Moura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;23) Melhor atriz mirim:&lt;br /&gt;Daniela Piepszyk, a garotinha Hanna do filme ‘O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24) Melhor atriz adolescente:&lt;br /&gt;Ellen Page, a protagonista de ‘Menina Má.com’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25) Melhor atriz sedutora na simplicidade:&lt;br /&gt;Kate Winslet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26) Melhor seriado adolescente:&lt;br /&gt;‘Mudança de Vida’ – TV Cultura (passa às segundas, às 20:30h).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;27) Melhor pão caseiro: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;o da padoca que fica no início da Joaquim Eugênio de Lima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;28) Melhor recheio caseiro para o melhor pão caseiro: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;cebolas cortadas em rodelas e curtidas no azeite com manjericão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;29) Melhor talharim regado ao molho de lingüiça calabresa com alcaparras e ervas finas:&lt;br /&gt;o meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;30) Sobrinho-amigo mais cool:&lt;br /&gt;o Lucas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;31) Melhor e mais tocante depoimento na minha página do Orkut:&lt;br /&gt;o do Filipe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;32) Melhor romance estrangeiro:&lt;br /&gt;‘O Caçador de Pipas’ - Khaled Housseini.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;33) Melhor romance nacional:&lt;br /&gt;‘Eu Ouviria as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios’ - Marçal Aquino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;34) Segundo melhor romance nacional:&lt;br /&gt;‘Dois Irmãos’ - Milton Hatoom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;35) Melhor romance clássico nacional:&lt;br /&gt;‘O Encontro Marcado’ - Fernando Sabino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;36) Melhor romance clássico estrangeiro que eu ainda não terminei de ler:&lt;br /&gt;‘Crime e Castigo’ - Fiodor Dostoiévski.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;37) Melhor programete de rádio:&lt;br /&gt;‘Buemba Buemba’ com o José Simão - BandNews FM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;38) Melhor âncora de jornal no rádio:&lt;br /&gt;Ricardo Boechat - BandNews FM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;39) Melhor iniciativa cidadã em rádio:&lt;br /&gt;‘Rádio Pára-choque’ com os Doutores da Alegria, na rádio Eldorado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;40) Melhor comercial de rádio:&lt;br /&gt;o da coleção ‘Cozinha País a País’ da Folha – aquele em que um japonês, que trabalha num restaurante italiano, atende o telefone e o cliente não acredita na situação e insiste em pedir comida japonesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;41) Melhor programa de rádio na hora do happy-hour, às sextas:&lt;br /&gt;’Fim de Expediente’, na CBN com a apresentação do Dan Stulbach e seus amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;42) Melhor programa de rádio na hora do rush: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;‘Estação Cultura’, na rádio Cultura FM, com apresentação da Gioconda Bordon.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;43) Melhor disco de músicas remexidas da maior banda de todos os tempos:&lt;br /&gt;'Love' - The Beatles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;44) Melhor time do mundo: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a seleção brasileira de voleibol masculino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;45) Melhor lugar do mundo:&lt;br /&gt;é aqui e agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Demorô !!! Felizes Anos Novos !!!&lt;br /&gt;Feliz Eternidade !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E VIVA ZAPATA !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;======================================================================&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. complemento da lista dos melhores de2006&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;46) Momento mais mágico: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;o toque de pata com mão espalmadas, à la comemoração de ponto, do monstro-propaganda da Caixa ao passar por mim no corredor de um shopping.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;47) Banda brasileira mais hypada no exterior:&lt;br /&gt;Cansei de Ser Sexy, ou 'CSS', para os íntimos. O 'Bonde do Rolê' segue na mesma trilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;48) Melhor programa de (anti) entrevista: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Irritando Fernanda Young - GNT.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;49) Segundo melhor comercial de rádio: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;o da cerveja Bavaria Premium - aquele em que o Pedrão do churrasco fala para o amigo que a Bavaria Premium acabou e o 'amigão' não processa a informação e pede, repetidamente, a cerveja que acabou. O Pedrão fica irritado e o amigo o convida para se acalmar bebendo uma Bavaria Premium.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;50) Melhor passeio ciclístico Santos-Guarujá, que completou 5 anos:&lt;br /&gt;'Parada Irada'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;51) Melhor holding que patrocina os meus projetos:&lt;br /&gt;Mauro Jorge Corporation, a megacorporação que engloba as empresas Mauro Jorge Records, Mauro Jorge Press, Mauro Jorge Sports, Mauro Jorge Transportes Rodoviários e a recém-inaugurada Mauro Jorge Net.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;52) Melhor locução/imitação de uma chamada sonora para a Parada Irada:&lt;br /&gt;a do Edu (Carlos Eduardo Cunha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;53) Melhor amigo pré-adolescente de São Vicente que é filho do melhor locutor/imitador de uma chamada sonora para a Parada Irada:&lt;br /&gt;Carlos Henrique. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-116718039552819224?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/116718039552819224/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=116718039552819224' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/116718039552819224'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/116718039552819224'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2006/12/melhores-de-2006.html' title='Melhores de 2006'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-116567743084537418</id><published>2006-12-03T13:06:00.000-02:00</published><updated>2006-12-26T22:15:35.423-02:00</updated><title type='text'>Bicampeão! Bicampeão!</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/1600/518917/ppp.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/320/301480/ppp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6173/620/1600/578184/1.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois do Hexa na Liga Mundial, hoje foi dia do bicampeonato no Campeonato Mundial de Vôlei Masculino. E falar desta seleção é chover no molhado. Então, que venha a chuva, amigo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A grande injustiça foi a não eleição do Ricardinho como melhor levantador da competição. Ele arrisca muito, mesmo quando o passe é meia-boca. O levantamento nas pontas está mais para um lançamento em linha reta do que para o convencional toque, que descreve o desenho de uma parábola. Trata-se de uma estratégia para acelerar as jogadas e, com isso, dificultar a armação do bloqueio/defesa do time adversário. No voleibol atual, jogar com velocidade é fundamental, principalmente para um time como o Brasil, cuja estatura média dos jogadores é considerada baixa para os padrões atuais. Como bem disse o Bebeto de Freitas, um dos responsáveis pelo boom do vôlei no Brasil na década de 80, o Ricardinho é um maluco que perseverou na sua insanidade. E, como mostra a história, os malucos, a princípio incompreendidos, quando bem sucedidos, podem se tornar gênios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ávido por informação de bastidores de quem já esteve na seleção, o difícil para mim foi acompanhar a cobertura da Globo e SporTV, sem perder nenhum detalhe. No SporTV o destaque foi o Bebeto de Freitas e, na Globo, o Tande. O ex-campeão olímpico, além do esperado domínio do assunto, é muito conciso e objetivo nos comentários, sem fazer firulas. O cara é alto astral e nos brinda com histórias deliciosas. Por exemplo, no seu retorno à seleção, após uma pausa para jogar na praia, ele disse que o vôlei estava bastante diferente. No dia-a-dia, o que mais o impressionou foi a violência dos ataques do Dante. Era aterrorizante ver a figura do atacante não parando de crescer acima da rede e ele impotente, na condição de defensor, sem nada a fazer senão tentar defender a si próprio, antes da bola. O bacana é que o Tande contou isto com muito bom humor. E as pedradas do Dante se confirmaram neste Mundial, sendo ele eleito o melhor atacante da competição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, até onde vai este time? Segundo o Bernardinho, a tarefa mais difícil é manter a motivação e evitar que os jogadores caiam na tão famigerada ‘zona de conforto’, de quem já está satisfeito com todas as conquistas. Um dos motivos que mantém a chama do grupo acesa é a constante renovação. Desde 2001, com esta comissão técnica, jogadores importantes deixaram a seleção, tais como o Giovani, Maurício e Nalbert. Os substitutos Giba, Ricardinho e Dante mantiveram e, por que não dizer, até elevaram o nível do time.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E agora, depois de tantos títulos, o Brasil pode ser considerado o melhor time de voleibol de todos os tempos? Na minha modesta opinião, só falta vencer a próxima Olimpíada para este time se consagrar definitivamente como o melhor da história. Em termos de importância de títulos conquistados seguidamente, o Brasil empata com a ex-URSS, atual Rússia, e com os Estados Unidos. Os soviéticos, venceram os campeonatos mundiais de 1978 e 1982 e a Olimpíada de 1980. Já os norte-americanos foram bicampeões olímpicos em 1984 e 1988 e campeões mundiais em 1986.. O Brasil é o atual bicampeão mundial (2002/2006) e campeão olímpico (2004).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo que se este ciclo de vitórias se encerre por aqui, a seleção brasileira masculina de vôlei já conquistou o seu lugar na história. Quando o presente virar passado, eu vou me sentir um privilegiado por ter vivido na geração que viu Michael ‘Air’ Jordan ‘voar’, Maradona brilhar e o Brasil dar espetáculos no meu esporte favorito. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-116567743084537418?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/116567743084537418/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=116567743084537418' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/116567743084537418'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/116567743084537418'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2006/12/bicampeo-bicampeo.html' title='Bicampeão! Bicampeão!'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-116327041385830215</id><published>2006-11-11T16:09:00.000-02:00</published><updated>2006-11-16T00:32:08.523-02:00</updated><title type='text'>Super Duper - TP4 strikes again</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6173/620/1600/Super%20Duper%20-%20Trash%20Pour%204.4.jpg"&gt;&lt;img style="CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6173/620/320/Super%20Duper%20-%20Trash%20Pour%204.3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;Acabo de comprar o mais novo CD do Trash Pour 4, o 'Super Duper'. Aqueles que me conhecem sabem do apreço que tenho pela banda. E o apreço não tem preço, como cantava o MPB4. Se bem que o CD, este sim, tinha preço: custou módicos R$ 19,90, na loja Mega Store da Saraiva no Shopping Eldorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que dizer sobre o Super Duper? No geral, o CD segue a mesma linha do anterior, ou seja, releituras de clássicos da música pop. Releituras? Talvez mais: reinvenções. Os arranjos continuam a surpreender. Por exemplo, ‘Geni e o Zepelin’ ganhou ares jazzísticos. Ficou mais leve, solta e menos dramática em relação à original. Dá até pra prestar mais atenção na historinha contada na letra .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Tem uma inovação. Pelo comentário acima percebe-se que o 'Super Duper', ao contrário do ‘Recycle Vol. I’ é mezzo muzzarela, mezzo calabreza. Além de músicas internacionais, também tem músicas brasileiras. Em quase todas elas, a Natália faz duo vocal com personalidades do pop-rock-indie-folk nacional. É o caso de 'Fala' do ‘Secos &amp;amp; Molhados’, com a participação do Paulinho Moska. Outra brazuca é a preguiçosa caymmiana 'Maricotinha' com o Marcelo Pretto do grupo 'A Barca'. A Fernanda Takai, do Pato Fu, participa em 'Sufoco', da marrom Alcione. O ex-‘Mulheres Negras’ Maurício Pereira incorpora Herondi e canta (ou suplica) em 'Não Se Vá'.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até o Nirvana ganhou uma roupagem inusitada. A deprê-bipolar ‘Lithium’ assumiu a sua vocação chorosa e se transformou num ... chorinho. E o coro lembra os 'Trovadores Urbanos'. Heresia, ousadia ou irreverência? Diria autenticidade, mesmo que pareça um paradoxo, em se tratando de um cover. E não é que a Mariá se sai bem nos vocais?&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De todas as músicas do Super Duper, 'Careless Whisper' é a minha favorita. Tipo assim, amiga, amo de paixão esta versão. Começa com um teminha tocado no teclado, que lembra órgão de igreja ou trilha de fliperama. Nos shows, o TP4 já toca há bastante tempo este clássico do ‘Wham!’, entenda-se, George Michael. Aliás, senti falta de ‘Walk Like An Egyptian’ e ‘She Drives Me Crazy’, outras duas músicas freqüentes nas apresentações ao vivo, mas que ficaram de fora do CD. As outras preferidas da casa são, pela ordem, 'Maricotinha', 'Fala' e 'More Than This'.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostei muito da qualidade sonora. No ‘Recycle Vol. I’ já era bem boa, mas neste novo CD as melodias soam ainda mais cristalinas aos ouvidos. Que me perdoe a ala masculina da banda. Embora o Dudu mande muito bem nos teclados e o Gustavo seja um musicista de mão (dedos) cheia, a cozinha da banda é uma atração à parte, que conduz com pompa e maestria o andamento das músicas. A pegada da bateria da Mariá, somada à elegância do contrabaixo pontual da Natália, conferem um tempero todo especial aos arranjos. Prova desta simbiose entre as moças é a faixa ‘Fala’, principalmente no trecho final quando só o Paulinho Moska canta e as moças tocam. O contrabaixo dá a direção e a bateria escancara. Muito groove na veia!&lt;br /&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Dizem por aí que a música, enquanto canção, está desaparecendo. O próprio Tom Zé, no seu novo CD, bebe na fonte da música eletrônica. Apesar de, neste caso, acho eu, mais por experimentalismo que propriamente por estética musical. Tom Zé pode. Tom Zé é maluco-beleza. Ôps! Voltando ao TP4, o que me mais me agrada no grupo é exatamente o simples prazer de ouvir e cantarolar junto. Tenho a sensação de que a banda está tocando no meu quarto ou no meu carro, seja lá onde eu estiver.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E viva a canção! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E viva o cancioneiro pop, enquanto expressão do estabilishment vigente, a nível de música, no bojo do entertainment cultural. Ou não! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E VIVA ZAPATA!!! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-116327041385830215?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/116327041385830215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=116327041385830215' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/116327041385830215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/116327041385830215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2006/11/super-duper-tp4-strikes-again.html' title='Super Duper - TP4 strikes again'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-115687039553440457</id><published>2006-08-29T13:27:00.000-03:00</published><updated>2006-09-04T19:22:53.090-03:00</updated><title type='text'>É campeão! MVP -  Jeopardy - TP4's new old releases</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;É! Foi sofrido, amigo! Mas deu Brasil na Liga Mundial 2006 de vôlei. E de virada. Depois de perder os dois primeiros sets, o Brasil novamente se superou e venceu o jogo contra a França. Gostei muito da cobertura especial do canal SporTV. Antes e depois da partida foi ao ar duas edições especiais do programa Supervôlei. Na mesa redonda estava o Marcus Vinícius, jogador do time conhecido como 'a geração de prata'. Volta e meia eles lembraram da época em que a URSS, antecessora da equipe russa, era uma seleção imbatível. Em especial do jogo Brasil x URSS, disputado numa quadra montada em pleno estádio do Maracanã. O jogo foi organizado pela empresa do Luciano do Valle. Se o vôlei brasileiro chegou ao topo, isto se deve em parte ao locutor-empresário, que 'inventou' e difundiu o esporte na década de 80 no Brasil. Hoje a Globo colhe os frutos e se dá ao luxo de comprar os direitos e não transmitir a final de um torneio mundial de vôlei e, no lugar, passar... a 'Turma do Didi'. Habla sério!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à Liga Mundial, adivinha quem foi o MVP (Most Valuable Player, com a tecla SAP 'jogador mais valioso') do torneio? O Giba, of course. Um comentarista do SporTV chama de 'ira santa' a garra com que o atacante brasileiro joga. Bem definido! O cara estava impossível; virava todas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;E MVP me lembrou NBA, pois este título nasceu no basket profissional americano. Em 2001, quando eu estava no Canadá, acompanhei vários jogos pela TV. O jogador MVP da NBA, daquela temporada, foi o Allen Iverson. E este nome foi uma das respostas do jogo Jeopardy, que brincamos numa das aulas de 'Oral Skills'. Jeopardy é um programa de TV de perguntas e respostas ao contrário. Ou seja, a partir de uma resposta, os competidores devem adivinhar a pergunta. Algumas das respostas, seguidas das perguntas para elas foram: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;1) Captain Kirk. Who is the captain of Enterprise?&lt;br /&gt;2) Bambu. What do Pandas eat?&lt;br /&gt;3) Allen Iverson. Who is the MVP of NBA? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;O jogo foi muito disputado e terminou empatado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mudando de pato pra ganso, diretamente do show que sacudiu Pirakaya, com exclusividade, este enviado que vos escreve revela quais são as músicas nacionais que farão parte do aguardado segundo álbum do Trash Pour 4, a ser lançado em outubro: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. Maricotinha - Dorival Caymmi; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. Fala - Secos &amp; Molhados (faixa número14 do antológico álbum de 1973);&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. Geni e o Zepelin - Chico Buarque &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;. Sufoco - Alcione. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já o repertório internacional, se corresponder ao set list dos shows, será D+. Lá vai as pérolas: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;. Careless Whispers - Wham! (George Michael);&lt;br /&gt;. She Drives Me Crazy - Fine Young Cannibals;&lt;br /&gt;. Walk Like An Egyptian - Bangles;&lt;br /&gt;. More Than This - Roxy Music.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É isso aí, amigo, até a próxima rodada ...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-115687039553440457?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/115687039553440457/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=115687039553440457' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/115687039553440457'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/115687039553440457'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2006/08/campeo-mvp-jeopardy-tp4s-new-old.html' title='É campeão! MVP -  Jeopardy - TP4&apos;s new old releases'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-115663318410773953</id><published>2006-08-26T19:54:00.000-03:00</published><updated>2006-08-29T13:24:51.210-03:00</updated><title type='text'>Contato - Vôlei: rumo ao hexa na Liga Mundial</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;#$%¨&amp;amp;*%@#&lt;br /&gt;P.Q.P.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta seleção brasileira masculina de vôlei é sensacional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabou de acabar o jogo que valia vaga para a final da Liga Mundial 2006. O Brasil bateu a Rússia por 3 x 1. Atitude é a palavra de ordem do time brasileiro. Palavra esta que hoje é mais usada como adjetivo, que propriamente como característica. Como diria o Luiz Tatit, do grupo Rumo e professor de Linguística da USP, a língua é mutante e as palavras podem ter o seu significado original deslocado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viagens linguísticas à parte, dá gosto de ver e de torcer pela seleção brasileira de vôlei. Cara, o voleibol, jogado em alto nível, é um esporte empolgante, magnânimo, magistral, ..., é dukaray! É um festival de acrobacias, potência, malemolência e outros atributos deste calibre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o balé do vôlei me lembrou outro: a dança de contato e improvisação. Neste tipo de dança contemporânea, os corpos dos dançarinos se moldam um ao outro. Com base num repertório de movimentos de rolamentos e transferências de peso, treinados previamente, a dança acontece, sem uma coreografia pré-estabelecida. E se a dança não se desenvolve com um parceiro, tudo bem. Não era o momento, não se realizou, não fluiu. Que se busque um novo caminho, seja num novo movimento, com outro parceiro, ou mesmo só. E então, a dança se refaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extrapolando o campo da dança, a modalidade de contato e improvisação pode também ser entendida como uma metáfora da vida: uma confluência de espirais que se encontram e desencontram num fluxo e refluxo constante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui! Logo mais tem show do Trash Pour 4 em Pirakaya na Gandaya.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-115663318410773953?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/115663318410773953/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=115663318410773953' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/115663318410773953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/115663318410773953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2006/08/contato-vlei-rumo-ao-hexa-na-liga.html' title='Contato - Vôlei: rumo ao hexa na Liga Mundial'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-115440840998885280</id><published>2006-08-01T01:25:00.000-03:00</published><updated>2007-06-13T00:02:36.213-03:00</updated><title type='text'>71º Tokkou - Sobrevivi para contar</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6173/620/1600/ppp.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6173/620/1600/ppp.0.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/6173/620/320/ppp.0.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6173/620/1600/ppp.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6173/620/1600/ppp.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/6173/620/1600/ppp.0.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diário de bordo estelar número 35793913379557753533791357.&lt;br /&gt;Sábado, 29 de julho de 2006.&lt;br /&gt;Aterrisagem ok. Houston, we didn´t have problem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ué?! Que estranho! Cadê a musiquinha de acordar? Cadê os colchões? Cadê todo mundo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acabei de acordar. Já faz umas 5 horas que cheguei em casa e, de certa forma, a este corpo marrom-bombom que me pertence (ou não!), enquanto cidadão dito respeitável, que ganha alguns trocados por mês. Após a experiência de uma semana no Tokkou, pouco a pouco estou retomando contato com o microcosmos que habito e me reencontrando comigo mesmo; com as coisas e pessoas que me cercam. Ora bolas, o que é este tal de Tokkou? Só fazendo pra ver. Resumindo, esta era a resposta mais comum, quando eu tentava saber e não obtia maiores explicações sobre o curso. Grosso modo, o Tokkou pode ser entendido como sendo uma vivência de grupo, cujo (adoro este pronome relativo) objetivo é tentar buscar, de forma recorrente e insistente (e como!), respostas para questões chaves que regem a vida em sociedade. Sorry, pessoal do Yamaguishi. Espero não ter entregue a rapadura de graça. Se entreguei ao menos um teco, não tem problema. Como diz um amigo meu, 'rapadura is sweet, but is not soft not (com a tecla SAP: 'rapadura é doce, mas não é mole não').&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à Terra, olho pra fora, e da janela avisto os digitais do Itaú, da Paulista com a Augusta (Conjunto Nacional). Eles acusam 20:37h e 13º. Quanta ironia! Por uma semana fiquei sem saber que horas eram e, agora, o tal relógio invade, sem pedir permissão, as minhas retinas ainda remelentas de sono. Desencanei de viajar na maionese e liguei a TV. No canal Fox, o Jack Bauer continuava a salvar o mundo, entenda-se, os Estados Unidos da América, de mais uma ameaça terrorista. Não resisto e me deixo levar pela previsível trama - claro que o Jack vai vencer! Em pouco tempo já estou rodeado de três controles remotos. Aliás, me surgiu uma questão: quem controla o quê? Eu os controles, ou eles a mim? Opa! Quase comecei a fazer kensan (prática usada no Tokkou) para discutir esta questão com os meus bonecos de estimação (Pablo Hernandez Escobar, Papai Noel, Brenda, Docinho e Sidarta, o Buda. Aliás, onde foi parar o Zeca?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;'Mas eu sei que alguma coisa aconteceu, está tudo assim tão diferente', como cantava a Cássia Eller e como cantou a galera do Tokkou, numa das lavações de louça (prefixo de identificação da ‘rádio’ criada: SP 340, Tokkou FM, Km 138, na sua estrada do amor). De repente, me bateu uma inquietação, uma vontade de ver o mundo do lado de fora das paredes do prédio. Ainda bem que eu não estava com a camisa do Superman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, eu fui me encontrar com o dito relógio da Paulista. Já no elevador, arrisco o batido comentário sobre o tempo: 'Tá frio, né?'. De resposta, ganhei um sorriso da moça. E no meio do caminho tinha um shopping; tinha um shopping no meio do caminho. A praça de alimentação era a mesma, o cinema era o mesmo, mas, não sei como explicar, eu me sentia mais próximo daqueles urbanóides anônimos. Mais pra frente, já na rua Augusta, entrei no Espaço Unibanco de Cinema - aquele em que até o pipoqueiro já leu Nietzchie - para conferir as estréias da semana. Oba! Tem filme novo do Almódovar. Bacana! Um filme do afetado diretor espanhol cairia muito bem agora, penso eu. Procuro pela sala e, que pena! Era apenas a chamada para a estréia. Daí, atravessei a rua Augusta para ver se tinha algum CD interessante na loja do Neto. Nada de novo no front! Decido ficar em pé, parado na calçada, de frente para a rua, e apenas observar a movimentação dos transeuntes. Em menos de 1 minuto, duas cenas típicas de desrespeito ao próximo:&lt;br /&gt;Cena 1) Um moço pára o trânsito ao fazer uma manobra irregular de conversão para mudar de faixa.&lt;br /&gt;Cena 2) Uma moça entra num táxi e joga metade do cigarro aceso no chão, que se junta a várias pontas no meio-fio.&lt;br /&gt;Por incrível que pareça, reagi com certa indiferença diante destas situações que normalmente me causam indignação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tchau, relógio do Itaú. Por hoje tá de bom tamanho. Termina aqui o primeiro movimento de 'descompressão social' pós-Tokkou. Foi mais que eu esperava, baby! Meia-volta, volver. Logo estarei de volta em casa. É só descer a Augusta a 37,91 passos por minuto, passando pelas clássicas casas de tolerância (puteiros) e pelas descoladas baladas indie que crescem na região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, deputado(a), depois de toda esta papagaiada, o que fica é a certeza de que a mudança para um mundo melhor começa de dentro pra fora. Clichê? Frase feita? É sim! E daí? Vai encarar? Tá com raiva? Por que tá com raiva? Vai fazer o Tokkou e tenta descobrir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hasta la vista, baby!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E viva Zapata!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O povo, unido, jamais será vencido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.:&lt;br /&gt;Ufa! Que bom reencontrar o CONTROL+C e o CONTROL+V aqui neste (imundo) teclado, onde digito estas mal-traçadas linhas. Foi phoda, num momento, ter que escrever a lápis e borracha! Se bem que uma lapiseira 0.5 já quebraria um galho. Olha o apego!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. I auto-terapêutico pós-Tokkou:&lt;br /&gt;Cara, como eu abro 'janelas' no meu pensamento! E elas vão se acumulando até provocar um stack overflow (estouro/transbordo de pilha) de memória. Aí, funde, ou melhor, phode tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. II auto-terapêutico pós-Tokkou:&lt;br /&gt;Outra coisa que percebi é como eu economizo nas ações e sentimentos. Muitas palavras ficam por dizer; músicas presas na garganta e danças abortadas na intenção. Esse jeito ensimesmado (what the fuck...! que adjetivo mais esdrúxulo; tanto quanto a palavra esdrúxulo) reflete um certo egoísmo etéreo, de não se doar, não estar presente por inteiro. É por isso que eu bebo! Tô trabalhando esta questão, a nível de ser humano, enquanto espécie dita evoluída, no bojo de um mundo melhor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S. Existencialista: Existirmos, a que será que se destina? Afinal de contas, kenkossô, ponkovô? Não importa. Ser um 'pó feliz' é o que me basta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S. Momento Maguila.&lt;br /&gt;Se o Raul Gil tem o quadro ‘Pra Quem Você Tira O Chapéu’, nóis tem o ‘Momento Maguila’.&lt;br /&gt;À guisa de esclarecimento, ‘Momento Maguila’ era um espaço da coluna que eu escrevia para o extinto ego-site-pop-adolescente do meu primo Figgipi-Andgggrè. Inspirado no lutador de boxe (‘um abraço pra minha mãe, pro meu pai...’), eu enviava abraços para pessoas queridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, vamos lá, por ordem analfabética de nome:&lt;br /&gt;Um abraço efusivo pras mina Tereza, Juliana-Fofa, Fabiana-Linda-Leve-E-Solta, Soraia, Maria Aparecida, Janayna, Silvia, Jane, Inês e pros mano Zé Márcio, Marcelo, (H.) Romeu (Pinto), Ibsen, Itamar, Alam e Márcio.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-115440840998885280?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/115440840998885280/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=115440840998885280' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/115440840998885280'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/115440840998885280'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2006/07/71-tokkou-sobrevivi-para-contar.html' title='71º Tokkou - Sobrevivi para contar'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-114281693034822181</id><published>2006-03-19T22:06:00.000-03:00</published><updated>2007-02-06T00:03:04.640-02:00</updated><title type='text'>'O bem e o mal', estrelando Anakin Skywalker, Roberto Jefferson, Raul Seixas e  Jack Bauer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Nota do blogueiro:&lt;br /&gt;----------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A idéia central do post abaixo foi concebida em junho de 2005.&lt;br /&gt;Deixei ele engavetado por pura preguiça de finalizá-lo. Só hoje, meses depois, o fiz, pois não queria deixar passar em branco o registro de impressões por mim abstraídas a partir do filme 'Star Wars'.&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existe uma tendência inerente à natureza humana que é classificar pessoas e ações como sendo do ‘Bem’ ou do ‘Mal’. Ao assistir o último episódio da recente trilogia de ‘Star Wars’, lembrei de situações reais e fictícias que abordam, direta ou indiretamente, esta tendência maniqueísta do ser humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A masturbação boteco-filosófica começou quando eu estava em Santos e chamei o Lucas - não o George, dono da marca “Star Wars”, mas sim o meu sobrinho e melhor amigo de 15 anos, que mora em Santos – para assistir à badaladíssima película. No início do filme muita ação, muitos efeitos especiais, cenas de luta, enfim clichês típicos de filmes de ação. Para mim, o melhor estaria por vir: a trama psico-emocional, o grande mote deste terceiro e último episódio que encerra esta trilogia. Como teria o jovem Anakin passado para o lado sombrio da força? A bem da verdade, os jedis, o lado do bem, nunca engoliram o jovem Anakin. As suspeitas se confirmaram quando ele abandonou o barco do ‘Bem’ e passou a integrar o elenco do ‘Mal’, a pretexto de salvar a sua amada Padme – papel interpretado pela maravilhosa Natalie Portman, provando que também se sai bem em blockbusters; ela esteve em Closer, lembra? Tadinho do Anakin. Ele só fez por amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fora das telas, direto para o Planalto Central, mais especificamente para a CPI dos correios, o ‘nobre’ deputado Roberto Jefferson atira a sua metralhadora de denúncias para todos os lados. Adotando a estratégia ‘a melhor defesa é o ataque’, o ‘digníssimo’ traz à tona, via TV Senado, o lado podre (sombrio) do governo Lula. O PT, outrora porta-voz da indignação do povo brasileiro, chegou ao poder, usa e abusa do tráfico de influências e se lambuza nos favos da corrupção. E o populista Roberto Jefferson assumiu para si o papel de paladino da justiça. Lula, totalmente perdido, parece hibernar como um urso no inverno. Os papéis se inverteram. O PT de Lula agora é do mal e o direitista Roberto Jefferson é do bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saltando para a música, neste mês várias homenagens estão sendo rendidas a Raul Seixas. O maluco-beleza faria 60 anos se vivo fosse. Seu parceiro no auge da fama, Paulo Coelho, hoje é membro da Academia Brasileira de Letras. Quanta ironia: Raul está morto e Paulo Coelho é um ‘imortal’. Existe uma passagem interessante no livro ‘As Valquírias’, em que o Paulo Coelho conta que ele e o Raul ‘brincavam’ com magia negra. No bojo da psicodelia hippie nos anos 70, eles só queriam experimentar e achavam que os rituais da Sociedade Alternativa não teriam maiores conseqüências. Segundo Paulo Coelho, os dois foram chamados a prestar contas com o lado sombrio. Paulo Coelho implorou clemência ao ‘lado do Bem’ e, a julgar pelo estrondoso sucesso mundial de sua literatura questionável, se deu muito ... bem, obrigado. Já o Raul, morreu de forma inglória, consumido pelas drogas e álcool. Morreu fisicamente, pois continua muito vivo dentro daqueles que não se cansam de pedir nos shows ‘toca Raul’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E este textículo não poderia terminar sem ele, o meu herói contemporâneo: Jack Bauer. Como diz o (competente) colunista deslumbrado Lúcio Ribeiro, o seriado ’24 horas’ se autoplageia a todo instante, mas continua surpreendendo. Bacana, muito bacana. Impressiona, nesta temporada, as referências ao atual momento mundial, principalmente à síndrome do medo terrorista do povo americano. Num dos episódios, o ‘Air Force One’ avião do presidente, é atingido por um caça invisível aos radares, roubado por uma facção terrorista. Totalmente despreparado para o cargo, o vice-presidente assume o comando. Aliás, este vice lembra muito o Bush, um pseudo-líder sem pulso forte para comandar uma nação em momentos difíceis. A única fonte que poderia levar ao líder terrorista Marwan, não pode ser interrogada devido à intervenção da Anistia Internacional a seu favor. Convocam então o cagão presidente em exercício para autorizar o interrogatório – entenda-se tortura – passando por cima da Anistia Internacional. O cagão vacila e pede tempo. Sabe aquela opção dos softwares que rodam sob o Windows, ‘save as’? Pois é! O vice-presidente segue um lema quase parecido: ‘save my ass’. Olha só a situação: a Anistia Internacional, que supostamente é do ‘Bem’ protege o suposto ‘Mal’ e o presidente americano, ‘ do Bem’ fica em cima do muro. Quem salvará o mundo - entenda-se Estados Unidos da América - do terrorismo? Jack Bauer, é claro!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria Einstein – se é que disse - tudo é relativo! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-114281693034822181?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/114281693034822181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=114281693034822181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/114281693034822181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/114281693034822181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2006/03/o-bem-e-o-mal-estrelando-anakin.html' title='&apos;O bem e o mal&apos;, estrelando Anakin Skywalker, Roberto Jefferson, Raul Seixas e  Jack Bauer'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-113617094037182883</id><published>2006-01-02T00:51:00.000-02:00</published><updated>2006-01-02T01:25:30.850-02:00</updated><title type='text'>Depoimento de um vitimado pela síndrome de TP4</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Fui apresentado ao Trash Pour 4 no 'Vozes do Brasil'. No início, achei um pouco estranho 'How Deep Your Love' fazendo a trilha da entrevista com o Gustavo. Afinal, o 'Vozes' é um programa de música brasileira. Quando soube que uma da vozes do dueto em 'How Deep...' era a da Ceumar, fiquei curioso. Ainda mais, quando a Patrícia Palumbo falou que a Ná Ozzetti e o Rubi também faziam participações no CD. Precisa mais? Daí, entrei para a comunidade do Orkut, comprei o CD e li várias notas sobre a banda, inclusive a matéria assinada pela (anfitriã) Patrícia Palumbo, na revista TPM.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De repente, tudo fez sentido na minha vida. Agradeço do fundo do meu coração ao TP4 por 'reinventar' algumas músicas que estavam empoeiradas lá na parede da memória ou no eterno e imutável top 100 da Antena 1. Como que num toque de mágica, do tosco fez-se o sofisticado. 'Take On Me', por exemplo. Eu simplesmente detestava aquele tecladinho estridentemente irritante, bem característico das bandas dos 80s'. O TP4 o substituiu por um delicioso trompete(?) no finalzinho. Very cool! E o que dizer de 'A Little Respect', do Erasure? Quem poderia imaginar que um hit do início da era 'house' poderia se transformar numa baladinha lírica? Lindo! Maravilhoso! Ops, se empolguei e desbundei! E, para a minha surpresa, lá no pocket show da livraria da Vila, me reencontrei com outras 3 pérolas do cancioneiro pop, enquanto standards do imaginário inconsciente coletivo, a nível de Jung (habla sério!):&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1) 'Careless Whispers', George Michael: tema da quinzena de ferragens e ferramentas do Mappin.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2) 'All That She Wants' do Ace of Base: esta banda sueca emplacou vários hits no 'American Top 40' em 1996; by the way, tem um episódio hilário do South Park que cita a banda.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3) 'Walk Like An Egyptian', Bangles: o violão-cítara ficou simplesmente SEN-SA-CIO-NAL (espero ter separado corretamente as sílabas).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na minha singela e míope visão, o grande achado do TP4 é 'trazer à superfície' a beleza das canções que existe por traz de arranjos muitas vezes descartáveis. Ao easy-listening acrescentou-se um swing irresistível. Sei lá, mil coisas! Hoje eu sou mais um feliz 'addicted' em TP4. Seja no carro ou em casa, eu não consigo parar de escutar e cantar (sic!) as músicas do Recycle Vol. 1. Num ano de gratas descobertas para mim - a turma do 'Canto de Cozinha' (Ceumar, Gero Camilo, Rubi, Tata Fernandes e Kléber Albuquerque), Estúdio Nova Dança, etc -, ouso dizer (escrever) que o TP4 fechou com chave de ouro o ano de 2005. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;NATÁLIA PARA PRESIDENTE! Já e agora! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E Mariá para 1ª. ministra, como sugeriu um moço parlamentarista lá do Orkut.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-113617094037182883?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/113617094037182883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=113617094037182883' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/113617094037182883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/113617094037182883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2006/01/depoimento-de-um-vitimado-pela-sndrome.html' title='Depoimento de um vitimado pela síndrome de TP4'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-113605565526666801</id><published>2005-12-31T16:53:00.000-02:00</published><updated>2006-01-01T22:52:52.640-02:00</updated><title type='text'>Capitão Mauro Jorge Kirk x Dulce-Maria  - Oba! Passei de ano</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ontem (30/12/2005), enquanto eu caminhava pela Paulista pré-Reveillon, ainda sob o efeito de mais uma ‘defesa de tese’ lá no trabalho, lembrei de um episódio de 'Jornada nas Estrelas' na sua versão clássica, que encontra alguns pontos de intersecção com a defesa de tese citada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tal episódio, para salvar a sua pele e a da tripulação da Enterprise, o capitão Kirk tem que convencer um robô de que a espécie humana é viável. Mas o robô, como qualquer máquina, só processa as informações para as quais foi programado. Então, o capitão Kirk, safo como só ele, utiliza os argumentos do próprio robô para colocá-lo em situações de contradição. Daí, a ‘lata de sardinha’, como diria o afetado sr. Smith (‘Perdidos no Espaço’), se perdeu em questões existenciais cibernéticas e se autodestruiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora bolas! Afinal, o que tem a ver o cú com as ‘carça’?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que atualmente eu presto serviço para a Dulce-Maria – o hífen no nome é para realçar o nome composto, em alusão às personagens de novela mexicana. E ela se enquadrou bem no papel de robô e eu no de capitão Kirk, na última defesa de tese do ano. Depois de provar por ‘A mais B’, pela enésima vez, que não havia erro de construção de projeto, eu me imaginei proferindo as frases que ela mais repete, e que cabiam perfeitamente no contexto. Quais sejam:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Não foi isso que combinamos.&lt;br /&gt;2) Isto não estava na proposta [técnica].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, os argumentos utilizados por ela 99,9753 % das vezes à revelia e sem fundamento, se voltou contra a própria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirante os stresses desnecessários, rendo os meus sinceros agradecimentos à dona Maria por ter-me dado a oportunidade de passar de ano em duas matérias que sempre foram uma pedra nos meus tênis Bamba, Nike, Adidas e Reebok: tolerância e assertividade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Numa observação o mais isenta possível da minha parte, a dona Maria é uma profissional medíocre. E aqui não existe a intenção de avaliar, julgar ou diminuir alguém. Até porque eu acredito que as pessoas podem melhorar e evoluir. Mas, primeiro, é preciso ter consciência das próprias deficiências e querer mudar. A questão é que neste caso, a mediocridade técnica, aliada a um descontrole emocional abissal, resultam num ser extremamente agressivo e desagregador. Ela segue ao pé-da-letra aquele bordão de um destes programas de humor popularescos: ‘tolerância zero!’. Diante do grande desafio que se colocou à minha frente, fotografei a cena de várias ângulos, respirei fundo e adotei algumas estratégias para lidar com uma personalidade tão psicótica. Coisas do tipo: ser econômico nas palavras e evitar bate-bocas estéreis. Óbvio que as situações de conflito são desgastantes. Mas fugir delas é negar a chance de aprender; sem falsos discursos prontos e apologias ao sofrimento, for God’s sake! Tô fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrapondo-se à tolerância tendendo a zero da moça, elevei a minha graduação para 6,02 x 10 elevado a 23 u.t. (u.t. = unidades de tolerância no S.I. – Sistema Internacional; acabei de inventar) . Quando as estratégias por mim adotadas deixaram de ser eficazes porque sim, há limites, tudo desaguou num gesto simbólico de bater o telefone na cara . Olha a assertividade aí, gente! Depois desta ‘malcriação’, eu tô prestes a deixar a minha desequilibrada algoz. Por outro lado, a novela o ‘Direito de Sofrer’ encontrou na vida real a inspiração para uma personagem riquíssima em predicados comportamentais. A vida é assim mesmo, ganha-se de um lado e perde-se do outro. O mais importante é que em 2005 eu passei de ano em duas matérias. E em 2006 eu já penso em me matricular na matéria ‘desapego’ e prosseguir em ‘consciência corporal, enquanto expressão e extensão da psique humana’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;FELIZES ANOS NOVOS!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E VIVA ZAPATA!!! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-113605565526666801?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/113605565526666801/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=113605565526666801' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/113605565526666801'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/113605565526666801'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/12/capito-mauro-jorge-kirk-x-dulce-maria.html' title='Capitão Mauro Jorge Kirk x Dulce-Maria  - Oba! Passei de ano'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-112728014823830435</id><published>2005-09-21T06:23:00.000-03:00</published><updated>2005-09-21T03:45:19.816-03:00</updated><title type='text'>Parada Irada Vol. IV - Breve Histórico e Convocação Geral</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em março de 2002 estava eu passando mais um fim-de-semana em Santos, na casa da minha mãe. Seria aquele mais um, como tantos outros, exceto pelo nascimento do evento que virou marca registrada, qual seja, a 'Parada Irada'. Afinal o que é a tal parada? Nada mais é do que um passeio de bike de Santos ao Guarujá. A largada acontece em frente à Fonte Luminosa, na praia do Gonzaga, rumo à praia de Pernambuco no Guarujá, via orla da praia, cruzando o oceano Atlântico pela balsa da Ponta da Praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O insight para a criação do evento surgiu na sexta-feira que o precedeu. Aquele foi um dia de vários abends (abend = abnormal ended, termo criado pela IBM, que pode ser traduzido como pau de sistema, no mainframe) lá na empresa onde eu trabalhava na época. De repente, olhei ao redor e observei várias cabeças humanas confundidas com monitores de vídeo. Afinal, quem eram as máquinas e quem eram os humanos terráqueos naquele contexto? Apesar das formas e tamanhos diferentes, era difícil distinguir quem era quem. Diante daquela inquietação interna, assim que a situação acalmou, percebi que o universo me incumbira de uma missão. Foi aí então que enviei uma mensagem pelo correio interno da empresa convocando todos para um passeio de bike. Por que este tipo programa e não outro? Porque considero a bicicleta um meio saudável e agradável de integração do homem com o meio ambiente. E, pessoalmente, muitas boas memórias me vêm da época em que a magrela era a minha companheira inseparável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não perdi tempo e agendei para o domingo daquele fim-de-semana que se iniciava. Só que eu precisava de um toque de marketing, algum rótulo fantasioso que revestisse um mero passeio de bike num evento, digamos, atrativo. Daí brotou o nome 'Parada Irada'. Naquela primeira edição ninguém compareceu e só eu participei. Na segunda edição, em 2003, estendi o convite para pessoas do meu convívio, além do trabalho. Novamente ninguém compareceu. Enfim, no ano passado, o grupo de amigos caminhantes de Santiago compareceu. Batemos o recorde de participantes. O número de participantes aumentou em 7 vezes, eu incluso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, deputado(a), de 2002 para cá, muita água rolou por debaixo da ponte. No meu microcosmos, fui acometido por uma paixão efêmera, por momentos de euforia, depressão, descobertas e redescobertas, mudanças profissionais e outras. No Brasil, o PT chegou e naufraga no poder, fomos tetracampões no futebol e o vôlei masculino conquistou a tríplice coroa (Mundial, Olimpíada e Liga Mundial). Mas, durante todo este tempo, a chama da 'Parada Irada' permanece acesa. É certo que o evento passa por pequenos ajustes, visando se aperfeiçoar e aglutinar mais participantes. Por exemplo, a partir da segunda edição, em 2003, o percurso foi ampliado da praia da Enseada até a de Pernambuco. A data do evento também sofreu alteração e passou a seguir o calendário do GP Brasil de Fórmula I. E, a partir deste ano, o horário da largada será alterado, com o intuito de dar mais tempo para quem vem de fora chegar: de 10:51h para 11:07h.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conto com a sua presença,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos Pereira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contato: (11) 9743-3394 / 3242-7427&lt;br /&gt;(13) 3239-1955&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S.: abaixo o texto da chamada sonora da Parada Irada Vol. IV, gravada pelo Figgipi-Anddgrrè&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;num arquivo MP3:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Pá-Pá-Pá-Parada Irada, Volume QUATRO, QUAtro, QUatro, quatro (simulação do efeito de eco)&lt;br /&gt;Local: Fonte Luminosa, Gonzaga, Santos - São Paulo&lt;br /&gt;Data : 25 de setembro de 2005, domingo Horário: 11:07h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VOCÊ NUNCA VIU NADA IGUAL!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convide os amigos, parentes, amados, amantes.&lt;br /&gt;Não fique fora do maior espetáculo da Terra sobre 2 rodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PARADA IRADA, O EVENTO CICLÍSTICO DO ANO! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-112728014823830435?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/112728014823830435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=112728014823830435' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/112728014823830435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/112728014823830435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/09/parada-irada-vol-iv-breve-histrico-e.html' title='Parada Irada Vol. IV - Breve Histórico e Convocação Geral'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-111862362539800639</id><published>2005-06-12T21:22:00.000-03:00</published><updated>2005-06-16T21:51:24.710-03:00</updated><title type='text'>Dia dos namorados - "Super on-line, o texto"</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Comunicado à nação&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por ocasião do dia dos namorados, transcrevo aqui um dos textos escritos originalmente para o extinto ego-site-pop-adolescente do Figgipi-Andgggrè, meu primo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora está tudo muito claro à minha frente. Passados dois anos, percebo que ela só estava interessada no meu corpinho marrom-bombom. Pois é! Mulheres são todas iguais. Quando conseguem o seu intento, nos abandonam assim como um palito de sorvete, após ter sido chupado. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abaixo à exploração sentimental!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Amazonia é nossa!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E viva Zapata! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Super on-line, o texto&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para completar a tríade "Super Homem, o filme", (estrelando Christopher Reeve), "Super Homem, a canção", (by Gilberto Gil), tem início a saga deste que vos escreve (Marcos Pereira on-line), "Super on-line, o texto". Confesso; forcei um pouco no "on-line". Licenças apaixonadas são aceitáveis; haverás de concordar ao longo deste texto, caro internauta. Anyway, dando prosseguimento a séria série "a vida tem dessas coisas", no bojo das questões humberto-existencialistas (vide verbo "humbertar", lá embaixo), acredito que a vida deve ser fruída a cada momento, em toda a sua plenitude. Cada gesto, cada cenário, cada palavra dita, devem ser entendidos e valorizados como únicos. Senão, a vida não passa de uma sucessão de repetitivos acontecimentos sem sentido, seguindo um roteiro padrão: acordar, levantar, trabalhar/estudar, comer, ver TV, fazer as necessidades fisiológicas e, ..., ponto! Há que se encontrar poesia no dia-a-dia, por mais insossa que a realidade possa se nos apresentar. A vida é cheia de metáforas, basta percebê-las. Just look around. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Vamos ao ponto, sem meandros (e "meonardos"). Se aproximava, então, o dia 12 de junho de 2003, dia dos namorados. Esta questão sempre foi mal resolvida na minha cabeça. Permita-me, dileto internauta, uma pausa reflexivo-terapêutica, à guisa de esclarecimento, no bojo da questão preletário-pequeno-burguesa. Durante parte da minha vida, procurei respostas em valores que me foram colocados como caminho para a felicidade. E eles incluíam basicamente estabilidade financeira e um modo de vida família-padrão. Contrariando a minha natureza, achei por bem seguir o "exército da salvação" e lá fui eu. And, I did the best that I could. But, o tempo passava e viagens externas e internas não me faziam ver sentido naquilo que eu comprara, a título compulsório. Lembro de uma passagem do filme "O Expresso da meia-noite", que me marcou bastante, em que o protagonista, Billy Hayes, numa determinada situação, teve um insight e, a partir dali, encontrou forças para mudar o seu destino. No meu caso, precisava de inimigos reais e fictícios para cumprir o meu legado. Alguns deles: classe média pequeno-burguesa, capitalismo e Microsoft. Por ironia do destino, querendo ou não, tornei-me mais um da classe - qualquer semelhança com um partido político cuja sigla começa com "P", termina com "T" e não tem letra no meio, é mera coincidência. Como lidar diante desta antítese existencial? Resposta: me despir de um monte de preconceitos e deixar o rio correr tranquilamente, sem tantas cobranças pessoais. As armas das quais precisei foram-me muito úteis, mas não o eram mais. Começava ali a fase de retorno de Orion, que teve início aos 29 anos e 711 dias de idade, período astral em que Orion se alinhou com Urano e Plutão. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Backing to reality, eis que surge uma pequena (moça) que vibra na mesma freqüência de ressonância do meu ser (enquanto humano, mano) e faz balançar as pontes de Madison do meu coração. Houve algumas pequenas (e grandes também), antes, mas desta vez eu estava disposto a embarcar no trem. Convencionarei chamá-la de "Gama", alusão à letra grega, empregada aqui, no bojo da paixonite. I couldn't get her out of my mind. A cada contato (sem tato), uma nova identificação e a vontade crescia como tinha de ser. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Simbolismos à parte, era dia 12 de junho, dia perfeito para eu me declarar. E eu via sinais por toda parte. Por exemplo, naquele dia encontrei o Messias duas vezes; fato raro, principalmente porque ele aparece apenas uma vez por semana e, na segunda vez que o vi, foi fora da empresa. Este Messias não é o Salvador, é o coordenador da área de simulação lá do trabalho. De qualquer forma, era o Messias. Prosseguindo com a minha saga, lancei mão dos recursos dos quais dispunha, cartão eletrônico na internet, CD, coração de apertar, coração de chocalate, etc. Só faltou o coração de melão tão propalado pelo mega-brega-star Nahin, nos idos dos anos 80. Porém, no roteiro que escrevi, apenas a minha parte estava ensaiada, mesmo porque só eu conhecia o enredo do filme. Resultado final: meu plano mirabolante foi um fiasco. Enfim, não rolou. Calma lá! Nem tudo estava perdido, afinal eu sou fruto de um espermatozóide que venceu a disputada corrida no ato da concepção. Não iria me entregar, desistir tão facilmente. Mas, naquela hora, só queria não pensar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Caí na night, chacoalhei a noite inteira ao som do top DJ Marky, (The best drum´n bass DJ of the planet, um brazuca, fala sério!) e seus convidados no clube "Lov.e" (agora que escrevi, percebi que até o nome do lugar remete à egrégora daquele momento). Já que estava lá mesmo, faço um reconhecimento visual no recinto para tentar algumas abordagens. Tentativa 1, A11. Água! Tentativa 2, D17. Oba! Acertei um submarino. Na mais pura base da brincadeira (eu nem consegui conter um risinho de canto), perguntei à moça: "Você vem sempre aqui?". E não é que ela (cor)respondeu! Bom, o papo seguiu água com açúcar, até ela invocar Jesus, o Cristo. Papo evangélico! Naquela altura do campeonato! Definitly, I'm completely out! Por acaso, meu olhar cruza a mesa de som e avisto o Marky reluzindo em meio às pickups. Eu não queria nem Jesus, nem Genésio, o meu salvador foi o DJ - bem aventurados os clubbers, deles será o reino das baladas. Volto pra pista e fico lá até às 5:47h. Foi uma verdadeira maratona bionergética. Detalhe, eu só bebi uma dose de conhaque, correspondente ao valor da consumação mínima e uma garrafinha de água mineral. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Decido cair fora, depois de horas submetido a altíssimos níveis decibéicos. Entro no carro, ligo o rádio e o som estava esquisito, sem graves e agudos, apenas médios medíocres. Troco de estação, mudo para CD, mudo de CD e nada; continua aquele sonzinho chocho. Que agonia! Triste constatação, o meu aparelho auditivo estava temporiamente com defeito. Será que estaria condenado a usar o Vienaton? Era como se todas as faixas de frequência de um equalizador gráfico estivessem em 0 db e eu, impotente, sem acesso aos controles. No caminho de volta, desvio para a praça do Por do Sol (Pinheiros, São Paulo), mas ele (Sol) não aparece. Faz sentido; o astro-rei deve ir para a praça só no fim da tarde. Olho para o celular e o visor acusa uma mensagem na caixa postal. Recebo um convite para comparecer cedo ao trabalho porque havia baixado uma determinação do Olimpo (cúpula da empresa). Oh vida! Sozinho, surdo e sem dormir há horas. Passo em casa, tomo um banho rápido e vou pro trabalho. Percebeste que passaram-se 24 horas? Já era dia 13, sexta-feira. Durante o dia, foi difícil administrar o emocional, dolorido, o físico, combalido e, ainda por cima, o stress no trabalho. Mas continuava ali, strong and still alive. No Outlook leio um e-mail truncado dela. Ligo para "Gama" e combinamos nos encontrar para discutir a relação. Tá curioso pra saber o desfecho? Sorry! Paro por aqui! O recado que queria dar já foi transmitido. No bojo do raciocínio inicial, finais felizes são legais na ficção. Mas, prefiro e busco acreditar que existe o "durante feliz". Além do mais, final, ainda que feliz, indica o fim. E se tudo termina, pra que a felicidade? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;No total, contabilizei 44 horas ininterruptas on-line, no ar. Recadinho para o Jack Bauer (24 horas) e para aquele banco (30 horas): o meu dia teve 44 horas, eu superei vocês. E por uma causa hiper-ultra-nobre, a paixão! Einstein estava certo. Na curvatura do espaço-tempo, o tempo dilata, principalmente para os apaixonados, que até ouvem estrelas (Olavo Bilac). No bojo da conclusão, o Super Homem fez a Terra girar ao contrário para voltar no tempo e salvar a Lois Lane, Gil musicou esta metáfora e eu, humildemente, à minha maneira, no meu microcosmo, fiz o dia dos namorados "dilatar" de 24 para 44 horas... por causa de uma mulher. Hasta la vista, baby!&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;P.S.-glossário:&lt;br /&gt;Humbertar: verbo derivado do nome do "músico-poeta-letrista-rebelde-cabeça" Humberto Gessinger, eterno engenheiro do Hawaii. Quando se elabora alguma idéia existencialista, geralmente oca, você está humbertando. Ex.: "Quem são eles?/ Quem eles pensam que são?", "Somos quem podemos ser / Sonhos que podemos ter". O verbo foi criado pelo Figgipi-Andgggrè.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-111862362539800639?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/111862362539800639/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=111862362539800639' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/111862362539800639'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/111862362539800639'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/06/dia-dos-namorados-super-on-line-o.html' title='Dia dos namorados - &quot;Super on-line, o texto&quot;'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-111682525783974252</id><published>2005-05-23T02:01:00.000-03:00</published><updated>2005-07-12T07:24:26.423-03:00</updated><title type='text'>Ocasos do acaso ou sincronidades, whatever it is!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aconteceu em janeiro. Demorei para publicar porque, a cada vez que lia, sentia necessidade de colocar mais detalhes com a intenção de conferir maior precisão ao relato. Parei de tentar e parí assim mesmo como está, sem tirar nem por. Certas impressões são muito individuais e a função do verbo pára por aí, na vã tentativa de materializar na escrita sensações indescritíveis . Here we go...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Coincidências sincrônicas me remetem à imagem de afluentes de um rio que, ao final do curso, convergem para o oceano. Hoje fui assistir a apresentação Cia. Nova Dança 4 chamado “Vias Expressas”. Qual não foi a minha surpresa quando encontrei a Tata Fernandes. Quem é a Tata Fernandes? Há uma semana eu não saberia a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiz um exercício de regressão para buscar a origem do fio condutor que me levou àquela apresentação. Marco zero: uma quarta-feira qualquer em que fui ao clube Homs para a minha confissão quinzenal. Aproveitando a proximidade, almocei no restaurante japonês do Extra da Brigadeiro. Enquanto aguardava o prato, folheava a Vejinha. A matéria de capa versava sobre atividades físicas alternativas às tradicionais academias de ginástica. Me chamou a atenção a proposta do Estúdio Nova Dança. Pois bem, anotei o endereço no verso do CV (comprovante de venda) e guardei na carteira. Meses depois (semana passada), liguei para lá a fim de saber mais detalhes. Após uma breve explicação, a moça do telefone me falou sobre o “Vias Expressas”. Segura aí esta ponta da história na memória.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas semanas atrás, zapeando a TV, me ative a uma minissérie cativante, um misto de vários contos do folclore brasileiro condensados numa história. Aos poucos a carismática menina Maria desafiando o ‘Coisa Ruim’ foi me ganhando. O ponto alto da trama se deu quando o ‘Coisa Ruim’, interpretado pelo Estênio Garcia, duelou num repente (uma espécie rap nordestino, ou seria o contrário?) com a pequena Maria. E quem ditava o ritmo do pandeiro? O personagem Zé Candeia. Ah! O ‘Coisa Ruim’ se engasgou com as palavras e a Maria venceu o duelo. Como prêmio, o Zé Candeia teve devolvida a sua sombra, que havia sido confiscada em troca de um sanduíche. Segura esta outra ponta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira, 20 de janeiro de 2005. Embacei pra caramba em casa e acabei saindo lá pelas 12:23h para as minhas merecidas e minguadas férias de meia-semana. Estava atrasado e ainda precisava passar na ‘embaixada’ da (ex) União Soviética para pegar o meu saco de dormir. No caminho, sintonizei os programas do horário no rádio: o “Pânico” na Jovem Pan e o “Vozes do Brasil” na Eldorado. No Pânico a convidada era uma argentina ex-big brother, detentora de uma voz estridente irritantíssima. Contrastando diametralmente, no “Vozes”, a Ceumar com a sua afinada e doce voz, dava uma canja, acompanhada do grupo “Canto de Cozinha”. Eles estavam na rádio para divulgar o show a ser realizado naquele fim-de-semana. Que demais! Numa das músicas, um dos integrantes do grupo declamou a historinha de um moço que espiava as mercadorias de uma loja, daquelas que vende de tudo, de comida a CDs. No meio das prateleiras ele encontrou e se encantou com um livro de sonetos de Shakespeare. Mas o dinheiro que o moço contava no bolso era a quantia justa para o pagamento do aluguel que estava por vencer e, coincidentemente também era o preço do livro. Ó dúvida cruel! Shakespeare ou o aluguel? O moço optou por Shakespeare. Naquela noite ele não saberia se teria nova guarida, mas pelo menos a sua alma dormiria mais leve. Bela e romântica escolha! Por estas e outras gratas surpresas eu ainda continuo fanático pelo meio rádio. O simples click de um botão é capaz de estabelecer uma conexão para o mundo mágico da imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando à Terra, eu segui adiante rumo ao litoral norte. Naquela noite pousei no albergue de Maresias e, na manhã seguinte, rumei mais para o norte. Subi a serra de Ubatuba com o cu na mão, pois aquela estrada é cheia de curvas-cotovelo, bastante íngremes e ainda por cima uma serração nebulosa dificultava a visão. Com o coração palpitante cheguei no meio da serra e aportei em São Luis do Paraitinga, uma aprazível cidade que parece ter sido construída com kits de brinquedo. Lá a arquitetura é mais horizontal que vertical; os raros prédios têm poucos andares e as casas, coladas umas nas outras, são bastante coloridas. Como naquelas cidades do velho oeste, os pontos comerciais e órgãos públicos são identificados com letreiros toscos, em madeira, com dizeres tais como “Delegacia de Polícia” e “Bar do Roberto”. Para minha sorte, naquela sexta-feira começava o tradicional concurso de marchinhas que antecede o carnaval na cidade. O tempo estava instável, sujeito a chuvas e trovoadas no decorrer do período. Choveu, parou, choveu, parou, mas o público não arredou pé e o concurso continuou noite adentro. No dia seguinte já era sábado e optei por ir para Santos via Rio-Santos. Subvertendo um pouco a letra do rei Roberto, o Carlos, o súdito aqui arrisca os versos a seguir: ‘Se você pretende saber quem eu sou, eu posso lhe dizer. Entre no meu carro e na estrada Rio-Santos você vai me conhecer...’. Esta estrada foi palco de um período de descobertas rodoviárias por mim e pelo meu amigão Flexa. Por sinal, demos muito carona, mas não comemos ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No domingo eu já estava de volta a São Paulo. Cuecas e mais cuecas lavadas depois, fui ao Centro Cultural assistir a Ceumar e o grupo “Canto de Cozinha” e, vejam só quem era o moço que declamou a historinha dos sonetos de Shakespeare? O Gero, o mesmo que interpretou o “Zé Candeia” da minissérie “Um Dia de Maria”. Além de ator o cara também investe na seara musical. No repertório da apresentação não esqueço de uma música que dizia assim: ‘Polícia não persiga os bichos de pelúcia”, com direito a citação de “Polícia” dos Titãs. Outra: “A liberdade, a liberdade, a liberdade é do tamanho da corrente”. Saí de lá em estado de êxtase. ‘Canto de Cozinha’, o nome do grupo, não é um nome gratuito, trata-se de um trocadilho. Parte dos instrumentos musicais do grupo são utensílios de cozinha. Por exemplo, um garfo batendo no prato como que espumando um ovo para fazer omeletes ou um bule despejando água numa bacia. O melhor é que o resultado sonoro soava musicalmente agradável aos ouvidos, sem aquelas esquisitices típicas de experimentalismos vazios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí hoje, quase uma semana depois, eu fui ver o espetáculo “Vias Expressas” da “Cia. Nova Dança 4”. À medida que adentrava no espaço, uma voz familiar se descortinava por entre as salas do Estúdio Nova Dança. E quem estava lá cantando “Liberdade, liberdade, liberdade”? Ora bolas! Ela, a minha musa do mês de janeiro, a Tata Fernandes, autora das músicas destacadas acima. A Tata participou da parte musical do “Vias Expressas”, um espetáculo músico-teatral-dinâmico-performático-itinerante, em que os atores passeiam pelas várias salas do espaço, criando cenas improvisadas. E o público acaba participando, ao acompanhar as várias performances que vão se desenrolando pelos ambientes. Muito movimento, música, conversas às vezes esquisitas e desconexas, outras cabeça e profundas e outras engraçadas. No final, eu estava tão deslumbrado com a apresentação que venci a timidez e abordei a Tata Fernandes para expressar a minha admiração pelo trabalho dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;This is it! Nesta longa estrada da vida (vou correndo e não posso... pppparar), quando o improvável e o imponderável assumem o comando, situações a princípio isoladas podem construir um belo mosaico. Uma minissérie aqui, um programa de rádio acolá e, no final, as partes se juntaram e deram um colorido todo especial àqueles dias. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-111682525783974252?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/111682525783974252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=111682525783974252' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/111682525783974252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/111682525783974252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/05/ocasos-do-acaso-ou-sincronidades.html' title='Ocasos do acaso ou sincronidades, whatever it is!'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-111538582663275647</id><published>2005-05-06T10:09:00.000-03:00</published><updated>2005-05-06T10:31:48.726-03:00</updated><title type='text'>Três letras/símbolos : MDC, MMC, S&amp;M, ELO</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O texto abaixo foi originalmente postado na página do grupo `Peregrinos Iluminados` do Yahoo, no ano passado. No bojo dos textos de `feliz aniversário`, reproduzo aqui a mensagem inicial e o texto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Aniversário, Elô!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Olá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava fora do ar por motivos de ordem técnica. Felizmente, num esforço concentrado, consegui fazer chegar a mensagem à destinatária-aniversariante ainda a tempo.Escrevi o texto abaixo e dediquei a Elô, a aniversariante-protagonista do oásis-peregrino do qual tive a honra de compartilhar da companhia. Ou melhor, da jam session. Foi escrito de coração, com emoção! Lá vai...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quinta-feira, 22 de abril de 2004, preliminares de viagem.Momento de fazer o backlog do checklist para o hiking, obedecendo às normas compliance, para conseguir a melhor performance e atingir o goal, no bojo do extreme challenge. Atenção para a chamada: _Necessaire... Aqui! _ Pijama do Pateta... Presente! _Sunga de crochê... Ok! _CDs? Humm! Chega o momento de maior impasse. Quais CDs farão a trilha sonora da viagem? A tecnologia dos MP3 files facilitaram bastante o processo de seleção. Numa única mídia é possível armazenar algumas centenas de músicas. Ainda assim, pouco da minha coleção itinerante está convertida no formato.Da pilha de CDS, fui analisando um a um. Este é cool, aquele é disco-music, o outro punk, aquele outro é mineiro e por aí foi. De repente, deparei-me com um CD que não ouvia há tempos. Trata-se de uma compilação remasterizada dos dois primeiros LPs do “Secos &amp; Molhados” condensados num único CD. O grupo que revelou o Ney Matogrosso data de 1973, em pleno regime militar. Neste contexto histórico brazuca, imaginem um cara com vestes femininas, maquiado, rebolante e cantando com voz fina? Um desbunde total! A música “O Vira” toma de assalto as paradas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do alto da minha baixa estatura de criança de 5 anos, lembro do furor que aquele fenômeno musical e comportamental causou no mundode “gente grande”. Na esteira do sucesso do grupo, a TV Record veiculava um comercial em forma de desenho animado, imitando o grupo. A letra do gingle era mais ou menos assim: “A pulguinha dançando iê, iê, o pernilongo mordendo o meu bebê (ui!), e a noite inteira a traça passa, a roer, a roer. Nesta festa preciso por um fim, vou chamarDDDRIM DDDRIM. DDDRIM, DDDRIM, DD-DRIM!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À mesma época, Raul Seixas genialmente cantava “Tu és o MDC da minha”. Incrível como uma simples sigla carrega consigo algo que mil palavras não retratariam com tamanha concisão e expressividade! Mais ainda porque neste contexto foi empregada de forma diferente da usual. É a tal função poética que desloca o significado da palavra.Plagiando saudavelmente o exemplo, ouso dizer que a música é o MMC da minha vida. MMC é a abreviação para “Mínimo Múltiplo Comum”O MMC é de grande valia para o cálculo de operações aritméticas que envolvem fração; lembram da regrinha “divide pelo de baixo e multiplica pelo de cima”. O cálculo do MMC termina quando todos os algarismos são divididos por eles próprios e, consequentemente redundam no algarismo 1, que é o mínimo múltiplo comum de todos os números. Daí a relação com a música. Inevitavelmente existe uma correlação entre um assunto e uma música. Tudo acaba em música.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltemos aos Secos e Molhados. Num dos momentos mais críticos da minha perene existência nesta galáxia, participei de um oásis-peregrino no Caminho do Sol. O oásis-peregrino é uma (louvável) iniciativa do Denys e da Ângela, cujo objetivo é reabestecer aspessoas que estão percorrendo um caminho, com alimento para o corpo e alegria para a alma. Na prática, consiste em montar uma tenda cobrindo uma mesa com comes e bebes, cadeiras, colchonete com direito a massagem e outros adereços afins. Para os peregrinos que estãopercorrendo o caminho, é uma surpresa, um verdadeiro oásis no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por uma destas conjunções astrais inexplicáveis no plano darazão, lá estavam, entre alguns terráqueos, a Elô e um médico violeiro. Eu, debaixo da clássica árvore frondosa do caminho, tive o privilégio de ouvir uma jam session comandada por um médico violeiro (ou seria violeiro-médico?). Parecia que o violeiro tinha uma ligação direta entre o cérebro e os dedos, assim como o meu primoFiggipi-Andrè tem conexão direta entre o pensamento e o teclado do micro. O dedilhar do violeiro era um tanto quanto peculiar, como se acariasse as cordas do instrumento. E a Elô resplandecia, dando vazão a sua verve vocal. Havia ali uma cumplicidade cósmica entre osdois. Ela sugeria uma música, ele acompanhava; e vice-versa: ele dava o tom e ela correspondia. Entre Ednardos, Toms e Tarancóns, Secos &amp;Molhados, em especial, me marcou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexta-feira, 23 de abril de 2004, dia da viagem. Depois devários contratempos (desarranjo intestinal, pane mecânica), enfim, consegui cair na estrada. Na pseudo cabine de DJ em que o meu carro se transforma, saquei do saco de CDs o do S&amp;amp;M. Do nada, chorei de emoção ao lembrar daquele domingo do oásis. Passado, presente, tristeza, alegria, vários flashes passaram pela minha mente aos simples acordes de “Sangue Latino”, “O Patrão Nosso de Cada Dia”e “Fala”, entre outras. Em tempos de velocidade, interatividade, tudo ao mesmo tempo agora, foi ótimo, lembrar que o mundo, ainda que por alguns instantes, parou naquele domingo para ouvir a sua voz, Elô. Não havia tempo nem espaço, apenas o momento para desfrutar daquela sensação de prazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No bojo da Linguística, no plano do conteúdo (pensamento),dedico este blábláblá a você, Elô. No plano da expressão (matéria) estou “fazendo” o seu presente de aniversário. Naquele dia, você fez a diferença. Sem dúvida, aquele momento foi direto, non-stop, sem escalas, para a minha coleção “gostoso como a vida deve ser”.Feliz aniversário!!! Muitos anos felizes de vida!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos Pereira on-line&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: O MMC de ELO, poderia ser a abreviação de Eletric Light Orchestra, uma banda de pop-rock dos anos 70/80 que tocava muito na Difusora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. II: No seu aniversário, com a devida licença poética-fraternal, ELO poderia ser a abreviação de Eu Love Ocê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S III. 8 de maio é o dia da vitória. E viva Zapata!!! E a luta continua, companheiro(a)(s)!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S IV: Ela mais uma vez me persegue, a sincronicidade. Acabando de escrever este texto, fiquei sabendo que o CD dos Secos &amp; Molhados está numa lista publicada na revista Playboy. Entre os CDs fundamentais eleitos pelo jornalista Thales de Menezes, S&amp;amp;M é o único nacional. A lista é encabeçada pelo Clash. Sintomaticamente, a revista Zero deste mês traz uma matéria sobre o S&amp;M.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S V: Brincando com siglas, S&amp;amp;M teria algo a ver com sado-masoquista?!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-111538582663275647?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/111538582663275647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=111538582663275647' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/111538582663275647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/111538582663275647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/05/trs-letrassmbolos-mdc-mmc-sm-elo.html' title='Três letras/símbolos : MDC, MMC, S&amp;M, ELO'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-111275523581947915</id><published>2005-04-06T03:37:00.000-03:00</published><updated>2005-04-08T07:57:37.663-03:00</updated><title type='text'>A Suzana, o presente do tio Mané e o Tom Zé</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O presente do tio Mané começou a ser gestado, sem que eu me desse conta, na noite de um dia duro de trabalho. Cá na minha profissão, padeço de um cansaço, por vezes crônico. Quando ele (o cansaço) me consome em níveis críticos, eu tento desligar o botão ‘power’ interno, ligando o power da TV, rádio e/ou Winamp. Neste estágio, a cabeça continua funcionando e ávida por informação áudio-visual, mesmo que esta não seja digerida na sua plenitude. Paulatinamente (adoro este advérbio), a mente cede e aquieta à medida que outros sons, imagens e vibrações desconstroem o anterior padrão de pensamento obsessivo que persistia em se repetir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele noite específica, deixei a TV ligada no programa Metrópolis da TV Cultura. Adormeci e lá pelas tantas fui ‘acordado’ por uma inusitada versão da clássica cantiga guarania ‘Índia’. Quando eu já quase desfalecia num sono profundo, um lindo arranjo de viola e uma voz feminina penetraram em meu inconsciente, provocando uma agradável sensação de prazer. O consciente entra em ação e ‘percebe’ que a música não vinha de um sonho e sim da TV. Ao me virar da cama para descobrir quem estava cantando, era tarde demais; o Metrópolis acabava de acabar. No dia seguinte enviei um e-mail para o programa e eles me responderam que a dona da voz que me acordou é a Suzana Salles. Nunca ouvira este nome antes. Procurei na internet e encontrei pouquíssimas referências sobre ela. Memorizei o nome da Suzana para comprar qualquer coisa dela na ‘Baratos Afins’, a loja especializada em MPB da galeria ‘dos mano’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde então já se passaram alguns meses até que, no fim-de-semana passado, no Guia da Folha, o nome da Suzana apareceu duas vezes. A primeira, anunciando as apresentações que ela faria na sexta e no sábado. Na sexta-feira fui conferir de perto lá na galeria Olido, centrão de São Paulo. Ufa! Após cruzar as calçadas coalhadas de bancadas de camelôs, consegui chegar são e salvo no endereço da avenida São João. Cheguei atrasado, mas exatamente na hora em que a Suzana cantava a bela ‘Índia’. Ela compartilhava o palco com um barítono de voz poderosa e um violeiro bastante competente no seu instrumento. Na saída, o CD com o repertório caipira do show estava à venda. Claro, pensei comigo mesmo! Eu estava diante do presente perfeito para o tio Mané, que faz aniversário no dia 9 de abril. E nem vou precisar dispender tempo em buscas frenéticas pelos shoppings da cidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda referência à Suzana no Guia era sobre a participação especial que ela faria no show de lançamento do novo CD ‘Estudando o Pagode – Na Opereta SegregaMulher e Amor’ do Tom Zé. Aí no sábado eu dei um pulo lá no (novo) Sesc Pinheiros. Figura estranha, representativa do tipo patinho feio, que voltou à cena pelas mãos do ‘mecenas’ David Byrne, Tom Zé foi ressuscitado artisticamente graças a um LP encontrado pelo ex-talking head, no meio de vários outros de samba. Daí em diante, o baiano foi catapultado para uma bem-sucedida carreira no exterior. Numa entrevista que ouvi no rádio, o Tom Zé revelou que se não fosse o aparecimento do David Byrne em sua vida, ele teria encerrado a carreira de cantor para trabalhar no posto de gasolina de seu primo, em Irará (BA), sua terra natal. Vejam só os caminhos e descaminhos do mundo. O outrora esquecido Tom Zé, uma das pilastras do Tropicalismo, foi trazido ‘de volta à vida’ num golpe do acaso. Os outros baianos tropicalistas (Gil, Caetano e cia.) que adoram aparecer na mídia, hoje perdem em prestígio para o Tom Zé, na Europa e nos Estados Unidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o show no Sesc? Qual não foi a minha surpresa quando vi a Suzana Salles (com o mesmo vestido colorido que trajava na galeria Olido, no dia anterior) dividindo praticamente todos os vocais com o Tom Zé?. Pensei que ela só faria apenas uma pontinha. Surpreendentemente, o repertório e a postura em palco em nada lembravam à bem comportada apresentação da moça no dia anterior (exceto pela roupa). Do singelo-caipira à vanguarda-tom-zeniana, a Suzana se mostrou bastante versátil e mandou muito bem em ambas as performances. E o Tom Zé, hein? Classifico o cara como um ‘maluco-beleza-cabeça’. No show, ele e a banda ‘intepretam’ as músicas, que são um manifesto contra o papel submisso, segundo o autor, da mulher na sociedade. E o pagode do título do CD entra aí como o primo-pobre da MPB, ou seja, outra instituição discriminada pelo meio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionante as letras do Tom Zé. Tratam-se de críticas contundentes às sociedades local e globalizada, a qual ele denomina ‘globarbarização’. No final, ele declama um texto retratando a triste realidade da prostituição infantil no nordeste do país, do ponto de vista de uma suposta menina-vítima explorada pelo turismo sexual. Nada que li, vi ou ouvi até hoje sobre o assunto foi capaz de causar tanta reflexão e repúdio em mim quanto aquele texto. Tom Zé é o cara! O ex-patinho feio que continua feio ... e mais instigante e criativo do que nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. No sábado, ao comprar o ingresso para o show do Tom Zé no Sesc Vila Mariana, no vão livre acontecia um show do grupo de samba-rock ‘Sambasonics’. Olhando de cima, a vocalista parecia ser uma loirinha. Ao descer as escadas, a loirinha se revelou uma loiraça. E ainda por cima cantava. E muito bem! Desde então, o meu sonho de consumo não é uma Ferrari e sim a loira Christina Herlander. Black is beautiful, blondie is amazing!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. II: E dá-lhe mais Tom Zé. Na segunda-feira ele foi o entrevistado do programa ‘Roda Viva’. Mais tarde, no Jornal da MTV, lá estava ele de novo sendo entrevistado pelo Rafa, o VJ mais cabeça-oca da MTV. Foi muito engraçado o contraste de duas figuras diametralmente opostas. De um lado o Rafa, confuso até mesmo para articular as perguntas e, do outro, o super-cabeça Tom Zé, viajando na maionese intelectual. Resultado: foi uma anti-entrevista. Não saiu coisa com coisa daquela conversa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S. III:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;FELIZ ANIVERSÁRIO, TIO MANÉ!!!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-111275523581947915?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/111275523581947915/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=111275523581947915' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/111275523581947915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/111275523581947915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/04/suzana-o-presente-do-tio-man-e-o-tom-z.html' title='A Suzana, o presente do tio Mané e o Tom Zé'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-111042147168413076</id><published>2005-03-09T23:08:00.000-03:00</published><updated>2007-02-06T00:06:54.090-02:00</updated><title type='text'>Black &amp; Jack - O vôlei venceu, a nação black cresceu  e  Jack Bauer ... chorou</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com um delay de alguns meses – note que muita coisa aconteceu desde então; o Brasil foi campeão olímpico no vôlei masculino e já começou a 4ª temporada do ‘24 Horas’ -, reproduzo aqui o texto que escrevi no ano passado (2004) sob efeito das sensações gozosas provocadas por temas que me tocam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desde adolescente sou um amante inveterado do voleibol. O esporte pode ser resumido a uma luta constante do homem contra a inexorável lei da gravidade. O princípio é básico: evitar que a bola toque o solo. Não há contato físico entre as equipes; o desafio é a própria superação. Para a nossa alegria, atualmente a seleção brasileira masculina desponta como o melhor time do mundo. Sob o comando do obstinado técnico Bernardinho, o time chegou em quase todas as finas dos campeonatos que disputou (com exceção do tropeço no Panamericano, quando perdeu para a inexpressiva Venezuela), vencendo a maioria dos títulos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem foi dia de outra final, desta vez na Liga Mundial de vôlei: Brasil x Itália. Dá gosto ver um time tão unido e vitorioso. Individualmente todos são feras e, coletivamente, o time joga por música, harmoniosamente, como uma valsa de Strauss. André Nascimento, com o seu característico e indefectível vôo rasante de pombo sem asa, detonou no ataque. Giba, o galinho de briga, todo estiloso com a sua tiara, anulou o enjoado canhoto Sartoretti no ataque do time italiano. Anderson é o nosso black power (sem cabelo). E dá-lhe potência no ataque! E viva a comunidade afro!!! Os atacantes de meio Gustavo e André Heller seguraram bem a onda, virando bolas importantes. E o Dante? O cara teve a missão de substituir o raçudo capitão Nalbert. E deu conta do recado direitinho. Sem esquecer do melhor líbero do mundo, o Sérgio “Escadinha”, defendendo bolas incríveis. Comandando como um maestro esta verdadeira orquestra, está o ousado e talentoso levantador Ricardinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Empolgado com a vitória do Brasil, fui passear num dos points-cabeça da galera paulistana descolada. Dentro do já tradicional ‘agosto negro’, a praça Benedito Calixto, em Pinheiros, abrigou um evento de hip-hop. Pretos brasileiros, inspirados nos afro-americanos lá do norte, exalavam energia. Num palco montado na praça, DJs se revezavam no comando das pickups. A galera vibrava com os chapantes scratchs e back-to-backs do DJ Milk. Ao lado do palco, numa mini quadra de basquete “os mano e as mina” com shortões uns dez números acima e camisetas estampando emblemas das equipes da NBA, disputavam um campeonato, mais fashion que propriamente esportivo. Numa das tendas armadas na praça, rolava uma black music espertíssima (50 cent, Fat Joe, B2K, Snoopy Dog) e duas TVs exibiam um vídeo com as sensacionais jogadas acrobáticas do Michael “Air” Jordan. Black is beatifull!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje é o day after, uma segunda-feira, “dia de branco” – abomino esta expressão; apenas a utilizei como recurso, no bojo da estilística do texto, para contrastar com o black do parágrafo anterior. Mais que uma segunda-feira comum, foi um dia gélido em São Paulo. Um frio cortante penetrava pelos poros, desrespeitando as jaquetas e casacos mais isolantes. Só me restava o consolo de esperar o dia passar, a noite chegar e Jack Bauer triunfar. Aquela seria a última hora, ou o último episódio da 3a. temporada do seriado “24 Horas” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois do meu super-herói clássico, o Superman, hoje foi o dia do meu super-herói contemporâneo e cosmopolita, Jack Bauer, salvar o mundo - entenda-se os E.U.A. - de uma epidemia virótica de proporções apocalípticas. Já repeti over and over sobre o enredo do seriado “24 horas”, mas não custa repetir mais uma. Durante um dia, Jack Bauer, um agente que trabalha para a agência antiterrorista UCT, é submetido a um turbilhão de situações limite. O mocinho salva o mundo sem, contudo, perder la ternura. O comovente é que desta vez, após finalizada a missão, ele chorou. Não é para menos, pois num período de 24 horas Jack Bauer foi obrigado, entre outras coisas, a executar o seu chefe e sacrificar a machadadas uma das mãos do seu colega-quase-genro. Foi um choro contido, preso, mas não menos comovente. Como nas anteriores, nesta terceira temporada, aconteceu de tudo. Jack começou o dia viciado em heroína, tomando vários picos na veia, e terminou chorando. Afinal, os super-heróis também choram sim senhor, meu amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rendo os meus sinceros agradecimentos aos meus ídolos que fizeram de um fim-de-semana e de uma segunda-feira fria e sonolenta de inverno, dias coloridos... e black também. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-111042147168413076?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/111042147168413076/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=111042147168413076' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/111042147168413076'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/111042147168413076'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/03/black-jack-o-vlei-venceu-nao-black.html' title='Black &amp; Jack - O vôlei venceu, a nação black cresceu  e  Jack Bauer ... chorou'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-110891380635970778</id><published>2005-02-20T05:39:00.000-03:00</published><updated>2005-02-20T22:49:10.913-03:00</updated><title type='text'>Beatle Day – Homenagem Póstuma ao Diosni</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Diosni. O nome dele era incomum, ele era incomum, éramos incomuns. Ele, meio descoordenado; eu, muito franzino. Nas aulas de educação física, na hora da formação dos times, éramos os últimos a serem escolhidos. Losers? Não! Apenas um pouco desajustados ao meio. Éramos pop precoces numa época em que os adolescentes normalmente jogavam bola, sabiam tudo de carros e motos e competiam no banheiro da escola para ver quem se masturbava mais. Em meio a tudo isto, ficávamos um pouco à margem, pois música era o nosso assunto favorito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conheci a discografia dos Beatles através do Diosni. Numa das contracapas dos LPs dos Beatles - se eu não me engano “Os Reis do Iê Iê Iê”, como foi batizado o “Please Please Me” aqui no Brasil - estavam ilustradas as capas de toda a discografia oficial dos Beatles. Aquele era o mapa da “Magical Mistery Tour” pelo fantástico mundo dos primórdios da música pop. De posse do mapa, todo mês ele ia lá na loja “A Musical” da praça Mauá, centro de Santos, comprar uma fita cassete da discografia. Depois de ouvir, ele me emprestava e trocávamos figurinhas a respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cursávamos, então, a 7ª série da escola Brás Cubas. A professora de inglês encomendou à classe um trabalho de tradução e interpretação de música. O destaque foi a apresentação do grupo do Roni . O afro-black-power-adolescente arranhava um violão e o grupo dele apresentou “Ebony and Ivory”, mega-sucesso da dupla Paul McCartney e Stevie Wonder. Qual música escolhemos? Ora bolas, não poderia ser outra senão uma dos “Fab Four”. O meu grupo éramos o Diosni, Mauro, Zé Roberto e eu. O Diosni e o Zé não se bicavam e viviam se agredindo. Pela facilidade da letra, escolhemos a música “All My Loving”. Esta o Diosni ainda não tinha adquirido. Então, alguém conseguiu o LP que continha a dita cuja e fomos lá pra casa do Zé Roberto, na rua Visconde de Farias (bairro Campo Grande, província de Santos). O Zé era de uma família burguesa e o irmão dele tinha uma puta aparelhagem de som Gradiente e Polivox. Gravamos a música numa fitinha BASF 60.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;13 de setembro de 1981. É chegado o dia da apresentação do trabalho. Óbvio que a apresentação acústica e ao vivo de “Ebony And Ivory” ganhou a professora. Todos os grupos que viriam depois teriam a árdua tarefa de cumprir tabela. Não fugimos à regra. Como aspirantes a beatlemaníacos, pelo menos naquele momento o Diosni e eu carregamos o time, ou melhor, o grupo nas costas. Principalmente porque a gravação de “All My Loving” é naquela linha de estéreo bem primário, em que num canal ficam os vocais e, no outro, os instrumentos. Quando tocado num aparelho mono, como aconteceu na sala de aula, a sobreposição dos canais direito e esquerdo produzem um efeito que lembra arranjo de karaokê, ou seja, os instrumentos “vêm” pra frente e os vocais ficam lá no fundo. Resultado: tosqueira total. As nossas vozes desafinadas e erros de pronúncia foram flagrantes. No final da apresentação, a sensação foi um misto de alívio com dever cumprido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começa 1982 e caímos na mesma classe, a 8ª A. De colega de escola, o Diosni se tornou meu amigo e até se aproximou da minha família. Antes da aula, ele passava lá em casa e fazia um social com os meus pais e minha irmã. Tudo caminhava bem até que, no início do 2º semestre, ele faltou vários dias seguidos na escola. Preocupado, fui atrás de notícias e fico sabendo da sua internação. Diagnóstico: disfunção renal. Como amigo mais próximo, naturalmente acabei me tornando o porta-voz, para a classe, da evolução do quadro clínico. A 8ª série encerrou um ciclo de forma tristonha. Comecei o colegial um tanto solitário: escola nova, gente nova, mundo novo e o melhor amigo em estado terminal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do hospital, a pedido dos seus pais, o Diosni foi levado pra casa. Passei alguns dias paralisado, sem coragem de visitá-lo. Quando decidi ir, era tarde demais. Como costumam dizer para as crianças, quando alguém morre, ele havia viajado no dia anterior. O Diosni veio a falecer no dia 20 de fevereiro de 1983 de insuficiência renal. Instituí no meu calendário esta data como o “Beatle Day”. Meses depois o meu pai viria a falecer. Tudo isto acontecendo e eu só tinha 15 aninhos. Pobre Marcão! ‘Help, I need somebody!’ Ops, texto póstumo não necessariamente precisa ser triste. Vâmo dá uma chacoalhada, isso aqui tá muito mexicano, só faltava o cão de estimação da família morrer. E o Lobo morreu mesmo. Bom, estes e outros episódios serão publicados em detalhes (tão pequenos de nós dois) na minha biografia não-autorizada. Ou não! Ou sim, haja vista que a negação da negação é a afirmação inicial. E menos com menos dá mais. E um mais um é zero e vai um, na álgebra booleana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o que acontece no ‘Beatle Day’? Simples, os meus players tocam Beatles à exaustão. Esta é a forma que encontrei para homenagear, é a minha prece silenciosa para o Diosni. Em algum canto do Universo ele deve estar pedindo autógrafo ao John Lennon e ao George Harrison. Diosni, obrigado pela sua efêmera, mas importantíssima passagem por este planetinha e pela minha vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz 'Beatle Day'!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.&lt;br /&gt;Este texto-diário lavou a minha alma e o teclado do micro.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;P.S.II&lt;br /&gt;Em 1988, depois de passar um ano em São Paulo, voltei para Santos. Nos fins de semana havia um espaço na cidade para novas bandas se apresentarem (Concha Acústica, canal 3). Predominavam as bandas de rock. Eu batia o ponto lá todos os domingos. Certo dia, no meio da galera, encontrei o Zé Roberto trajando jaqueta de couro com visual motorcycle. Não via o cara desde o ginásio.  Ele tinha virado roqueiro e fã incondicional do AC/DC e, para minha surpresa, lembrou do Diosni com uma reverência toda especial, como quem se lastimasse por deixar passar em branco a oportunidade de compartilhar mais de perto da companhia de um cara muito legal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S III &lt;br /&gt;Dos 4 beatles, o menos brilhante e o mais bacana, para mim, é o Ringo Starr. Ele entrou para os Beatles aos 45 do segundo tempo da prorrogação para substituir o Pete Best, por determinação do manager George Martin. Sorte nossa! O Ringo é daqueles coadjuvantes que só dignifica os protagonistas, sem ciumeiras de qualquer ordem. O cara é muito bem humorado e boa praça, até fez uma ponta num episódio dos Simpsons. A voz anasalada do Ringo caía muito bem em músicas divertidas, tais como “Octopus´s Garden” e “Yellow Submarine”. Sem esquecer da primorosa interpretação de ‘With a Little Help From My Friends’, em que o Ringo encarna Billy Shears, nome criado para rimar com ‘years’.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;P.S. IV&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No bojo do flashback sentimental, lembrei de uma música de 1981 da Jane Duboc, hoje talvez mais conhecida como a mãe do esquisito Jay Vacquer. A música tem um verso que diz assim:&lt;br /&gt;"É preciso que um dia se vá pra que outro dia amanheça".&lt;br /&gt;Complemento com estes:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;“The life goes on. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;  The show must go on.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-110891380635970778?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/110891380635970778/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=110891380635970778' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110891380635970778'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110891380635970778'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/02/beatle-day-homenagem-pstuma-ao-diosni.html' title='Beatle Day – Homenagem Póstuma ao Diosni'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-110845970233305707</id><published>2005-02-14T06:21:00.000-02:00</published><updated>2005-02-15T07:38:49.520-02:00</updated><title type='text'>Music and Me – Marcos Pereira por Marcos Pereira, episódio I</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Em 2003 participei de um grupo de biodança. Como tradicionalmente acontece, no mês de julho é realizado um sarau lá no espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto abaixo foi escrito para o evento. Ao final da leitura, paguei o maior mico. Para ilustrar o texto, ousei cantar e coreografar ‘Killing Me Softly With His Songs’ em cima da releitura do Fugees para o clássico da Robert Flack. Por uma destas coincidências astrais, a minha apresentação foi a última e já passava da meia-noite. Portanto, era 13 de julho, dia mundial do rock. Comentei sobre a data e, para encerrar o Sarau com chave de ouro, convoquei diretamente do CD “Perakaya n´Gandaya” o Smash Mouth para cantar “All Star”.  Esta música é daquelas que levanta até defunto. Todos caíram na gandaia. Foi um final apoteótico; simplesmente mágico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: dedico este texto ao Paulinho, o primo do TKR, citado lá embaixo. Infelizmente ele se desviou por caminhos tortuosos na vida. Mas hoje é o aniversário dele e prefiro lembrar da imagem do Paulinho playboy.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era 1967. Eis que surge um gameta alienígena, vindo de um distante planeta da galáxia de Orion, tomando de assalto a Via Láctea, e invade a atmosfera terrestre. Naquele ano aconteceu o Monterey Festival que abriu espaço para que houvesse o Woodstock (69). Sgt. Peppers tinha sido lançado em 20 de setembro, inaugurando uma nova fase na música pop: o álbum-conceito. Meses depois, em 68, cá estou neste mundo. Eram tempos mágicos: 1968, o ano que não terminou, como atesta o título de um livro. Na França, o movimento estudantil abala as estruturas do mundo acadêmico. Nos Estados Unidos, as passeatas contra a Guerra no Vietnã, colocam em xeque as reais necessidades de uma guerra tola. Enfim, o mundo passava por um momento mágico; revolucionário no sentido de transformador de idéias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando a mim, aporto num velho chalé do Caminho do Asilo, numa cidadezinha praiana (Santos). Das lembranças que eu tenho, achava tudo muito estranho, mas havia uma coisa que me emocionava, tocava forte, que me fazia transcender: a música. Meu tio Mané chegou a fazer uma vitrola de madeira com disco de jornal para eu brincar. Pressionado emocionalmente pela situação, meus pais compram uma vitrola Philips. Sou apresentado à Sua majestade, o rei do Baião, Luiz Gonzaga. Segundo a minha mãe, eu acordava e dormia nos braços dela ouvindo o rei. Vou crescendo e os meus primos Paulinho e Regina me introduzem ao mundo pop; as rádios da moda eram a Excelsior, a máquina do som e a Difusora. Depois surgem as proles, as FMs nos moldes que conhecemos hoje. O Paulinho tinha um toca-fita TKR, verdadeira coqueluche da época. Eu simplesmente delirava quando ele apertava o botão power do módulo de potência Infinity ligado ao TKR.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos 13, ganho o meu suado rádio-gravador – o primeiro rádio-gravador a gente nunca esquece. Entro para o coral da escola e logo, gentilmente, sou convidado a me retirar, pois cantava (canto) mal à beça. Não desisti e aos 17 compro um walkman de 2ª mão com a grana do bico de copeiro que fazia no buffet Juliana. Ao mesmo tempo, com o advento do Plano Cruzado, minha mãe me presenteia com uma Caloi 10 (também de 2ª mão) para substituir a Barra Circular herdada do meu irmão, que fôra roubada. Parênteses: roubaram também a Caloi 10 e eu chorei muito. Tempos legais aqueles, literatura, vôlei, bike e mar. E lá vou eu, com e sem as duas mãos, pedalando, cantando e seguindo as canções. Percebi ali uma nova forma de me relacionar com a música. Eu cantando by myself. Abriu-se uma nova possibilidade diante dos meus olhos, eu podia cantar em movimento, sentindo o Sol, a chuva e a brisa no rosto e, dentro do meu mundo altista, ninguém me ouvia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas rotações e algumas translações em torno do Sol depois, eu viro gente grande e compro um carro para poder instalar o som e correr mundo, correr perigo, viver. Hoje me considero um realizado cantor de interior, de interior de automóvel. Sigo tocando em frente, correndo e cantando as canções que fazem pra nós, buscando a companhia de pessoas que se revelam bonitas, sem máscaras e que queiram compartilhar a vida, gostosa como ela deve ser.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, deputado, momentos de crise sempre haverá e muitas vezes são necessários. Mas, no frigir dos ovos, os bons momentos compensam os difíceis, com certeza. Eu acredito piamente nisto. TO BE CONTINUED, anytime, anywhere.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-110845970233305707?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/110845970233305707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=110845970233305707' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110845970233305707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110845970233305707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/02/music-and-me-marcos-pereira-por-marcos.html' title='Music and Me – Marcos Pereira por Marcos Pereira, episódio I'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-110830948447663938</id><published>2005-02-13T18:47:00.000-02:00</published><updated>2005-02-13T13:57:52.070-02:00</updated><title type='text'>Manifesto pela unidade da latino América - inspirado em, e remixado com futebol e cinema</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;Para entender o texto no contexto, 3 episódios foram remixados para produzí-lo, na minha mente demente, mas que não mente... just a little bit. Here we go:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1a) Brasil x Argentina, a rivalidade, 1b) “Pelé x Maradona”, a votação;&lt;br /&gt;2) “Diários de motocicleta”, o filme;&lt;br /&gt;3) Latino América, o continente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rivalidade entre portenhos e brazucas é bastante alimentada pela imprensa esportiva futebolística. Alguns anos atrás, um dos pontos bastante polêmicos sobre a questão, foi a votação, via site da FIFA, do melhor jogador de futebol da história. Maradona venceu. Dentro das raias da razão, é incontestável que Pelé é o rei do futebol; não há discussão plausível a respeito. Só de ver o trailer do novo filme-documentário sobre Pelé, dá pra sacar a genialidade do afro-brasileirão (negão).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não obstante, Maradona foi um dos maiores. Em 86, junto com mais 10, ele ganhou a copa do mundo para a Argentina. Quem não se lembra do gol antológico, quando Don Diego, partindo da lateral direita, na altura do círculo central, foi avançando e driblando todos que se interpunham à sua frente, para culminar com um leve toque, deixando a bola morrer mansa no fundo das redes? E que golaaaaaaaaço! Tentaram dar contornos revanchistas àquela vitória, já que o jogo foi contra a Inglaterra, para quem a Argentina havia perdido a guerra das Malvinas. Besteira! Era só um jogo de futebol. No Jornal Nacional daquela noite, Armando Nogueira cometeu um texto meloso , de uma pieguice à toda prova. De tão babaca, nunca esqueço os versos finais. Depois de tecer mil elogios ao argentino, o jornalista cometeu os seguintes versos: “Amar a Deus, amar a bola, aMaradona”. Habla sério! Arnaldo Antunes não faria pior!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a votação internética, o resultado até é compreensível, pois as novas gerações, me included, não viram Pelé jogar. Já o Maradona, eu vi. Além das copas do mundo, A TV Bandeirantes era o canal do esporte na década de 80 e transmitia o (à época) badaladíssimo campeonato italiano. Maradona jogava no Napoli e, junto com o brasileiro Careca, formava uma dupla dukaray.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembro também da copa de 90. O jogo era Brasil e Argentina. Enquanto vários brasileiros cercavam Maradona, ele simplesmente deu um passe para o Canija (é assim que se escreve?) que estava livre e desimpedido para marcar o gol que eliminou o aborrecido Brasil da geração Lazaroni. A Argentina terminaria como vice-campeã, perdendo a final para a Alemanha. Quem diria? Quatro anos depois, a base daquele time brasileiro, aborrecido e lazarento, mas desta vez eficiente, conquistou o tetra, sob o comando do sósia do Ronald Golias, o Parreira, também conhecido pela alcunha de pé de uva. By the way, ele voltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Traçando uma comparação fora das linhas do campo, o Edson é mainstrean, ou politicamente falando, de direta; enquanto Don Diego carrega o estigma de bad boy, ou de esquerda, como se queira. A bem da verdade, esta terminologia está cada vez mais em desuso. A polarização direita/esquerda, nos dias de hoje, é mais ilustrativa que propriamente ideológica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudando o leme para o cinema, lá fui eu, desconfiado, cumprir o dever de casa, qual seja, assistir “Diários de motocicleta”. Fico meio “assim assim” quando o objeto da película é um mito, para muitos um super-herói. É preciso muito cuidado para não macular, ou mesmo banalizar, a imagem de um ícone da história da humanidade. Ou não! Whatever! Só é estranho imaginar, por exemplo, o Superman fazendo cocô ou a Mulher Maravilha de xyku. Para quem não viu, “Diários” é falado em castelhano e ambientado na América do Sul. O argumento do filme é o tour que o jovem Ernesto, pré-Che, e seu amigo fizeram pela América Latina. A fotografia é bonita. Cenas no deserto de Atacama contrastam com o Chile coberto de neve. O filme insinua que ali, o jovem Ernesto desperta para a consciência social. Destaque para a cena em que ele, asmático, bêbado e aniversariante, atravessa o rio a nado para se unir aos leprosos que ficavam separados dos “saudáveis”. Meu herói!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No geral, o filme poderia ser mais rico. Achei um tanto quanto econômico. Só gostei, não gozei. O grande mérito do filme, é promover a imagem e a identidade latina para o mundo. Os europeus trucidaram as civilizações pré-colombianas e este é um fato relevante que não deveria ser esquecido. Ou melhor, esta injustiça deve ser cada vez mais mostrada. Se o continente é rico em miséria é muito em função da ganância mercantilista do império ibérico, que enxergou nestas terras o símbolo do “$”, como naqueles desenhos do Pica-Pau. E viva Zapata! A Amazônia é nossa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pairou no ar uma dúvida. Por que na viagem pela América Latina, o jovem Ernesto não planejou passar pelo Brasil? Me parece que o Brasil é um país-continente ilhado dentro do seu próprio território. O nosso país tem esta coisa de estar no continente, mas não compartilhar da cultura. Talvez a língua limite a integração. Enfim, esta é uma questão sócio-cultural-antropológica que foge ao meu entendimento. Se o problema é identidade cultural, ao menos o Che poderia dar um pulinho nos pampas gaúchos, tche! Ah! Já sei! It does makes sense. Antes de ser revolucionário, ele era um argentino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. I Ai que endurecer-se sem perder la ternura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.II: Pra não dizer que não falei de música, “Mambo no. 5” do Pérez Prado faz parte da trilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-110830948447663938?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/110830948447663938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=110830948447663938' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110830948447663938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110830948447663938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/02/manifesto-pela-unidade-da-latino.html' title='Manifesto pela unidade da latino América - inspirado em, e remixado com futebol e cinema'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-110791695358210845</id><published>2005-02-09T19:39:00.000-02:00</published><updated>2005-02-09T08:02:43.446-02:00</updated><title type='text'>Carnaval, Jung e Los Hermanos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Carnaval me lembra os intermináveis desfiles de escola de samba na avenida da praia, em Santos. Como era angustiante o intervalo de espera entre uma e outra escola! Sem contar o desconforto, o calor. O desfile em si também não me atraía; todas as escolas pareciam iguais. Afinal, qual a diferença entre a ala das baianas de uma escola para a de outra. E a bateria, o que muda de uma para outra? Sei lá eu. Ah! Também tinha as matinês no ginásio do Santos. Quem nos levava era a animadíssima tia Bernadete (Deus lhe ‘potreja’); esta sim, uma foliona de primeira grandeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu consigo expressar o que sentia e não sabia elaborar logicamente, em forma de pensamento. Achava (e acho) estranho as pessoas mudarem o estado de humor assim, apenas em função de uma data no calendário. É como se a diversão fosse oficializada a um simples comando de voz, do tipo: ‘Atenção galera, agora é hora de todo mundo ficar feliz, encher a cara e liberar geral’. Ou, como eu ouvi lá no concurso de marchinhas de São Luís de Paraitinga: ‘no carnaval todo mundo é de todo mundo e ninguém é de ninguém’. Depois, na quarta-feira, tudo volta ao normal. E nos próximos anos a história se repete, over and over again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí eu fui ver o filme “Jornada da Alma” cuja protagonista é uma moça russa chamada Sabina. O tema do filme é a saga da Sabina que após a morte da irmãzinha ficou lelé da cuca (nova esta gíria, hein!). Quem é escalado para cuidar da moça? Nada mais, nada menos que Carl Jung, o discípulo (e dissidente) mais famoso de Freud. Aplicando métodos modernos para a época, tais como a livre associação, e abolindo as técnicas dolorosas, o tratamento foi um sucesso. A moça recebe alta e decide ingressar no curso de Medicina – na época as doenças ‘da cabeça’ eram tratadas por médicos também - , acatando a sugestão do Jung. Jung era casado e pai fresco, mas cede à paixão e os dois se envolvem numa tórrida relação. E por aí vai. O filme é envolvente e sensível, sem descambar para comoções hollywoodianas – nem chorei! Tecnicamente, a reconstituição de época é bem boa e os atores estão bem caracterizados nos seus papéis. Bom, muito bom! É o tipo de filme do qual a gente sai do cinema preenchido de satisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qual a relação entre Jung e o carnaval? Jung cunhou duas teorias importantíssimas no desenvolvimento da psicanálise: a sincronicidade e o inconsciente coletivo. O carnaval, no meu simplório ponto de vista, se encaixa bem na segunda teoria. Por definição, inconsciente coletivo é conjunto de crenças e valores que constituem a herança sócio-cultural de um povo. O futebol, por exemplo, é uma paixão nacional (acessem o blog do Figgipi-Andrrè: &lt;a href="http://futeblog.weblogger.terra.com.br/"&gt;http://futeblog.weblogger.terra.com.br/&lt;/a&gt;). Os meninos já nascem com a camisa de um time e uma bola (além das duas genéticas). O carnaval segue pela mesma trilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para fechar a intrincada trinca do título, ‘Los Hermanos’. Fazer o quê? Na infância eu gostei de Ângelo Máximo, na adolescência, de ‘Engenheiros do Hawaii’. E hoje, eu simpatizo com algumas coisas do ‘Los Hermanos’. Todos temos uma faceta proibida, escondida lá no íntimo. Guardadas as devidas proporções, a banda hermana conta com um naipe de metais que dá um tempero todo especial aos arranjos, assim como o Cake. A diferença é que a banda americana é despretensiosa. Já a brasileira, faz o gênero ‘somos autênticos e foda-se o resto’. Postura arrogante à parte, tem duas gravações bem bacanas da banda. Uma delas é a cover de ‘Last Nite’ dos Strokes, gravada na rádio Cidade, a rádio rock do Rio. O resultado da versão ‘hermana’ para o já clássico (?) rock do início do século foi muito fiel à original. A outra música é ‘Todo Carnaval Tem Seu Fim’. Aquele trompete - ou seja lá o que for – caiu como uma luva no tom melancólico da letra. E o clipe casa bem com ambas, letra e melodia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo mais este carnaval terá o seu fim. No bojo da blogterapia, concluo que o ‘consciente individual’ tem mais influência sobre a minha pessoa que o inconsciente coletivo do Jung. Não é bom, nem é ruim, apenas é. E há que se respeitar esta característica com o mínimo de sofrimento possível, pois ele (o sofrimento) é inevitável. Anyway, o foco deve estar no prazer e não na dor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Pra não dizer que não gosto de carnaval, eu gosto daquele das cidades menores, onde a alegria parece ser uma extensão natural do dia-a-dia. Também gosto daquele carnaval romântico, retratado nas chanchadas da Atlântica, volta e meia reprisadas na TV Cultura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.-hermano:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘(...) Deixa eu brincar de ser feliz,&lt;br /&gt;Deixa eu pintar o meu nariz (...)’&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.-literato:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;‘Não sei Dançar’ - Manuel Bandeira&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uns tomam éter, outros cocaína. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu já tomei tristeza, hoje tomo alegria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tenho todos os motivos menos um de ser triste. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas o cálculo das probabilidades é uma pilhéria... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Abaixo Amiel! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E nunca lerei o diário de Maria Bashkirtseff. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Sim, já perdi pai, mãe, irmãos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Perdi a saúde também. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É por isso que sinto como ninguém o ritmo do jazz-band.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uns tomam éter, outros cocaína. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu tomo alegria! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eis aí por que vim assistir a este baile de terça-feira gorda. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mistura muito excelente de chás... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta foi açafata... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Não, foi arrumadeira. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E está dançando com o ex-prefeito municipal: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tão Brasil! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De fato este salão de sangues misturados parece o Brasil... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Há até a fração incipiente amarela &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na figura de um japonês.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O japonês também dança maxixe: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Acugelê banzai! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A filha do usineiro de Campos Olha com repugnância &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para a crioula imoral, &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No entanto o que faz a indecência da outra &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É dengue nos olhos maravilhosos da moça.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E aquele cair de ombros... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas ela não sabe... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tão Brasil! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ninguém se lembra de política... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nem dos oito mil quilômetros de costa... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O algodão do Seridó é o melhor do mundo?... Que me importa? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não há malária nem moléstia de Chagas nem ancilóstomos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A sereia sibila e o ganzá do jazz-band batuca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eu tomo alegria! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-110791695358210845?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/110791695358210845/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=110791695358210845' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110791695358210845'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110791695358210845'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/02/carnaval-jung-e-los-hermanos.html' title='Carnaval, Jung e Los Hermanos'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-110766788355456051</id><published>2005-02-06T21:33:00.000-02:00</published><updated>2005-02-06T03:52:58.736-02:00</updated><title type='text'>6 de fevereiro de 1987</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;6 de fevereiro. Neste mesmo dia, em 1987, portanto há exatos 18 anos, eu recebi a notícia que me conduziria ao primeiro salvo-conduto como habitante da metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu voltava da assistência técnica onde trabalhava como estagiário de técnico em eletrônica. Da janela, a Regina (a aniversariante do texto anterior) me passa o resultado: eu passara no exame para estágio na Eletropaulo. E mais, em primeiro lugar. Não cabia em mim mesmo de tanto contentamento. I’m winning! Um mês depois, vim para cá (São Paulo) morar na casa da tia Billiki. Era tudo novo, era tudo mágico e, porque não dizer, ilusório.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado é que no ano passado eu embarquei no mesmo ônibus Vila Olímpia que costumava pegar para ir à Eletropaulo. Quando passei em frente ao prédio onde estagiei por 9 meses, da minha cabeça emergiram lembranças de um passado que me parece tão distante. Estranha sensação esta, de outra vida dentro da mesma. A própria Vila Olímpia era apenas um bairro satélite do Itaim Bibi, nada a ver com a ferveção dos dias de hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu viver para assistir à invenção de uma máquina do tempo que possibilite a volta ao passado, eu quero ter a oportunidade de dizer para aquele garoto pra pegar leve e não levar tudo tão a sério, a ferro e fogo. Então eu diria: ‘Slow down, cara! Saboreie os pequenos momentos com mais intensidade. O futuro virá e o que fica são as memórias, como fotografias num álbum’.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era apenas um garoto com ideais socialistas, que amava os Beatles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E VIVA ZAPATA!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O POVO, UNIDO, JAMAIS SERÁ VENCIDO !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A AMAZÔNIA É NOSSA !!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.-Molotov: Socialismo lembra luta de classes e a música, como expressão de um povo, pode servir de instrumento de contestação à ordem vigente. Esta frase-feita é só pra dizer que ontem, depois de muito tempo, ouvi um CD que gravei lá em Kamloops com músicas da banda méxico-californiana Molotov. A banda é uma espécie de Red Hot Chili Peppers latino. O som do baixo é cheio de ‘estilingadas’, no melhor estilo Flea. Em meio a um ‘cabron’ e um ‘boludo’, consegue-se captar o sentido das letras. Bem legal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.-momento-Maguila: É! Falando em Kamloops, bateu saudade dos meus amigos latinos que estavam comigo lá em 2001, na UCC. Um abraço para Nelly, Manolo, Ramon, Giuly e Karina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.-Giuly: ela foi a minha amiguinha peruana favorita. Pequenina (do meu coração) e dócil na aparência, mas um vulcão na personalidade. E gostava de música brasileira. Certa vez, a Giuly pediu que eu traduzisse ‘W-Brasil’ do Jorge Benjor. Tratei de desconversar. Afinal, como explicar a letra de uma música que não se explica, que é uma lista descontinuada de palavras e situações?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.-Nelly: ela foi a minha paixão platônica no Canadá. De fato, havia cumplicidade nas nossas trocas de olhares, since the first time that I saw her. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-110766788355456051?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/110766788355456051/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=110766788355456051' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110766788355456051'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110766788355456051'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/02/6-de-fevereiro-de-1987.html' title='6 de fevereiro de 1987'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-110678873761452937</id><published>2005-01-27T06:01:00.000-02:00</published><updated>2005-01-27T07:25:49.130-02:00</updated><title type='text'>Excelsior, a Máquina do Som. O Passado de Presente pra Você</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O objeto deste texto inicialmente seria o CD temático que estou criando, inspirado no programete “2 Tempos”, que foi ao ar na extinta rádio Excelsior AM, “a máquina do som” lá nos idos dos anos 70. Funcionava assim: quando havia um lançamento musical, eles programavam um sucesso antigo e o lançamento em questão. Sacou? O meu CD “2 Tempos” é um pouco diferente. Nele, a idéia é gravar várias pastas de MP3, com a versão original e a regravação. Por exemplo, nem todos sabem que a versão original de “Don´t Let Me Be Misunderstood” é do Animals. Porém, a música estourou nas paradas no auge da disco-music, numa versão disco-flamenca do Santa Esmeralda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, Excelsior me lembrou a minha prima Regina (filha do tio Mané, mãe do Figgipi-Andrrgè) e eu lembrei que hoje é o aniversário dela. Qual a relação Excelsior-Regina? Para mim, foi decisiva. Fui iniciado e crescido no mundo pop através das duas. Então, senta que lá vem história ...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo em que o FM era sinônimo de música de elevador e de sala de espera em consultórios. Poucos aparelhos traziam esta faixa de freqüência. O rádio, como veículo de massa, se restringia às emissoras de AM. No lugar das atuais redes de rádio via-satélite, a transmissão se dava em ondas médias e curtas. Via de regra, as rádios AM se dividiam em jornalísticas e populares (acho que ainda é assim). Quem não tem na família uma mãe, tia, tio, avô ou avó que ouvia Gil Gomes, Eli Correa (oi, gente!) ou Zé Bétio, que atire o primeiro rádio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paralelamente, nos anos 70, duas emissoras, ainda em AM, romperam com este padrão, criando uma programação totalmente direcionada para o público jovem: Excelsior (780 Khz) e Difusora (960 Khz). A Excelsior pertencia às Organizações Globo, enquanto a Difusora, aos ‘Diários Associados’, o grupo concorrente que tinha à frente a Tupi, primeira emissora de TV da América do Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito mais que um mero slogan, “Excelsior, a Máquina do Som” se tornou uma marca, um rótulo fantasioso. Os programas mais emblemáticos da Excelsior eram o “Pediu, Tocou, Ganhou” e o “Peça Bis Para o Sucesso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Pediu, Tocou, Ganhou” era apresentado em duas edições. A primeira das 8:00 às 10:00 e a segunda, das 12:00 às 14:00h. Como os verbos sugerem, o ouvinte pedia a sua música por carta, a música tocava e ele ganhava uma fita cassete com a música pedida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “Peça Bis Para o Sucesso” entrava no ar encaixado entre as duas edições do “Pediu, Tocou, Ganhou”. Das 10:00 às 11:00h eram apresentadas 14 músicas, cada uma identificada por uma cor. O ouvinte ligava e escolhia pela cor. As 7 mais votadas voltavam às 11:30h. Entre as 14, havia algumas músicas-destaque, cada uma anunciada por uma vinheta especial. Deste modo, “Flashback” introduzia uma música do passado, “Rock Time”, um roquinho e a “Parada US TOP”, um sucesso de uma revista musical americana (normalmente Billboard e Cashbox). Exemplo de músicas-destaque: “Flashback – The Ballad of John And Yoko – Beatles. “Rock Time – The Logical Song – Supertramp”. “Parada US TOP – Ring My Bell – Anita Ward”. Às 11:00h, durante a apuração, o “2 Tempos” era levado ao ar. Um “2 Tempos” bem legal que me vem à mente foi com o Paul McCartney &amp;amp; Wings. A antiga, “My Love” e a “nova” “Goodnight Tonight”. Depois foi criada a segunda edição do “Peça Bis”, das 17:00 às 19:00h. O legal é que os programadores alternavam as naturais candidatas ao primeiro lugar em dias diferentes. Por exemplo, “Love Of My Life” do Queen dificilmente era selecionada no mesmo dia de “Ready to Take a Chance Again” do Barry Manilow (kitch total).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a Excelsior era mais voltada para o pop, a Difusora era mais mulata, tocava mais músicas black, numa época em que a black music não era mainstream. Eu pirava o cabeção quando tocava “Push, Push” (Brick), “Sky Zoo” (Sky), “Money” (Fatback Band), “How Do You Do?” (Brass Construction). Como poderia definir a Difusora? Vou tentar. A Difusora era direto na veia, enquanto a Excelsior era mais floreada. Consigo lembrar de dois programas. O primeiro deles é o “Melhor de 3”, nas manhãs de sábado. O ouvinte escolhia uma música entre três tocadas. A mais pedida repetia. À tarde, depois do “Projeto Minerva”, as vencedoras de todas as seqüências de 3, tocavam novamente em “As Melhores da Melhor de 3”. “My Life” do Billy Joel figurou por muito tempo nas melhores. O segundo programa era o “Programador 9-6-0”, aos domingos, cuja fórmula lembrava o "Pediu, Tocou, Ganhou" da concorrente. O ouvinte enviava uma carta e indicava 3 músicas. Ah! Lembrei de outro. O “Big Apple Show” do Julinho Mazzei começou lá na Difusora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente, no início dos 80s tudo mudou. A Excelsior mudou a sua programação para o jornalismo, a fim de concorrer com a Jovem Pan AM. Mais tarde viria a se tornar a CBN (Central Brasileira de Notícias). Já a Difusora foi pro buraco junto com a Tupi. Ao mesmo tempo, a rádio Cidade foi inaugurada e trouxe para o dial paulistano um estilo de FM descontraído e dinâmico (o prefixo-slogan era este: “ZYD 854, rádio estéreo Cidade, a nº 1 do FM, 96,9 Mhz, São Paulo”). Em Santos, a Cultura FM ensaiava os primeiros passos neste sentido. Resumo da ópera, para se ouvir música jovem, necessariamente o ouvinte teria que migrar para o FM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu fiquei muito puto! Primeiro, porque morando lá na província de Santos, o acesso ao mundo pop musical era mais difícil (a MTV brasileira surgiu em 1990). Mais que isso, Excelsior e Difusora deixaram órfãos uma legião de jovens que se habitou a ter o rádio como companhia de todos as horas, seja na hora do estudo, no chuveiro, na praia, no carro. Segundo, porque o FM começava a se disseminar e eu não tinha rádio FM - e pensar que hoje com 'déis real' se compra um radinho na esquina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A transição da Excelsior até se transformar definitivamente numa rádio ‘all news’, a CBN, me lembra um episódio do segundo melhor seriado de todos os tempos (só perde para o Seinfeld): “Anos Incríveis”. Na historinha, o protagonista da série, o pré-adolescente Kevin Arnold e seus amigos, Paul Pfeiffer e Winnie Cooper, tentam impedir a destruição de um bosque que seria “substituído” por um Shopping Center. Vai explicar isto para aqueles garotos que viam naquele bosque as lembranças de uma infância feliz. Dias depois, lá estão eles alegres e saltitantes passeando pelos corredores do, até então, famigerado símbolo do progresso. No caso da Excelsior, a máquina do som virou a locomotiva da notícia, a rede CBN (“a rádio que toca notícia, em AM 780, FM 90,5”, outro brilhante rótulo fantasioso). Hoje a CBN é top 3 nas memórias dos meus rádios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De 1980 pra cá, o rádio passou por inúmeras transformações. O FM se tornou popular, as transmissões passaram a ser em rede nacional, via-satélite, e ocorreu uma natural segmentação de público. Basta passear pelo dial que é possível conferir uma transmissão de futebol, um noticiário, MPB, pop, rock, babas tecno, música clássica, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, deputado, alguns nomes ficam na memória (do cérebro) não apenas pela conteúdo, mas pela marca que imprimem na cabeça das pessoas. A Excelsior atingiu o status de “Top of Mind” da minha vida, na categoria rádio. Ainda hoje ecoa na minha mente o vozeirão do Antonio Celso no slogan “EXCELSIOR, A MÁQUINA DO SOM”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz aniversário, Regina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.-Vinheta 1: “Tel, tel, tel, telefone Excelsior, oito-dois-cinco-um-um-três-dois, Excelsior”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.-Vinheta 2: “Pediu, tocou, .... GANHOU!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.-Vinheta 3: “Peça bis para o sucesso, peça bis para o sucesso. Sucesso, Excelsior”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.-Música tema de “não sei o quê”: “(...) Vem, me dê a mão ou me dê o braço / O mundo é grande tem muito espaço / Mil maravilhas pra gente ver (...)”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.-Tirada pop da época: a Suzy Quattro morreu. Motivo? Foi atropelada pela máquina do som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.-Pool FM. Depois da Excelsior, a efêmera Pool FM da 1ª fase (1984 a 1985) é a 2ª no meu “Top of Mind”, categoria rádio. Esta fica pra outro capítulo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-110678873761452937?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/110678873761452937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=110678873761452937' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110678873761452937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110678873761452937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/01/excelsior-mquina-do-som-o-passado-de.html' title='Excelsior, a Máquina do Som. O Passado de Presente pra Você'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-110670473391183180</id><published>2005-01-26T05:57:00.000-02:00</published><updated>2005-01-26T00:04:56.986-02:00</updated><title type='text'>Eu não gosto de  São Paulo. Eu gosto de São Paulo </title><content type='html'>Agora que já passou o efeito devastador do sanduíche de mortadela do Mercadão, dá pra escrever um pouquinho sobre a cidade no dia do seu aniversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, um breve histórico da minha história em São Paulo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1968 --- 1986 - salvo-condutos esporádicos, geralmente nas férias&lt;br /&gt;1987 --- 1987 - salvo-conduto para permanecer durante um ano, como estagiário&lt;br /&gt;1989 --- 1990 - salvo-conduto como estudante&lt;br /&gt;1991 --- 1993 - salvo-conduto profissional&lt;br /&gt;1993 --- hoje - salvo-conduto permanente. Optei por morar aqui e obtive um “grey card” .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que escrever sobre São Paulo?&lt;br /&gt;Numa cidade repleta de contrastes, arrisco uma declaração de amor meio torta, recheada de antíteses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu não gosto de São Paulo. Eu gosto de São Paulo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto da São Paulo da movimentada avenida Ipiranga.&lt;br /&gt;Eu gosto da São Paulo da movimentada avenida Paulista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto da São Paulo da aglomeração das ruas do centrão.&lt;br /&gt;Eu gosto da São Paulo das largas e arborizadas ruas de Higienópolis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto da São Paulo das enormes filas dos cinemas, nos fins-de-semana.&lt;br /&gt;Eu gosto da São Paulo da calmaria do centrão, nos fins-de-semana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto da São Paulo dos barzinhos que tocam Djavan.&lt;br /&gt;Eu gosto da São Paulo das festas do Garagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto da São Paulo do excesso de papo-cabecismo do Espaço Unibanco.&lt;br /&gt;Eu gosto da São Paulo do despojamento descolado do Sesc Pompéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto da São Paulo travestida de “mudernidade”.&lt;br /&gt;Eu gosto da São Paulo despida, de vanguarda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto da São Paulo dos boletins de trânsito óbvios.&lt;br /&gt;Eu gosto da São Paulo da funcionalidade do metrô.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto da São Paulo apolipticamente diluviosa.&lt;br /&gt;Eu gosto da São Paulo melancólica, da garoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto da São Paulo da artificialidade do parque do Ibirapuera.&lt;br /&gt;Eu gosto da São Paulo da simplicidade da praça do Por-do-Sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto da São Paulo da impessoalidade dos fast-foods.&lt;br /&gt;Eu gosto da São Paulo do calor humano das padocas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto da São Paulo das distâncias que afastam as pessoas.&lt;br /&gt;Eu gosto da São Paulo dos acasos que aproximam as pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu gosto de São Paulo para sair dela.&lt;br /&gt;Eu gosto de São Paulo para voltar para ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu não gosto de São Paulo.&lt;br /&gt;Eu gosto de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;---------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.: Ora bolas! Que raio é este tal “salvo-conduto”. A resposta está no filme “Código 46”, em cartaz nos cinemas. Numa escala de 0 a 5, eu dou uma nota 2,73. O filme é pretensioso, mas é apenas legalzinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-110670473391183180?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/110670473391183180/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=110670473391183180' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110670473391183180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110670473391183180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/01/eu-no-gosto-de-so-paulo-eu-gosto-de-so.html' title='Eu não gosto de  São Paulo. Eu gosto de São Paulo '/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-110653618415812031</id><published>2005-01-24T00:56:00.000-02:00</published><updated>2005-01-25T23:11:29.163-02:00</updated><title type='text'>“Os Sonhadores” e o MP3</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Stop! Pára o mundo que eu quero subir. Antes, porém, ainda com um pé em 2004, preciso falar (escrever) sobre “Os Sonhadores”, o sensacional filme do Bernardo Bertolucci, ambientado na Paris de 1968. Aliás, no take 7 de "O Direito de Sofrer" (vide texto neste blog), a personagem Rosely-Michelle parte rumo a Paris, exatamente para participar do movimento estudantil de maio de 1968.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Enfim, um filme que descreve a atmosfera do movimento estudantil francês sob um ângulo um pouco diferente. É sobre um estudante americano que conhece um casal de irmãos gêmeos, assim como ele, aficionados por cinema. Em 1968, a palavra de ordem no meio estudantil era a transgressão. Interessante é que o americano não se deixou contaminar pela efervescência do momento - só não conseguiu se conter ante à efervescência dos hormônios juvenis e se envolveu num triângulo amoroso com os dois. O filme é bastante intenso com doses de erotismo na medida certa e diálogos interessantes. Num deles, o americano provoca o gêmeo francês dizendo-lhe que é fácil combater o sistema à distância, bebendo vinho, cercado do conforto de um lar classe média. Afinal, quem eram realmente os fascistas naquele movimento? Os estudantes que queriam impor na base da força as suas reivindicações ou as autoridades, que apenas tratavam de manter a ordem social? Seria uma saída fácil e romântica defender os estudantes. Mas não seria de bom senso condenar o papel de reprimenda das autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei de uma revolução, a mercadológica, proporcionada pelo MP3 na indústria da música. Qual a ligação entre os fatos? O método de se fazer a mudança. O formato de arquivo MP3 se tornou bastante popular quando um jovenzinho criou o Napster, o precursor dos sites de troca de música pela internet. Após inúmeras batalhas judiciais, o Napster foi obrigado a fechar as suas portas (ou windows). Recentemente reabriu, mas com downloads pagos. O fato é que o Napster, na versão gratuita, deixou o seu legado. Depois dele, outros sites de troca de música vieram e o Kazaa ainda hoje resiste bravamente. E mais, o MP3 se tornou tão popular, que grande parte dos players de CDs lançados no mercado “lêem” arquivos neste formato. Sem falar no estrondoso sucesso dos iPods no exterior - ainda caríssimos por aqui. Não teve jeito, a indústria de eletrônicos sucumbiu à pressão do mercado. A fonográfica aos poucos está cedendo. É apenas uma questão de tempo e de sobrevivência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Moral da história: revolução real começa a partir do plano das idéias. E não se dá de uma hora pra outra. Se Fidel Castro lesse este desfecho poderia retrucar: “ou não!”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;----------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S.: 2005 debutou há pouco e algumas categorias de melhores e piores já estão preenchidas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Melhor almoço de aniversário na data do aniversário --&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;o meu &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Melhores amigos para almoçar no dia do meu aniversário (ladies first) com --&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pati (Maionese), Naná, Gerson e Cássio (Arrelia). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Melhores amigos que não puderam comparecer no dia do meu aniversário para almoçar --&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nei e Paulão &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Melhor filme de 2004, assistido em 2005, para se assistir numa matinê no dia do aniversário --&gt; “Os Sonhadores” &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Melhor companhia para papear nas horas finais do meu aniversário sem que ela soubesse da data --&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mônica 1K Coisas &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Piores músicas de uma banda nacional que agoniza, mas insiste em continuar --&gt; as do Barão Vermelho &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;br /&gt;Programas de TV mais idiotizantes --&gt; os reality shows.&lt;br /&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;P.S. II: Sincronicidade cine-musical: “L’Amour a 3“ da banda (de dois) franco-germânica “Stereo Total” tocou no player. Mais tarde, rolaria um amor a 3 na tela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.III: Obrigado ao seu Alfredo (barbeiro) pelo relato entusiasmado dos roteiros de turismo cultural dele pelo Brasil. Até eu, que sou avesso a turismo por museus, monumentos, igrejas e tais, fiquei com vontade de conhecer as cidades históricas de Minas e Petrópolis. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-110653618415812031?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/110653618415812031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=110653618415812031' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110653618415812031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110653618415812031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/01/os-sonhadores-e-o-mp3.html' title='“Os Sonhadores” e o MP3'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-110577403253975371</id><published>2005-01-15T05:25:00.000-02:00</published><updated>2005-01-15T05:46:31.433-02:00</updated><title type='text'>Natal Bacana na Bocaina – Parte II – Cheguei </title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Onde parei? Ah, lembrei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como naqueles canais de TV por assinatura, paguei pra ver. Este Natal prometia ser, no mínimo diferente, por estar com outra família e na companhia de companheiros trekkers desconhecidos. Por falar nisto, cadê todo mundo? Eu era “todo mundo”! Graças à tecnologia, ou melhor, aos problemas advindos dela, a conexão com a internet falhou, a divulgação do pacote de Natal miou e o único gato pingado (miau!) forasteiro que deu o ar da sua graça fui eu. Por esta eu não esperava. Diante da situação, comecei a antever cenas de uma artilharia pesada. Como num filme de pirata, me vi no meio de um fogo cruzado de presentes, comes e bebes (“CD a estibordo, fogo! Capitão, fomos atingidos por um peru de Natal ”).. Será que sobreviveria para contar? Yes, I did!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let´s go! O caminho de São José do Barreiro até a pousada, por si só já foi um programa (com emoção) à parte. O carro que nos levou até o alto da Bocaina era um fusquinha 77 travestido sobre rodas acorrentadas. Aqui cabe uma explicação: o fetiche sado-móvel-masoquista é necessário para simular tração nas rodas traseiras. E não é que funciona mesmo! McGiver não faria melhor! O fusquinha bravamente atravessou os atoleiros (segura, pião!). O rallye Paris-Dacar este ano começou um pouco mais cedo (no Natal) e noutro lugar (na Bocaina). Habla sério!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem quorum, pensei que a programação de trilhas seria suspensa, pelo menos no dia 24. Nada disso! Assim que chegamos na pousada foi só o tempo de ajeitar as coisas no quarto e picar mula. Todos preparados? Sim, o grupo de dois trekkers, o Zé Milton e eu, estava a postos. A trilha daquele dia seria leve, apenas um aquecimento. Não parecia. Já no primeiro trecho, encaramos uma subidinha mais ou menos íngreme. Quem diria? O pseudo-atleta de meia–maratona, que sobe o matão da Biologia, estava esbaforido, de língua pra fora. É, amigos da rede Globo, altitude de serra não é bolinho não. Haja pulmão!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos fui me aclimatando ao lugar e o papo com o Zé Milton também fluía naturalmente. O cara é legal. Nada a ver com aquela espécie que infestou o planeta nas últimas décadas do século XX, o tal do ecochato. O Zé Milton não se enquadra neste perfil simplesmente porque é parte integrante daquele ecossistema. Como ele próprio disse, a Bocaina foi o quintal, o playground da sua infância. E aprendi coisas interessantes neste primeiro dia. Por exemplo, o ácido fórmico, produto da reação química que se dá nos formigueiros através da urina das formigas, é um ótimo descongestionante nasal natural. E, de quebra, também dá o maior barato. Outra coisa legal: o xaxim utilizado como vaso orgânico, na verdade é a parte inferior da samambaia-açú. Açú vem do indígena e significa grande. Ou seja, a aparência da samambaia-açú é a de uma samambaia, só que maior. Bbbboa! Já dá pra colocar isto na redação “Minhas Férias”. Mas, contudo, todavia, sem dúvida, o ápice da trilha foi a cascata da gruta. Tenho a honra de informar que fui o primeiro ser, enquanto humano (mano!), que fez o caminho reverso até a gruta, que se banhou nesta cascata. Escrevi meu nome na Bocaina. No futuro, este feito será lembrado pelas futuras gerações. Ou não!&lt;br /&gt;Anyway, o dia estava perfeito. Até São Pedro deu uma trégua e a ameaça de chuva não se concretizou. Congratulations! Missão cumprida. A primeira trilha foi concluída com pleno êxito. Voltamos para a pousada, a noite caiu e eu caí na cama.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;24/12/2004, 23:23h. Hora de acordar para celebrar o Natal. Chegaram os pais e o filho do Zé Milton (pais = seu Zé e dona Vera; filho = Felipe) para se juntar a nós (nós = Zé Milton + Paula, a sua companheira + Renata, ajudante na cozinha + Rodrigo, namorado da Renata + eu). Não fosse a ceia e a decoração especial, não parecia Natal. E foi muito legal. Vários assuntos passaram pela mesa, desde causos da Bocaína, passando por histórias de família, até novelas de TV. Foi light, Foi right! Só não foi diet (sorry! tribalismo em inglês é de doer!). Nos despedimos dos visitantes que voltariam para a casa, situada mais abaixo, batizada de Florestinha. Neste momento o seu Zé-pai nos conta que certa vez, ali naquela varanda onde estávamos, ele se pegou em transe ao ouvir o som das corredeiras ao longe, das folhas das árvores, dos animais noturnos e chorou de emoção. É phoda! Aquele senhor que eu havia acabado de conhecer horas atrás, sem perceber, me mostrou na simplicidade das suas palavras, o que talvez mestres teriam dificuldade de transmitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;25/12/2004, 9:37h. O Zé Milton informa que o casal que viria para a pousada capitulou (nice verb!). Ainda assim ele precisaria correr atrás do moço do computador pra consertar a internet e não poderia me conduzir na trilha. Substituição de última hora: sai Zé Milton, entra Felipe (17) para assumir o posto de guia. Xá comigo! Papo adolescente é minha praia. Dito e feito. O garoto e eu nos entrosamos bem. Falamos das mina, dos mano, das baladas, de carreiras legais para se cursar, esportes e o nosso papo seguiu firme e forte nesta toada. E havia uma cachoeira no caminho, no caminho havia uma cachoeira. Claro que entrei. Estendi o meu corpinho marrom-bombom e me deixei massagear pelas águas, enquanto os raios solares ardiam em meu peito descoberto. Quanta viadagem! E assim, voltamos para a pousada e lá se foi mais uma bela trilha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois da saborosíssima comidinha, fui para a varanda e o gramado me convidou para uma siesta vespertina. Era tudo o que eu queria: “descansar na sombra de uma árvore, ouvindo pássaros cantar, lá, lá, lá , lá” (trecho sampleado da música “Na Sombra de Uma Árvore” do black power setentista Hyldon). Ôps! Ai, ui! O bucolismo da cena foi quebrado por picadas de formigas. Levantei e continuei o soninho na cama. Cara, como eu sonhei nestes dias! E foram sonhos grandiosos, épicos; pareciam reais. E o engraçado é que eles continuavam, mesmo eu acordando durante algumas intervenções de ordem, digamos, cocozística. Freud explica? Talvez Jung!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When the night has come and the food is on the table (enfim uma frase em que não é o book que está on the table), eu acordo pra encher a pança e depois dormir. By the way, os infinitivos de verbos das ações mais recorrentes durante estes dias foram camunhar, comer, beber, relaxar e dormir. Não necessariamente nesta ordem. Às vezes eu eliminava o verbo caminhar da conjugação e deixava imperar apenas os outros (verbos). E cá estou eu, rabiscando o draft do texto que vai virar (virou) página no blog, sentado naquela mesma varanda onde o seu Zé-pai chorou um dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26/12/2004. 10:19h. De repente, aparece um montão de terráqueos(as). Eram os parentes da Paula. Chega de exclusidade! A trilha hoje tem quorum maior que 2. Totalizamos quatro: o Felipe, seu Miguel, pai da Paula, o Rodrigo 2, cunhado (“não é parente”) da Paula e eu. Fiquei positivamente surpreso com o nível de informação dos novos agregados. Não que eu seja prepotente a ponto de pensar que não exista vida inteligente fora metrópole. O fato é que eles têm acesso a praticamente tudo que temos nos grandes centros urbanos e contam com o privilégio de viverem envoltos à natureza. A fórmula informação + ecologia resulta em consciência e discernimento entre o certo e o errado. Na Bocaína o Bush também é o vilão da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho encontramos um grupo que iniciava a trilha do ouro. Ao parar para atender o pedido para tirarmos as tradicionais fotos de viagem, conversamos alto demais e atraímos a atenção das abelhas. Foi um tal de corre pra lá, corre pra cá pra fugir do ataque voraz daquele exército abelhudo. Exceto o seu Miguel, ninguém passou incólume às picadas das abelhas. Abelhas da Bocaina, vocês deixaram marcas em mim. Não as esquecerei, forever and ever. E chegamos na maior e mais bonita das cachoeiras da programação de Natal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Time is over! É hora de voltar pra “civilização”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dor da parto é dura, mas inevitável. Enquanto aguardo o Zé-filho, ainda dá tempo de disputar uma peleja do emocionante jogo de varetas (lembra? Aquele no qual o objetivo é pegar a maior quantidade de varetas, uma por vez, sem mexer as demais). Assim não vale! A Taís e a Tainá, filhas do Rodrigo 2 (cunhado “não é parente” da Paula) e eu assistimos passivamente à espetacular performance do melhor jogador de varetas que eu já conheci na Bocaina: Sir Rodrigo 2. Quando a gente abriu o olho ele já tinha conquistado todas as varetas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudança de planos. Surgem no pedaço uns amigos dos Zés (pai e filho) e nos levam, Rodrigo e eu, de volta para a cidade, num jipinho (da hora). O Zé-filho foi de moto. E dá-lhe mais conversa. Fazia tempo que eu não pronunciava mais de 237 palavras num dia. Devo ter batido o recorde. Chegamos ao ponto de partida, em São José do Barreiro. Me despeço do Zé Milton e ele de mim, ou melhor, do Gump, como assim fiquei conhecido. Pois é! Além de Marcos Pereira e Mauro Jorge, mais uma entidade se apodera deste meu corpinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No balanço de saldos e retalhos, Bocaina foi tudo de bom; mais que eu esperava, baby! Foi revigorante, revitalizante, refrescante, resignificante, relativizante e outros “res” que me fogem da memória. Enfim, foi uma experiência enriquecedora, a nível de pessoa, enquanto ser humano, no bojo paradigmático de toda esta questão natalino-ecológico-fraterna. É reconfortante (outra palavra da família do prefixo “re”) saber que a equação&lt;br /&gt;Natal = celebração da vida + confraternização + um monte de coisas gostosas pra comer, apresenta solução no conjunto da vida real.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À guisa de finalização, só tenha uma coisa a dizer: foi um FELIZ NATAL!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. I:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JESUS TE AMA!!!&lt;br /&gt;E VIVA ZAPATA!!!&lt;br /&gt;O POVO, UNIDO, JAMAIS SERÁ VENCIDO!!!&lt;br /&gt;A AMAZÔNIA É NOSSA!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.II: Nos raros contatos com a civilização durante estes dias, no rádio tocou a deliciosa “Solid” da dupla Ashford &amp;amp; Simpson. Quando eu imaginaria ouvir esta pérola de 1985, direto do túnel do tempo para a Bocaina? Habla seríssimo! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-110577403253975371?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/110577403253975371/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=110577403253975371' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110577403253975371'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110577403253975371'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/01/natal-bacana-na-bocaina-parte-ii.html' title='Natal Bacana na Bocaina – Parte II – Cheguei '/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-110577305587133472</id><published>2005-01-15T05:09:00.000-02:00</published><updated>2005-01-15T05:24:22.473-02:00</updated><title type='text'>Natal Bacana na Bocaina - Parte I - Chegando</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Então é Natal!  De repente todos os corações - e as carteiras também – se abrem para celebrar o nascimento do mártir maior da maioria das religiões ocidentais. O espírito natalino provoca até absurdos assassinatos musicas como o cometido com a música cujo título na versão em português coincide com a frase que abre este texto – parece até pista para adivinhar “Qual é a música, Laurindo Salvador?”. Explico: a dona Yoko Ono autorizou que uma baiana da MPB atropelasse, deliberadamente, um clássico (“Happy Christmas”) daquele (John Lennon) que um dia proclamou que a sua banda (The Beatles) era mais popular que Jesus Cristo - nos 60’s devia ser mesmo. Mas o buraco é mais embaixo. Será que as pessoas ainda se lembram qual é o motivo da data? Tão colado ali, perto do fim de ano, o Natal- feriado é bastante lembrado, sim, mas por outro motivo: por servir de ponte para emendar o fim-de-ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, existem os esquisóides sociais, mal resolvidos, que têm dificuldade de assimilar o tal espírito natalino e tentam passar indiferentes pela data. Assumidamente me enquadro nesta categoria. O que fazer então? Como diria o nosso amigo Leão da Montanha, saída estratégica pela esquerda, ou melhor, para o alto... e avante! Ôps! Se empolguei! O avante é do  Superman. O meu presente de Natal começou a ser aberto ao abrir a caixa postal do Outlook e me deparar com um e-mail,  convidando trekkers de plantão para um Natal na Serra da Bocaina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Let´s try starting again.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então é dia 24 de dezembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1:27h da madruga. Já! As time goes by! Até  empushar  as tralhas na mochila e burnear um CD com a trilha (sonora) da viagem , o tempo urgiu sem que eu me desse conta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4:39h da madruga. A MTV me desperta. Rapidamente me despeço dos meus roommaters inanimados.  Feliz Natal  Brenda, Pablo Hernadez Escobar,  Zeca  e Docinho; cuidem bem da casa!  De repente, lágrimas quase verteram pelo meu rosto. Naquela mesa tá faltando ele, que foi o meu maior companheiro inanimado. Taz-Roberto (in memorium), eu não te esquecerei jamais, esteja onde estiver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao me dirigir ao posto para encher o tanque, ligo na CBN e qual a pauta da matéria que está no ar? O Shopping Morumbi na maratona que atravessou a madrugada totalizando 33 horas consecutivas aberturas. Afinal, é Natal! Tenho uma sugestão aos donos de shopping.  Por que não estender o horário alternativo para o resto do ano. É sério! Parafraseando aquele banco (the citi never sleeps), os shoppings poderiam nunca dormir. Todos lucrariam. O mercado de trabalho seria incrementado. Além do mais, existe uma legião de notívagos que adorariam ter uma opção diferente nas madrugadas. Já pensou que legal pegar um cineminha às 3 da manhã?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5:21h da madruga. Nas ruas, apenas os night bikers, os primeiros trabalhadores  começando a labuta de mais um dia e os baladeiros voltando pra casa. Um pit stop rápido para as últimas comprinhas e pé no estrada. Ou melhor, rodas na estrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá pelas 9:01h chego em Queluz. O check-in se daria apenas às 10:30h, em São José do Barreiro, no pé da serra da Bocaina. Então, deixei o carro na sombra e fiz uma peregrinação a pé.  Ora, vejamos. Let´s see quais os agitos da cidade. No mural do quiosque da praça, um cartaz exibe em letras garrafais o convite para o show que iria arrasar a cidade: “Não percam, pela primeira vez no baile do Mú, a peladona do Big Brother” (qual delas?).  Mais acima a convocação para um campeonato de truco. E, por fim, o melhor programa: um festival de videokê. Bom, pelo menos não vi  bingo nem igreja Universal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, a cidade acabou e eu ainda precisava passar por Areias até chegar em São José do Barreiro. O telefone toca. Era o moço da pousada perguntando onde eu estava. “QSL, câmbio, Marcos Pereira is on the way.  CRRR, CRRR, CRRRR! Câmbio, desligo, copiado!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrada triunfal na cidade. Ué! Tudo bem que a placa do carro é de São Paulo, mas por que todos olham? Porque simplesmente entrei na contra-mão na praça da igreja matriz. Percebo a irregularidade e me escondo na primeira rua que dá mão. Corrigida a manobra, estaciono próximo ao Empório Café, o point de encontro. Ao sair do carro, um grito ao fundo:  “Marcããão”. Xi, Marquinho! Será que fui identificado e serei abordado por um policial de trãnsito proferindo um “teje preso!”. Hesitei em me virar, mas a voz insistiu. Era o Zé Milton, o dono-anfitrião da MWTREKKING (quero desconto pelo merchan, hein Zé Milton!). Cumprimentos de parte a parte, estacionei o carro na casa do pai do Zé e fui ao bar-buteku-padoka. Pedi um queijo-quente. Estranho! Nem acenderem a chapa e, minutos depois, o pão veio quente. Só que o queijo, frio. Calma lá! Ainda era cedo e eu não me despira do tipo paulistano exigente e reclamão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto degustava o queijo quente (frio), pousei os olhos num senhor sentado do lado de fora, que observava a movimentação do lugar. Notei que muitos ali acordam cedo para fazer o mesmo, ou seja, nada. Ou não! Talvez tudo de bom. Afinal, é preciso ter uma percepção diferenciada, por exemplo, para contemplar as nuances num simples vôo de um passarinho. Penso comigo como gostaria de enxergar a vida de uma forma tão simples, com preocupações triviais, sem pressa de chegar, sem ter aonde ir. Simplesmente ser e estar. Péra lá!  Volta a fita, ou melhor, o texto. Como escrevi logo acima, “gostaria” – verbo conjugado na 1ª pessoa do futuro do pretérito. O exercício de se colocar na pele daquele senhor, nada mais é do que um ideal imaginário que muitos de nós, cidadãos urbanóides, temos do que é uma vida tranqüila. E talvez ocorra o contrário. Aquele senhor poderia se imaginar na minha pele. O melhor mesmo é buscar ser feliz no habitat onde se vive. Viajei na maionese. Acorda, cara! Volta para este corpo que te pertence!  Como diria o poeta tribalista (vide texto “Tribalistas..., passamos por isto!), “Perto é longe, longe é esquidistante. É apenas uma questão de ponto de vista”. Ou não!, como diria o poeta tropicalista Gil!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ufa! Tô cansado! E ainda nem cheguei no alto da Bocaína. Então, achei por bem quebrar o texto em duas partes.  E também dá tempo pra fazer xixi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TO BE CONTINUED...&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-110577305587133472?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/110577305587133472/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=110577305587133472' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110577305587133472'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110577305587133472'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/01/natal-bacana-na-bocaina-parte-i.html' title='Natal Bacana na Bocaina - Parte I - Chegando'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-110464062043517690</id><published>2005-01-02T02:23:00.000-02:00</published><updated>2005-01-08T06:50:46.493-02:00</updated><title type='text'>The Best and Bost of 2004 - Texto e listas remasterizados e remixados</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Stop! Pára o mundo que eu quero descer. 2004 passou como um furacão avassalador, varrendo tudo pela frente e abalando os alicerces psíquicos deste mero blogueiro que escreve estas mal-traçadas linhas. Foi um ano de transmutação do eu Marcos Pereira, enquanto ser em estágio metamorfósico, para o outro eu, o Mauro Jorge. O primeiro veio da distante galáxia de Órion, disposto a conquistar o seu espaço na mediana classe média brasileira. Já o segundo, Mauro Jorge, tenta uma aproximação téte-a-téte com os terráqueos, a fim de estabelecer um vínculo maior com o planeta Terra, a nível de sistema solar da Milk Way. Qualquer semelhança com a dualidade Clark Kent x Kal-El não é mera coincidência. É puro plágio. Inventei toda esta xaropada, baseado nos episódios da atual temporada de Smallville.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Well, vamos a um pequeno balanço do ano que acaba de terminar. Afinal de contas, este blog também tem a pretensão de ser uma fonte (de)formadora de opinião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é, caro (e)leitor-voyeur! A Marta nadou, nadou e se afogou eleitoralmente, assim como aqueles carros, no recém inaugurado túnel da Rebouças (obra da Marta!). Bem feito! Prepotência e arrogância não ganham eleição (I hope so!). O PT precisa aprender que não está acima do bem e do mal. Muitas vezes é preciso usar mais jeito do que força para ganhar. E lá no império? A reeleição do Bush comprova, one more time, a vulnerabilidade de uma nação acuada pelo medo do terrorismo. Bem feito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pop nacional, mais acústicos foram ao ar. A fórmula, importada dos unpluggeds da matriz americana da MTV, já ruiu há algum tempo por lá. Por aqui, o formato ainda rende bons dividendos às gravadoras e artistas. A esperança é que não tenha sobrado mais ninguém para 2005. Ah não! Acabo de lembrar que inventaram a série “MTV ao vivo”, uma espécie de irmão mais velho do “Acústico”. Sorry! Acho que ainda amargaremos alguns anos com mais café coado do mesmo pó. E a caravana vai passar, os cães vão ladrar e os Engenheiros do Hawaii seguirão em frente. Prá frente eles vão. Cuidado com o poste!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o Rio de Janeiro continua violento e lindo. O Rio de Janeiro, fevereiro, março e ... setembro, mês da meia-maratona. Alô, alô São Conrado, aquele abraço, alô aterro do Flamengo, aquele abraço!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2004 também foi ano de Olimpíada, ano dourado da seleção masculina de vôlei que conquistou a tríplice coroa (Liga Mundial, Mundial e Olimpíada). Feito igual, eu só vi com a seleção americana da década de 80. Agora que eu 'se' empolguei, permita-me um momento Avalone-volebolístico. Aquela seleção contava, entre outros, com os sensacionais jogadores Pat Powers, Karch Kiraly, Buck e Steve Timmons. Uma peça tática importante era o japonezinho Sato, que volta e meia entrava para sacar e fazer o fundo de quadra. A diferença entre as duas seleções é que o grupo brasileiro é especial. É uma equipe integrada por 12 jogadores, 6 dentro e 6 fora, que a todo momento se revezam em quadra; joga aquele que estiver em melhores condições no momento . Como disse o Bernardinho, a seleção é um exemplo de como a sociedade brasileira poderia se organizar melhor. Sem falso ufanismo, o vôlei masculino é motivo de orgulho nacional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bom, chega de blábláblá e vamos as listas dos melhores e piores de 2004. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;What the fuck HTML blog editor! Peço desculpas pela (pobre) diagramação e pela malcriação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para simular uma tabela, imagine que existem duas colunas A e B, separadas por --&gt;, de acordo com a legenda abaixo: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A --&gt; B, em que:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;A = categoria &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;--&gt; = and the winner is ...&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;B = nome do vencedor(a)&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;The Best of 2004 &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Posto de gasolina mais enigmático --&gt; posto do japonês (Jussara – PR)&lt;br /&gt;Feijão temperado com bacon mais saboroso --&gt; o da tia Billiki&lt;br /&gt;Bife à rolê mais gostoso --&gt; o da minha mãe&lt;br /&gt;Melhor mesa-redonda retangular da TV --&gt; MTV Rock Gol&lt;br /&gt;Melhor show --&gt; 30 anos do Rumo, no Sesc Pompéia&lt;br /&gt;Prima mais amiga --&gt; Lívia&lt;br /&gt;Bebê revelação --&gt; Lívia Maria&lt;br /&gt;O mais queridinho da vovó --&gt; Gsstttvo&lt;br /&gt;O mais companheiro e aspirante a nº 1 da vovó --&gt; Lucas&lt;br /&gt;Sobrinha mais fofa (por dentro) --&gt; Laís&lt;br /&gt;Melhor filme --&gt; "Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças", com o Jim Carrey e a Kate Winslet &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;                                   "Kill Bill Vol 2", com a Uma Thurman e o David Carradine, dirigido pelo Quentin Tarantino&lt;br /&gt;Melhor música pop nacional --&gt; “O Meu Pau Fica Duro”, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Rogério Skylab&lt;br /&gt;Repórter revelação --&gt; Vesgo (Pânico)&lt;br /&gt;Melhor programa radiofônico --&gt; Happy Hour (na fase Rosa Freitag), Garagem, Pânico, Lounge Eldorado e Café Europa&lt;br /&gt;Melhor rádio --&gt; Brasil 2000, CBN e Eldorado FM&lt;br /&gt;Melhor música pop internacional --&gt; “Take Me Out“, by Franz Ferdinand&lt;br /&gt;Melhor reprise de TV do melhor seriado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;de todos os tempos --&gt; Seinfeld &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Melhor programa de auditório --&gt; Pânico na TV&lt;br /&gt;Melhor programa de listas musicais --&gt; Top Top (MTV)&lt;br /&gt;Melhor amiga de quase 18 anos, que mora no Rio --&gt; Priscila 17-RJ&lt;br /&gt;Melhor agrião de comida por quilo --&gt; restaurante Gourmet&lt;br /&gt;Melhor pastel especial --&gt; pastel de (quinta-)feira da Herculano de Freitas&lt;br /&gt;Melhor mini-barra de chocolate --&gt; Hershey´s &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Melhores versos líricos em música --&gt; "Você só me fez mudar, mas depois mudou de mim", por Gram&lt;br /&gt;Ator cômico revelação --&gt; Henrique Kimura (a fala “bela porpeta”, se referindo à esposa-ragazza do amigo, foi inesquecivelmente hilária) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Melhor clip --&gt; "Você pode ir na janela" , por Gram&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Melhor interpretação de irmã malvada da Cinderela --&gt; Bel &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Melhor interpretação de bebê chorão --&gt; Carlos&lt;br /&gt;Melhor aspirante a protótipo de PVC &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(comentarista de futebol da ESPN Brasil) --&gt; Figgipi-Andrrè&lt;br /&gt;Melhor piadista no estilo programa de praça do SBT --&gt; Carlos Gondo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Barriguinha peregrina mais sexy --&gt; a da Eloísa Maria&lt;br /&gt;Melhor cuzcuz do prédio onde moro --&gt; o da Maria da Jesus&lt;br /&gt;Melhor acarajé do Tatuapé --&gt; o da Dona Marly&lt;br /&gt;Maior expoente, aliando competência com resultado --&gt; Bernardinho do vôlei&lt;br /&gt;Melhor seleção do mundo --&gt; Brasil, no vôlei masculino&lt;br /&gt;Momento olímpico mais emocionante --&gt; os jogadores de vôlei, no pódio, segurando&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a camisa número 5 do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;(ausente) meio-de-rede Henrique&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Melhor atleta-exemplo --&gt; Sérgio Escadinha (líbero da seleção de vôlei)&lt;br /&gt;Melhor jogador de futebol-espetáculo --&gt; Ronaldinho Gaúcho&lt;br /&gt;Maior resgate musical --&gt; Rumo&lt;br /&gt;Melhor afro-ministro-tropicalista de Estado --&gt; Gilberto Gil&lt;br /&gt;Melhor seriado de TV --&gt; 24&lt;br /&gt;Melhor seriado de TV brasileiro --&gt; aquele em que os homens se vestiam de mulher&lt;br /&gt;DJs mais inventivos --&gt; 2ManyDJs&lt;br /&gt;Melhor título de música --&gt; “Eu tenho uma Camiseta Escrita Eu Te Amo”, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;por Wander Wildner (Replicantes)&lt;br /&gt;Miss simpatia Bahia --&gt; Daniela Mercury&lt;br /&gt;Melhor lugar para passar o Natal --&gt; Serra da Bocaina&lt;br /&gt;Melhor texto editado na página de abertura de um blog --&gt; "A Última Crônica" (Fernado Sabino), no blog da Adriana&lt;br /&gt;Melhor risada-cover da quadrilha de morte --&gt; a do David&lt;br /&gt;Melhor blog fofo-adolescente-etéreo --&gt; o da Débora &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Melhor desenho longa-metragem-continuação --&gt; Shrek II&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Melhor livro --&gt; “Por um Fio”, por Draúzio Varela&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Melhor livro sobre a história dos DJs no Brasil --&gt; "Todo DJ Já Sambou", por Cláudia Assef&lt;br /&gt;Banda mais interessante formada por uma só moça --&gt; Santa Klauss &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Banda indie nacional promessa --&gt; Cansei de Ser Sexy&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Bandas indies nacionais mais divertidas --&gt; Jumbo Elektro e Los Pirata&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Músicas babas mais legaizinhas --&gt; "California Dreaming' 2004", by ?; "This Love", by Maroon 5&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Produções nacionais mais legaizinhas --&gt; "Filtro Solar", por Ramilson Maia com o Pedro Bial recitando; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;"Dark Room", por "Que Fim Levou Robin?"&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Melhor possível medalha de ouro perdida numa maratona olímpica --&gt; Vanderlei Cordeiro &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Melhor passeio ciclístico de Santos ao Guarujá --&gt; Parada Irada Vol. 3&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Melhor lista de melhores e piores deste blog --&gt; esta aki &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;The Bost of 2004 &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;Intérprete musical mais desanimada --&gt; Maria (ir)Rita&lt;br /&gt;Maior assassina musical --&gt;Maria (ir)Rita por ter trucidado “Encontros e Despedidas”&lt;br /&gt;Pior música nacional --&gt; todas da Maria (ir)Rita&lt;br /&gt;Pior música internacional --&gt; “Yeah” (irrcc!), by Usher &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pior atriz --&gt; Renata Sorrah &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pior ator --&gt; José de Abreu&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pior par romântico-erótico em novela das 9 --&gt; Renata Sorrah + José de Abreu (vi ontem!)&lt;br /&gt;Pior filme estereotipado da mulher moderna --&gt; "Bridget Jones: No Limite da Razão"&lt;br /&gt;Pior letra com duplo sentido em funk carioca --&gt; “Dako”, por Tati Quebra-Barraco&lt;br /&gt;Maior mico da prefeita --&gt; obras viárias descaradamente eleitoreiras&lt;br /&gt;Maior mico do presidente --&gt; expulsão do jornalista do NYT do Brasil&lt;br /&gt;Miss antipatia Bahia --&gt; Ivete Sangalo&lt;br /&gt;Pior papo-cabeça em música brasileira --&gt; Celso Sim&lt;br /&gt;Capa de chuva mais fudida --&gt; a do Benê&lt;br /&gt;Maior sorriso sádico ao relembrar histórias dolorosas da minha infância --&gt; o do tio Mané&lt;br /&gt;Momento olímpico mais decepcionante --&gt; derrota da seleção feminina de vôlei contra a Rússia &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Músicas babas mais horrorosas --&gt; as últimas do Charlie Brown Jr. e todas da Maria (ir)Rita&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O pior vício do Português, enquanto língua máter, depois do "a nível de" --&gt; o gerundismo &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O maior portador da síndrome de "se achismo" da mídia opinativa brasileira --&gt; Diogo Mainardi&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A maior mala sem alça --&gt; o padre irlandês que segurou o Vanderlei Cordeiro na maratona olímpica&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A mais chatinha da Olimpíada --&gt; Daiane dos Santos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;----------------------------------------------------------------------------------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="left"&gt;Para encerrar, uma mensagem tribalista:&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O amanhã será,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;O amanhã é agora, &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Agora já é amanhã,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Agora já foi ontem, &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E agora?!&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Vaca dá leite,&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;E sai quente.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Galinha bota ovo, &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;Feliz ano novo! &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-110464062043517690?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/110464062043517690/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=110464062043517690' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110464062043517690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110464062043517690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2005/01/best-and-bost-of-2004-texto-e-listas.html' title='The Best and Bost of 2004 - Texto e listas remasterizados e remixados'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-110436953139844862</id><published>2004-12-30T05:47:00.000-02:00</published><updated>2005-01-01T19:31:44.040-02:00</updated><title type='text'>Tribalistas... Passamos por isto!</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Se avexe não! Logo, logo pinta coisa nova no pedaço (não percam em breve “The Best and Bost of 2004” e “Natal Bacana na Bocaina”). Já tá tudo arquitetado na cachola, basta apenas materializar a escrita. Pena que, com todo o avanço tecnológico, ainda não inventaram uma conexão wireless (sem fio) que possibilitasse o download de pensamentos diretamente do cérebro para o micro. Que desperdício! Diariamente, uma verdadeira tormenta de tempestades de idéias se perde por entre os labirintos do inconsciente humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anyway, não resta alternativa senão batucar no teclado. Enquanto o novo está por vir, lanço mão do velho expediente do flashback, bastante utilizado em novelas para encher linguiça. Assim sendo, à guisa de registro cultural, aproveito o ensejo para reproduzir aqui um dos pontos altos da minha não-coluna no extinto ego-site-pop-adolescente do Figgipi-Andrrgè: as poesias tribalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caro internauta-leitor-voyeur, se tiveres fôlego e chegares ao fim, parabéns! Serás brindado com a melhor poesia tribalista escrita por alguém que mora num apartamento de número 1302, numa rua chamada João Passalacqua e que faz aniversário (todos os anos) no dia 19 de janeiro (tá chegando) . Trata-se de “No Bojo”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“uh uh uh uh uh uh, uh uh uh uh uh uh” &lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;P.S.:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trilha sonora da hora: Jorge Ben, no auge da fase samba-rock, com destaque para a bela “Minha teimosia, uma arma pra te conquistar”. Quando a Rosa Freitag co-apresentava o Happy-Hour na Brasil 2000 FM (que saudade!), ela chamou atenção de como o “lá, lá, lá, lá” desta música é parecidíssimo com o “Lay, lady, lay” do Bob Dylan. Seria coincidência melódica? O curioso é que, anos depois, o Jorge Ben viria a processar o Rod Stewart por plágio da música Taj Mahal, em “Da ya think I’m sexy?”. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(1) refrão de “Já Sei Namorar” - Tribalistas&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;------------------------------------------------------------------------------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conhece o site &lt;a href="http://www.mundoperfeito.com"&gt;http://www.mundoperfeito.com&lt;/a&gt;? O site tem conteúdo basicamente trash. Há uns meses, eles inventaram um gerador de músicas tribalistas. Inspirados na onda, Figgipi-Andrrgé and I, fizemos as duas composições abaixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;VÂMO NESSA&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sublime sublimar&lt;br /&gt;Nos ups-and-downs do mar&lt;br /&gt;Vejo, velejo, veleiro&lt;br /&gt;Seresta serena, serenata, seresteiro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Horizonte é perto&lt;br /&gt;Longe é eqüidistante&lt;br /&gt;É tudo questão&lt;br /&gt;De ponto de vista&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há porto tão seguro&lt;br /&gt;Quanto o porto de Porto Seguro&lt;br /&gt;Porto de aportar&lt;br /&gt;Quer nadar no Canadá?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segure-se quem puder&lt;br /&gt;Você quer ser minha mulher?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a vida bem vivida&lt;br /&gt;Vívida como cadela no cio&lt;br /&gt;Não estou em qualquer lugar&lt;br /&gt;Estou em Angra dos Reis, Brasil&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo rio tem sua foz&lt;br /&gt;Procure sua foz interior&lt;br /&gt;A foz, a voz e avós&lt;br /&gt;Dó, a dor de um cantor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afrodite deusa do amor&lt;br /&gt;IOIOIOIOIOIOOOOOO...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mira mira mira&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Samira no mirante&lt;br /&gt;Olha o distante&lt;br /&gt;Olha para o longe&lt;br /&gt;Eqüidistante&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;BORBULHAS DE MÁRMORE (O SARAPATEL ELÉTRICO) &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esteja onde estiver&lt;br /&gt;Bahia, Tocantins, andando Marapé&lt;br /&gt;Está-se são, estação Sé&lt;br /&gt;Metroando, destino qualquer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onipotente, onipresente&lt;br /&gt;Leste, este, ocidente&lt;br /&gt;Honolulu, um acidente&lt;br /&gt;Norte-Sul, me oriente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tamborins inspiram agogô&lt;br /&gt;Cuícas evocam o Senhor&lt;br /&gt;Oboés exaltam o amor&lt;br /&gt;Da mulher, o som do bongô&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perdidos no espaço vazio,&lt;br /&gt;Lugar nenhum a exponenciar&lt;br /&gt;Vão em vão ao lugar que ninguém viu&lt;br /&gt;Laralaralá&lt;br /&gt;Eu te amo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero bobmarlear&lt;br /&gt;Quero gonzaguear&lt;br /&gt;E ver ele voltar&lt;br /&gt;Não era mais o mesmo&lt;br /&gt;Mas estava em seu lugar&lt;br /&gt;Dentro de ti&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Compostas no dia 17 de janeiro de 2003, na barca para Ilha Grande. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nota dos tribalistas de plantão:&lt;br /&gt;O título da poesia acima é uma homenagem a dois dos maiores clássicos do cancioneiro popular nacional: "Borbulhas de Amor" (Fagner) e "Astronauta de Mármore" (Nenhum de Nós).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;------------------------------------------------------------------------------ &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os versos abaixo foram compostos num momento de reflexão existencialista. Pay special attention na 2ª estrofe. Ela sintetiza, na forma geométrica de um triângulo retângulo, o reducionismo do homem à condição do artigo definido “O”. This is it! É a própria questão da letra “O” que nos remete à esfericidade do globo terrestre, habitat da espécie (humana). On the other hand, o triângulo retângulo lembra Pitágoras, aquele do teorema dos catetos e da hipotenusa. Além da Matemática, Pitágoras foi um profundo estudioso da psique humana .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ESSÊNCIA DO SER ENQUANTO (HU)MANO&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Jericoacoara Cerro Corá,&lt;br /&gt;Inhame e cará,&lt;br /&gt;Cara a cara,&lt;br /&gt;Amora amara,&lt;br /&gt;Amarei amarás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ser humano é mano,&lt;br /&gt;O ser é mano&lt;br /&gt;O ser emana,&lt;br /&gt;O ser,&lt;br /&gt;O&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mucama, Macunaíma, ímã&lt;br /&gt;Marfim, mar finda&lt;br /&gt;Mar da Finlândia&lt;br /&gt;Bjork nasceu na Islândia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mulas e sacis se brincam&lt;br /&gt;Papais Noéis, Manoéis,&lt;br /&gt;Tirem os anéis,&lt;br /&gt;É Natal! Que tal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jaca, jiló, jujuba,&lt;br /&gt;Ubatuba, Caraguatatuba,&lt;br /&gt;Cuzcuz se faz com fubá,&lt;br /&gt;Quanta cidade da brisa de Itajubá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lambaris e lampiões,&lt;br /&gt;Maduros melões,&lt;br /&gt;Profusões de ões,&lt;br /&gt;Em nossos corações&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O arco-íris verdeja,&lt;br /&gt;No lusco-fusco&lt;br /&gt;Do horizonte difuso,&lt;br /&gt;Nova Delhi está em outro fuso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oriente, ocidente,&lt;br /&gt;Credes, crente,&lt;br /&gt;A estrela cadente cadencia,&lt;br /&gt;Conheci uma espiã da CIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Perestroika, perereca, jibóia,&lt;br /&gt;Parnaióca, paranóica, paranóia,&lt;br /&gt;Fetiche kitch&lt;br /&gt;É dormir num beliche&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O querer mais quer,&lt;br /&gt;Só como de colher,&lt;br /&gt;Como? De colher!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mais querer&lt;br /&gt;É menos intenso&lt;br /&gt;Acabo de acender um incenso&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;NO BOJO&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Maia? Ilusão!&lt;br /&gt;Calendário? Ilusão!&lt;br /&gt;Tempo? Ilusão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;David Copperfield? Ilusionista!&lt;br /&gt;Naná Vasconcelos? Percussionista!&lt;br /&gt;Ala radical do PT? Trotskista, marxista!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ano novo? De novo!&lt;br /&gt;Quantos virão?&lt;br /&gt;Quantos verões?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprei um Kg de farinha&lt;br /&gt;Pra comer com farinha&lt;br /&gt;Comprei uma calça Rainha&lt;br /&gt;Preciso fazer a bainha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser, ter,&lt;br /&gt;Remeter, arremeter,&lt;br /&gt;Mate-me suavemente&lt;br /&gt;Mente a mente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No bojo,&lt;br /&gt;No cerne,&lt;br /&gt;No que concerne&lt;br /&gt;Laralá laralá, eu te amo! &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Receita de como se fazer um texto tribalista&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;"No Bojo", assim como boa parte dos textos pop-concretos ou tribalistas, é fácil de se criar. A receita é elencar verbos sonoros, dissonantes ou raros (como o próprio verbo elencar), um certo senso non-sense, pouca ou nenhuma conexão entre temas diversos, de preferência “cabeça”, com pitadas de esoterismo (tá na moda), idéias esquisitas que instigam o leitor a tentar enxergar um sentido por trás, e um pouquinho de inspiração para interligar estes elementos. Bingo! Peço desculpas ao Arnaldo Antunes e seus colegas. Ao contrário da Coca-Cola, a fórmula foi revelada ao mundo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-110436953139844862?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/110436953139844862/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=110436953139844862' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110436953139844862'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/110436953139844862'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2004/12/tribalistas-passamos-por-isto.html' title='Tribalistas... Passamos por isto!'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-109963048954163568</id><published>2004-11-05T20:57:00.000-02:00</published><updated>2004-11-05T03:04:28.260-02:00</updated><title type='text'>Top Winamp da Madrugada – as músicas que bombam no meu MP3 Player, comentadas uma a uma </title><content type='html'>&lt;strong&gt;Geraldo Azevedo - Táxi Lunar&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;“(...) apenas apanhei na beira mar,&lt;br /&gt;um táxi pra estação lunar (...) ”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Letra viajandona + melodia magistral = Táxi Lunar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Queen – Jealousy&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Não adianta procurar. Não está no “Queen The Greatest Hits”. Tá no “Jazz”.&lt;br /&gt;Aquela bicha cantava pra caralho!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cake – I Will Survive &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Releitura esplêndida de um clássico da disco-music. Cada instrumento, tá tudo posto no seu devido lugar. A voz, algo monocórdica, a linha de baixo pontuando cada nota, o trompete temperando a "cozinha" e a guitarra levemente distorcida, bailando por sobre tudo isto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;New Order - Blue Monday&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Absolutamente definitiva! No século XXVII, quando as pessoas e ETs se reunirem para uma rave intergaláctica, certamente, na tenda do planeta Terra, "Blue Monday" vai encher a pista.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Yeah Yeah Yeahs – Maps&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;Agonizante, cortante, dilacerante e outros “antes”. E ainda por cima a Karen O é sósia de voz da Chrissie Hynde. Reza a lenda que existe uma versão ao vivo com o White Stripes. Se achar, me manda.&lt;br /&gt;P.S.: Please, não corte os pulsos, Débora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Franz Ferdinand – Take Me Out&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Indie-pop contagiante, me pegou. Dizem que 2003 foi o ano do White Stripes e 2004 é o ano do Franz Ferdinand.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rogério Skylab - O Meu Pau Fica Duro&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O título pode induzir, mas não é baixaria.&lt;br /&gt;Trash, reconheço.&lt;br /&gt;Diferente, recomendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jackson do Pandeiro - Tem Mulher, Tô Lá&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Declaração simples e direta de amor às mulheres, vindas de um cancioneiro legitimamente popular.&lt;br /&gt;Antes de virar “cult”, eu já ouvia J.P. no tio Mané. Habla sério, o Tio Mané é vanguarda total!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jackson do Pandeiro - Tum, Tum Tum&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;O arranjo orquestrado lembra as chanchadas da Atlântida ( Mazaropi, Zé Trindade, Oscarito, Grande Otelo). Dá vontade de dançar acompanhado, redondo, rebolando os quadris.&lt;br /&gt;Grande JP, o único artista bisado da lista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Tim Maia – Réu Confesso&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Se eles têm James Brown, nós temos Tim Maia. Precisa mais? Fizeram até um festival com o nome dele. By the way, logo mais à noite estarei lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Hyldon – As Dores do Mundo&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Canções românticas recheados de “tchu tchu ru tchus”&lt;br /&gt;Amores desfeitos, saudades da amada. Esta é a seara do Hyldon. Fórmula infalível de sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-109963048954163568?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/109963048954163568/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=109963048954163568' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109963048954163568'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109963048954163568'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2004/11/top-winamp-da-madrugada-as-msicas-que.html' title='Top Winamp da Madrugada – as músicas que bombam no meu MP3 Player, comentadas uma a uma '/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-109938585295694093</id><published>2004-11-02T12:59:00.000-02:00</published><updated>2004-11-02T07:08:00.070-02:00</updated><title type='text'>"O DIREITO DE SOFRER" - Sinopse da Novela</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;PREFÁCIO&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p&gt;A primeira novela mexicana globalizada com pitadas de trash, psicodelismo e filme chinês de luta marcial. Todos os clichês que você espera de uma autêntica novela mexicana reunidos numa só. Depois dos "reality shows", um novo conceito em entertainment televisivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The ultimate Mexican novel is coming...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------------------------------------------------------------------------------&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;TAKE 1 : Anderson-Augusto &amp; Kassandra-Elizandra, the perfect couple &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Anderson-Augusto Gutierrez era um engenheiro de minas que trabalhava para a MEXICOPETRO. Tinha uma carreira promissora ao lado da sua esposa, uma competentíssima designer de interiores, disputada por 11 entre 10 socialites da grande Mexico City. Kassandra-Elizandra era o símbolo da mulher ativista, engajada em causas sociais. Visitava guetos, lutava pelos direitos civis das minorias; enfim, era admirada por todos os rincões onde transitava. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;TAKE 2 : A gravidez&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para completar o quadro feliz, Kassandra-Elizandra descobre que está grávida. Tudo correu bem durante a gravidez. O exame de ultrasom revelava uma grata surpresa para o casal: era uma menina, como eles queriam. Chega o esperado dia. Papai Gutierrez com a filmadora em punho, registra cada cena do parto. De repente, não mais que de repente, Kassandra-Elizandra padece de um mal súbito e morre, enquanto a pequena Pamella-Angélica chega ao mundo. Que triste ironia reservou o destino naquela sala de parto! Ao passo que uma vida vinha ao mundo, outra se esvaia. Anderson-Augusto não entende direito o que estava acontecendo. "Por que Deus? Por que logo comigo?", indaga-se ele a si próprio, reiteradas vezes, sem encontrar respostas plausíveis, que aliviem o seu sofrimento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;TAKE 3 : Outra morte&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Alguns meses depois, refeito da dor da perda, Anderson-Augusto decide fazer um check-up rotineiro e descobre que tem câncer de próstata. À essa época, a pequena Pamella-Angélica já ensaiava os primeiros passos e solfejava um meigo "pppapppa". Era o início de uma nova batalha, mais uma. Não! Ele definitivamente não iria se dar por vencido. Pamella-Angélica precisava do pai, mais do que nunca. Porém, num belo dia, ao sair do hospital, depois de uma consulta da pequena Pamella-Angélica com o seu pediatra, um desvairado motorista dirigindo em alta velocidade, numa daquelas peruas japonesas, ultrapassa o farol vermelho e vitima o nosso pobre Anderson-Augusto. Pamella-Angélica escapa ilesa do acidente. Entretanto, o nosso dileto Anderson-Augusto não resiste ao traumatismo craniano e morre estendido sobre a suposta faixa de segurança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;TAKE 4 : Quem é Mauro-Mário? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O meliante foge da cena do crime. Infelizmente, nenhum transeunte presente na cena do assassínio anota o número da placa. Alguns quilômetros, distante da Av. Pancho Villas, Mauro-Mário, o infrator-assassino, estaciona a sua portentosa máquina num lava-rápido, a fim de retirar o sangue que manchava o capô e, com isso, eliminar qualquer vestígio que o denuncie. Às 11:33h daquela quente manhã de terça-feira, Mauro-Mário adentra ao prédio da poderosa representante da indústria fonográfica, a Somy Nusic. Lá, ele ocupa o cargo de diretor de marketing artístico da gravadora. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;TAKE 5 : As armações &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Na sala de reuniões, do alto do 17º andar da Somy Nusic, todos estão aflitos com a demora. Afinal, a reunião de lançamento dos novos contratados, ou melhor, crias, para integrar o cast da gravadora, estava marcada para as 10:03h. São eles: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1) Shikara. A musa cucaratcha agora está ruiva e cantando em inglês. "Anytime, Anywhere" foi a primeira música de trabalho escolhida. O sensacional CD ainda conta com as participações especialíssimas de Humberto Gessinger (Engenheiros do Hawaii), num duo-vocal de fazer arrepiar desde o dedão do pé até o último fio de cabelo (que esteve grudado em nosso suor...). Nos backing vocals, ninguém menos do que a grande Celine Dion. Alanis Morrissete é citada em pequenas inserções incidentais. Britney Spears também participa fazendo playback no estúdio (don't ask me how!). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2) Orangotanggoz. Trata-se de um projeto pop-experimetal, liderado pelo vocalista da banda pop brasileira Blitz. O Orangotanggoz só existe nos clipes. A arte gráfica do projeto coube ao grande Wander Wanderson Wazquez, o famoso W.W.W., graduado pelo respeitável M.I.T. e P.H.D. em Harvard... TO BE CONTINUED... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3) M.P.R. (Mallas &amp; Pablo-Richard). Depois de anos fora do mercado, o grupo está de volta. "Ruivas Xokas" está com arranjos novos. Certamente vai emplacar. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;TAKE 6 : Adriana-Marinalva e Filipe-André &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Mauro-Mário tem uma irmã, Adriana-Marinalva. A moçoila habita uma cobertura triplex, na badalada zona sul da cidade do México. Seu hobby é viajar pelo mundo, conhecendo as novidades e tendências do mundo fashion e descobrindo novas culturas alternativas. Ela é antenada com a cena musical contemporânea. Em sua vida, são recorrentes as escalas Cancún-New-York-London-Tokio-Paris-Rome-Aspen-Ibiza.&lt;br /&gt;Era então fevereiro de 2001. Zapeando os canais a cabo, Adriana-Marinalva se detém num canal de TV brasileiro. Para ela, o Brasil é um longínquo país exótico situado na América do Sul, cuja capital é Buenos Aires. O tal programa versava sobre uma festa típica popular que ocorria naquela época do ano, o carnaval. Curiosíssima, Adriana-Marinalva procurou informações na internet e conseguiu comprar, de última hora, o abadá para participar da festa, no bloco do Carlinhos Brown. Enquanto isso (na sala de justiça...), lá em Salvador, Filipe-André (lê-se "Figgipi Andrggè") ensaiava para comandar o trio elétrico. Filipe-André é um cafuzo de 1,57m, olhos amendoados e porte físico semelhante ao do pugilista Popó. Foi criado no bairro do Candial, participando ativamente na criação da Timbalada. Desde pequeno - cronologicamente falando, porque de estatura, ele ainda continua (pequeno) -, Filipe-André compõe axés e pagodes. As maiores influências musicais, que moldaram o seu estilo musical, são os grupos "Ronaldo e os Barcellos" e o "Negritude Júnior", principalmente da fase das clássicas "Cohab City" e "Tanajura".&lt;br /&gt;É chegado o grande momento. Adriana-Marinalva mal espera para poder colocar os pés na praça Castro Alves. No começo, estranha todo aquele alvoroço: Mulheres trajando vestes mínimas, gays histéricos e afetados (pleonasmo?) por todo lado, homens sedentos de desejo. Cheiro de libido no ar! Após o segundo capeta, ela já tá chamando Jesus de Genésio, urubu de meu louro e entra de cabeça na dança do põe-põe. Em meio àquela multidão, os olhos de Filipe-André e Adriana-Marinalva se entrecruzam. Paixão à primeira vista. Depois do show, Adriana-Marinalva se dirige ao camarim para conhecer Filipe-André e, papo vai, papo vem, ..., krau! No dia seguinte, ou melhor, no mesmo dia, ao acordarem, Filipe-André leva Adriana-Marinalva para um tour por Salvador. Tiram fotos no Pelô, compram souveniers no Mercado Modelo, fitinha do Senhor do Bonfim e apreciam o pôr-do-sol do alto do elevador Lacerda. O tema de amor que embala estes momentos é "Borbulhas de Amor". Chega então a quarta-feira de cinzas. Hora de dizer adeus. No saguão do portão de embarque do aeroporto, Adriana-Marinalva tenta convencer Filipe-André a embarcar junto com ela para o México. Lá, ele teria oportunidade de ingressar na Somy Nusic e construir uma carreira sólida na América Latina. Filipé-André, apesar da paixão incontrolável, decide permanecer em Salvador para dar continuidade ao trabalho social no Candial (Isto é que é idealismo! Na minha terra, seria chamado de cuzão!)... TO BE CONTINUED... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; TAKE 7 : Marcos-Manoel e Cristina-Raquel &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Data de 1967 o Monterey Festival, Califórnia (EUA). Entre muitos BGs e malucos-beleza presentes ao evento, lá estão Rosely-Michelle, uma graciosa estudante francesa, e o secretário de ervas de Kingston, o jamaicano Robert-Charles. Enquanto Jimi Hendrix solava em "Purple Haze", entre um acorde e outro, Marcos-Manoel era concebido. O nome do rebento foi uma homenagem aos avós de Robert-Charles, que são de ascendência mexicana. Rosely-Michelle entrega o recém-nascido Marcos-Manoel ao pai e parte rumo a Paris, a fim de participar do movimento estudantil de maio de 1968.&lt;br /&gt;De volta à Jamaica, Robert-Charles funda uma fábrica de tênis, cuja matéria-prima é a folha de cânhamo. O produto não foi bem entendido pelo público e, numa tentativa frustrada de fumar o tênis, um cliente, acidentalmente, provocou um incêndio de enormes proporções e destruiu a fábrica. Por sorte, Robert-Charles ainda era secretário de governo e conseguiu se reerguer financeiramente. Mas, numa tarde de 1979, enquanto despachava do seu gabinete, Robert-Charles sente fortes pontadas na região do coração e sofre um fulminante e fatal infarto do miocárdio. Marcos-Manoel contava então com 11 anos. Sem tutores na Jamaica, os seus avós o trazem para o México.&lt;br /&gt;Na rua onde morava a nona Emília-Catarina e o nono Rodolfo-Geraldo, residia também uma inocente e indelével menina, Cristina-Raquel, a cândura em pessoa. Cristina-Raquel desperta o interesse do pré-adolescente Marcos-Manoel. Ela gostava de ouví-lo falar sobre a história do reggae, pois ele havia presenciado "in loco" o nascimento do gênero musical.&lt;br /&gt;Cristina-Raquel e Marcos-Manoel eram unha e carne, arroz com feijão, mandioca com carne-seca, pastel com caldo de cana, ou seja, um complementava o outro. Após as aulas de balé clássico no Municipal, o casal dispendia horas ouvindo reggae e trocando confidências amorosas. O tema de amor do casal é Estoy Enamorado [Cabe aqui um break, meu caro internauta. A música ainda não havia sido composta. Trata-se de uma permissão novelística. Aliás, o tema não deveria ser um reggae?]. Nos finais de semana, os dois jogavam tênis com os familiares, praticavam equitação no Country Club, frequentavam as sessões de cinema, comiam junk food no Taco's Bell, iam ao jardim zoológico, jogavam fliperama, etc. Mais que dois namorados, eles eram duas almas gêmeas, cuja união fora arquitetada no plano astral, com o "de acordo" dEle.&lt;br /&gt;Em 1993, Cristina-Raquel se forma em Oceanografia e Marcos-Manoel termina o bacharelado em Música, defendendo a tese "A influência dos tambores aborígenes no movimento Hip-Hop". Decidem se casar em 1994. Em 1995 nasce o primogênito, Gabriel-Miguel - tudo terminado em "el", did you realize? Tudo parece bem, só que Marcos-Manoel é adepto da linha marxista-trotskista-leninista e, diante da perseguição política que sofre, decide emigrar com a família para a Albânia.... TO BE CONTINUED... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;TAKE 8 : Back to Pamella-Angélica &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Lembram da Pamella-Angélica (vide takes 2 e 3)? Pois é! Ela está de volta neste take. By the way, é a personagem central da trama, believe me!&lt;br /&gt;Com a morte dos pais, Pamella-Angélica passa a viver com a avó cega, Sonia-Solange. Durante as férias escolares, as duas vão passar férias num país exótico da América do Sul, o Brasil. Vão direto para o Rio de Janeiro conhecer a mais nova coqueluche da cidade, "The Ramos' Big Swimming Pool" (com a tecla SAP, "Piscinão de Ramos"), conforme atestava o informe turístico. A pobre vovózinha Sônia-Solange é picada pelo Aedes aegypti, contrai dengue hemorrágica e morre na ambulância, antes de chegar ao hospital.&lt;br /&gt;De volta ao México, superando todas as tragédias que a vida lhe impôs, mas ainda viva, Pamella-Angélica graduou-se em Veterinária e se filiou ao Greenpeace. Seguindo a tradição altruísta de sua mãe, Pamella-Angélica lidera a campanha para salvar as baleias azuis, com manchas róseas, da extinção. Numa das conferências do Greenpeace, realizada em Beijin (antiga Pequim, China), Pamella-Angélica conhece Chen-Tsé-Ping-Pong. Mesmo com a barreira da língua, os dois se identificam. Paixão à primeira vista - depois que o chinês abriu os olhos, é claro! Enquanto os dois saboreiam um Big Mac (com carne de cachorro), no McDonalds de Downtown, o tio de Chen subitamente arrasta o moço do colo do Ronald (McDonald) para socorrer Sun-Hai-Ping-Pong. Sun-Hai, primo de Chen, se envolvera com a máfia chinesa e caíra numa emboscada. Chegando a um beco obscuro, nos arredores de Downtown, Chen assiste, atônito, seu primo sofrer duros golpes. Sun-Hai não resiste aos ferimentos e morre. Chen-Tsé, tomado de sentimento de cólera, parte para o ataque, para vingar a morte de seu primo. Durante os primeiros minutos da luta, ele só apanha. No final, movido pela de vingança, Chen se recupera e, numa sensacional reação, utilizando o estilo garça-dourada, liquida com os 11 capangas que o cercavam.&lt;br /&gt;Chen volta ao Mac, explica os últimos acontecimentos (acho que em inglês, sei lá eu! A novela saiu do meu controle, help!!!) à Pamella e ela o convence a ir para o México... TO BE CONTINUED... &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;strong&gt;TAKE 9 : ECOS DO PASSADO &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De volta ao México, incentivada por Chen, Pamella-Angélica decide procurar pelo tio Rogério-Wanderley, o único remanescente da família Gutierrez.&lt;br /&gt;No passado, os irmãos Anderson-Augusto (morreu no take 2) e Rogério-Wanderley haviam brigado pela disputa do amor de Kassandra-Elizandra (morreu no take 3). A pequena Pamella-Angélica, até então, não conhecia o tio e foi ter com ele no escritório em Guadalajara. Rogério-Wanderley era um advogado bem sucedido, especializado em questões trabalhistas. Tinha boas relações junto aos sindicatos e, ao mesmo tempo, era respeitado pela classe política. Quando estourava alguma greve, lá estava ele, desempenhando com maestria a função de negociador. Só que na vida pessoal, aquela paixão da adolescência, ainda dilacerava a sua alma, como um conhaque Dreher, descendo numa talagada só, garganta abaixo. Eis que surge à sua frente Pamella-Angélica. Ela trazia consigo o mesmo menear de cabeça da mãe, o mesmo sorriso largo nos lábios, a mesma curvatura das sobrancelhas, a mesma dança com as mãos, traçando figuras geométricas abstratas no ar. Ela contou a sua empreitada no Greenpeace e ele, fatos pitorescos de sua vida. Antes de ser advogado, foi pugilista e chegou a desafiar Julio Cesar Chavez. Perdeu! "Mas por pontos", costumava frisar, orgulhoso da sua performance. A conversa discorria agradável, porém, Rogério-Wanderley, por vezes agia de forma inquieta. Pamella-Angélica insistia em perguntar se algo o afligia. É chegada a hora da revelação. Close em Pamella-Angélica. "Anderson-Augusto não era seu pai", revela o tio. Taram!!! Ele era estéril (favor não confundir com estéreo, aparelho que reproduz saídas de áudio independentes, em 2 canais) e Pamella-Angélica foi concebida através de fertilização in vitro. O sêmen foi adquirido numa clínica. Tomada de um abrupto impulso, Pamella-Angélica sai em disparada. Falta-lhe ar, ela precisa respirar. Só que o México não é o melhor lugar para respirar ar puro né‚ Pamella-Angélica? Ôps! Desculpe! Continuando a trama, ela procura um detetive para descobrir quem é seu verdadeiro pai. Prepare-se para a surpresa bombástica, meu caro internauta-novelístico - o detetive revela quem é o pai de Pamella-Angélica. Seu nome é Mauro-Mário Spinoza Juarez. É ele mesmo, o diretor de marketing artístico da Somy Nusic. Ou seja, o atropelante (Mauro-Mário) é o pai biológico de Pamella-Angélica e não o atropelado (Anderson-Augusto). E mais! Ela tem uma irmã gêmea, que foi entregue a outro casal, que rachou as despesas da gravidez com Anderson-Augusto e Kassandra-Elizandra. O nome da irmã e Priscilla-Graziele. Priscilla-Graziele cumpre pena em Alcatraz por tráfico de bebês. TO BE CONTINUED... SOME DAY... WHO KNOWS? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;-------------------------------------------------------------------------------&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PARA ENTENDER A NOVELA MEXICANA &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Quem nunca assistiu ao menos alguns minutos de uma novela mexicana? Don't worry! Feliz daquele que já assistiu, pois dele será o reino dos céus.&lt;br /&gt;As tramas mexicanas são caracterizadas por personagens lineares. Via de regra, o casal central da estória protagoniza um romance e os vilões fazem de tudo para destruir a harmonia das amebas apaixonadas. Quem é bom, é sempre bom e, of course, os maus são sempre maus. Os nomes das personagens são compostos. O herói(na) é sempre vítima de armações - em bom português, sempre se fode - para que, no final apoteótico, o destino resolva dar uma maõzinha.&lt;br /&gt;No início, as novelas brasileiras seguiram esta fórmula. Até que, no final da década de 60, a novela Beto Rockfeller rompeu com esta tradição, inovando ao mostrar um universo de personagens mais ricos. Será que mudou mesmo?&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PARA ENTENDER ESTA NOVELA MEXICANA &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tudo começou quando eu comprei um urso panda para presentear a Mariana. Na verdade eram dois ursos, o pai e a filha. Achei que seria muito convencional simplesmente entregar o presente. Percebi ali uma forte fonte de inspiração. Em primeiro lugar, dei o nome de Panderson-Augusto. It sounds like nome de personagem de novela mexicana. Como justificar o pai com um filhote? Normalmente é a mãe quem acompanha o filho. Tive que criar um argumento para justificar a ausência da mãe, qual seja, a morte dela. Estava fincada a viga-mestra da estória. Como seria muito complexo, tecnicamente, criar uma zoo-novela-mexicana, optei por seguir o modelo tradicional, utilizando seres humanos mesmo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Special Thanks to: &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Celso Amil, o pai da Mariana, pela grande idéia da avó cega; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Filipe Lima, o Filipe-André da novela, pela brilhante sacada do nome da gravadora "Somy Nusic" e pelo trecho 'P.R.' do nome anglo-mexicano "Mallas &amp;amp; Pablo-Richard".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-109938585295694093?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/109938585295694093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=109938585295694093' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109938585295694093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109938585295694093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2004/11/o-direito-de-sofrer-sinopse-da-novela.html' title='&quot;O DIREITO DE SOFRER&quot; - Sinopse da Novela'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-109927609407298266</id><published>2004-11-01T06:12:00.000-03:00</published><updated>2004-10-31T23:28:14.073-03:00</updated><title type='text'>Era uma vez, na América do Norte – Capítulo III -  Voltando à sala de aula </title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A aula inaugural do curso foi “conversação e gramática” (“oral skills and grammar”). O professor era o Bruce Thonson, gente boníssima. O professor desta matéria, na UCC, é o encarregado de acompanhar os alunos mais de perto, uma espécie de conselheiro. Melhor professor para cuidar dos “international students” impossível. Eu ficava impressionado com os malabarismos verbais dos quais ele se utilizava para traduzir, pacientemente, termos do inglês coloquial, deles, para o inglês acessível a nós, meros estudantes estrangeiros intermediários. No período da tarde as aulas alternavam entre leitura (reading) e redação (writing), durante os dias da semana. O professor de leitura era o Brian, a gentileza em pessoa, gestos suaves e voz pausada. Na primeira aula ele nos brindou com um texto extraído de um romance do Ernst Hemingway. Adorei; aliás finalizei o curso com “A+” nesta matéria (e “A” nas demais , puta CDF!). O susto veio mesmo na aula de redação. O teacher era um escocês baixinho, cabelo avermelhado, com dois chumaços caoticamente espichados para os lados, separados por um vale escasso de fios capilares. Visualmente parecia ter parentesco com o Bozo. A primeira impressão era a de um professor ditador. Eu não entendia lhufas do que Mr. Jim Willie falava – lamentei o fato de ainda não terem inventado a tecla SAP para seres humanos. Naquela primeira aula de redação bateu uma sensação de deslocamento no tempo e no espaço. O que eu fazia em terras tão longínquas, “so far away and alone”? Aos poucos fui recuperando a persona estudante, que há anos adormecia nos labirintos mais escondidos do meu ser (enquanto humano, mano!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada um com o seu jeito peculiar, todos os professores foram importantes. Mas, Mr. Willie fez a diferença, como professor e pessoa. Ele falava pelos cotovelos; era comum eu entrar em órbita durante as explanações do mestre e minha mente divagava voando longe, longe. Certa feita (“good transiction”, diria ele), numa destas viagens, ele me fez uma pergunta à queima roupa e eu só peguei o finalzinho: “who, Marcos?” (“quem, Marcos?”). “Sorry, what is the question?” (“Desculpe, qual a pergunta?”), eu perguntei. Ele mesmo respondeu e a refez em tom de repreensão: “Pelé! Who is the king of the soccer, I asked you!” (“Pelé! Quem é o rei do futebol, eu perguntei!”). Nada mais simpático do que endereçar uma pergunta sobre futebol ao único representante brasileiro da classe. Pena que eu estava em Órion! A bronca foi de brincadeira. Na verdade, ele incorporava um personagem que satirizava a relação entre o professor todo-poderoso e o aluno indefeso, ante ao autoritarismo institucionalizado nas escolas (“We don´t need no education / We don´t need no thought control”). Ainda sobre Mr. Willie, lembro de uma atividade em grupo que consistia em treinar a associação imagem/texto. Cada um do grupo deveria escrever sobre uma imagem sugerida. Para o meu grupo, a imagem escolhida foi a de um garoto alimentando pombos. Comecei escrevendo umas palavras tão meigas, mas achei tão chabi, que no final não me contive e complementei que a cena do garoto insinuava uma atitude ecologicamente correta. Esta frase soava (e era, de fato) irônica no contexto poético na qual estava inserida. Quando ele leu aquilo, sorriu e apenas ordenou: “take this off” (tira isso). Devo muito a ele no sentido de resgatar em mim algo que estava perdido: a vontade e o prazer de escrever (dá pra notar!) . Mais que escrever em inglês, ele apontava para um caminho com maiores possibilidades. Independentemente da língua, a estrutura de um texto obedece a alguns princípios e coerências semânticas e estéticas (lógica, coesão, conexão de idéias, etc). Para se chegar a um bom texto é necessário treino e dedicação; a boa escrita não cai do céu. Claro que alguns ingredientes tais como inspiração, criatividade, ritmo, fluidez e estilística são imprescindíveis. Nestas horas, um professor de verdade, comprometido com a sua missão de educador, é fundamental para despertar o interesse do aluno. Thanks, teacher!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-109927609407298266?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/109927609407298266/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=109927609407298266' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109927609407298266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109927609407298266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2004/11/era-uma-vez-na-amrica-do-norte-captulo.html' title='Era uma vez, na América do Norte – Capítulo III -  Voltando à sala de aula '/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-109927498728786281</id><published>2004-11-01T06:05:00.000-03:00</published><updated>2004-10-31T23:32:27.136-03:00</updated><title type='text'>Era uma vez, na América do Norte – Introdução</title><content type='html'>Em outubro de 2004 fez 3 anos que retornei do Canadá. Tempo suficiente para um balanço do que representou este período em que vivi do outro lado do Equador. Visão esta que tem por objetivo fotografar um momento pessoal marcante, que é possível compreender melhor agora, com o distanciamento e uma certa isenção emocional que só o tempo é capaz de sedimentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda que paradoxal, a sensação que me vem é a de ter realizado uma viagem interplanetária, dentro do mesmo planeta. Lá ninguém me conhecia; eu não tinha história. Nem passado, nem parentes, nem amigos. Nenhum vínculo me ligava àquele lugar. Havia apenas o presente para desfrutar e a esperança de, a pretexto de conhecer outra língua e cultura, tirar férias de mim mesmo, viver novas experiências e ampliar os meus horizontes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A narrativa será em doses homeopáticas e, pegando carona no sucesso das sagas cinematográficas, contarei a história não necessariamente na ordem em que os fatos se sucederam. Longe de mim querer equiparar-me a tramas intruncadas, como a do filme “Amnésia”. Apenas brinquei de jogar os “capítulos” para o alto e ver no que dava. Boa viagem...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-109927498728786281?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/109927498728786281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=109927498728786281' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109927498728786281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109927498728786281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2004/11/era-uma-vez-na-amrica-do-norte.html' title='Era uma vez, na América do Norte – Introdução'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-109892519390847676</id><published>2004-10-28T02:51:00.000-03:00</published><updated>2004-10-28T10:46:34.216-03:00</updated><title type='text'>Carta ao incauto(a) internauta - Avant Première do blog</title><content type='html'>Dileto(a)(s),&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais delongas, criei este blog por 3 principais motivos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Pelo simples prazer de escrever, elaborar idéias, instigar, comunicar. Enfim, brincar com as possibilidades oferecidas pela palavra escrita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Para comentar e expressar a opinião particularizada da minha própria pessoa, enquanto eu mesmo, no que tange ao mundo do entretenimento, principalmente música, cinema e TV.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) Para registrar pensamentos que pululam na minha cabeça. Temas a princípio triviais mas que, dependendo do enfoque, podem sugerir ou revelar algo além. Lembrando Fox, o Molder do "Arquivo "X", "a verdade está lá fora". Ou não!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, deputado, pretendo transitar por assuntos diversos. Paulatinamente (adoro este advérbio) vou adicionar os textos antigos que considero interessantes para serem compartilhados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais para o momento, despeço-me atenciosamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcos Pereira on-line&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;E VIVA ZAPATA!!! &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-109892519390847676?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/109892519390847676/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=109892519390847676' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109892519390847676'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109892519390847676'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2004/10/carta-ao-incautoa-internauta-avant.html' title='Carta ao incauto(a) internauta - Avant Première do blog'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-109857982147339710</id><published>2004-10-27T21:59:00.000-03:00</published><updated>2004-10-27T22:23:11.660-03:00</updated><title type='text'>De como a gula derruba um aspirante a atleta - Meia-maratona do Rio 2004</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;Pois bem! Fim de semana prolongado, feriadão de 7 de setembro. E lá fui encarar a minha segunda meia-maratona do Rio. Ao contrário do ano passado, neste ano eu corri mais com o coração que propriamente com as pernas. De fato, este ano relaxei um pouquinho na preparação. Não me contive às tentações da gula e também me entreguei aos enebriantes prazeres vinículos do deus Baco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contagem regressiva. Quinta-feira, 02 de setembro. Comecei o dia comendo um enorme e calórico pastel especial – aquele que tem até ovo cozido dentro, uma metade em cada banda. Na sexta, dia 03, vasculhando a geladeira, deparei-me com uma pizza de pepperoni. Para acompanhar, nada melhor do que o Santa Ana, aquele vinho argentino que custa por volta de R$ 6,90 no Extra. Atualmente a melhor relação custo-benefício dentre os vinhos importados. Bom, a corrida seria só no domingo. Uma pedaço de pizza não faria mal algum. Afinal eu ainda teria o sábado para me recuperar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sábado, 04 de setembro de 2004, 7:11h. Chego ao Rio, o tempo estava meio encoberto, sujeito a chuvas e trovoadas. Algumas coisas no Rio soam estranhas para um paulista. É um misto de descontração que às vezes descamba para a informalidade exagerada. Exemplo, perguntei no terminal se o ônibus estacionado passava pelo aterro do Flamengo. O motorista respondeu que iria perguntar ao fiscal. Ou seja, dependendo de algumas conjecturas do trânsito, os itinerários dos ônibus são alterados. Isto lembra-me o princípio da incerteza de Heinseberg (Atomística, Química, lembra?). Não é possível determinar, com a exatidão, a posição do elétron no átomo. Naquela não-linha de ônibus, não é possível determinar onde ele pode estar na cidade. Enfim, o fiscal definiu o trajeto e, para a minha sorte, incluía o aterro do Flamengo, local da minha estadia, a casa da Patrícia e da sua filha, a Priscila, que agora conta com os seus doces e indeléveis 17 aninhos. Aliás, ela é a minha melhor amiga de 17 anos, que mora no Rio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui apresentado ao Marco, o namorado da Patríca, que é do País de Gales (esqueci de perguntar qual a nacionalidade de quem nasce lá! Galês? Não, acho que não. Galês deve ser da Galícia. Galeano? Não, este foi um jogador do Palmeiras). Gente boa o cara. Senso de amor sutil, inteligente e impiedoso, típico dos britânicos. E mais, ele manda muito bem na cozinha. Eu iria manerar na alimentação. Mas, o meu intento não resistiu a uma sensacional comidinha caseira, incrementada com uma receita de legumes ao forno simples e deliciosa. E para completar, regado a um legítimo chileno Concha Y Toro, o meu vinho favorito. Sensacional!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a dieta pré-corrida, onde ficou nesta história? Calma, eu ainda teria a tarde e a noite para me recuperar. Aí começou o meu drama silencioso: uma revolução químico-estomacal desarranjou o meu sistema digestivo. Como assim? Só pode ter sido aquela pera que eu comi depois do almoço. Não me caiu bem. Decidi que ficaria só a base de bolacha (no Rio eles falam biscoito) e sucos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gentilmente, a Pri-17-RJ foi dormir com a sua mamãe e ofereceu o seu quarto para eu dormir. Adoro quarto de adolescentes-meninas. Cheios de artefatos, almofadas transadas, bichinhos fofinhos, cores e mais cores. Apaguei as luzes e assim que me deitei, um céu estrelado acendeu no teto. Explico, o quarto é ornamentado com aqueles decalques fosforescentes em formas astrais, que refletem luz e brilham no escuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo, 05 de setembro de 2004, 7:07h, dia de corrida. Que noite agradável foi aquela! Sonhei muito! Só que não lembrei de nada. A sensação é de que foram sonhos intensos, grandiosos, com tramas dignas de um filme épico. É chegada a hora de ir para São Conrado, local de largada. Encontrei o Luis Augusto, companheiro de algumas caminhadas, que estava fazendo um tour com a namorada (fotógrafa de plantão, a doce Raquel) e, de quebra, havia se inscrito na corrida . Aqui cabe um parênteses. O L.A é uma figura à parte. Sem preparação específica, ele vai lá e corre. Deste jeito, digamos, heterodóxico, ele já acumula no curriculum duas maratonas completadas e outras meias-maratonas. Se em alguns trechos ele cansa, pára até se recuperar e volta a correr, no ritmo dele, sem stress. Mais que uma estratégia de corrida, este jeito tranquilo de encarar uma situação se revela um estilo de vila.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O clima estava meio cinzento, como no dia anterior. Incrível! E não é que a meteorologia acertou de novo? Como previsto, o sol abriu e sorriu para o Rio. Começa a corrida. Para nós, os 99,7% participantes-coadjuvantes, a corrida começa efetivamente uns 10, 15 minutos depois. Em tempos de internet, emparelhei lado a lado com uma bela moça malhada, desfilando na avenida a beira-mar o seu iPod super fashion.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à minha performance, paguei pela boca . Flatulento, nos primeiros 7,57 Km, segui num ritmo leve. Até os 15,37 Km eu fui pianinho, percebendo que abusara na alimentação. A partir do Km 18,11 as pernas gradativamente começaram a me faltar. O que fazer? Glicose na veia, ou melhor, Hershey´s na boca. Diante daquele céu azul, o céu da minha boca, adocicado pelo chocalate, me manteve ativo. Paulatinamente (adoro este advérbio) começo a ressurgir das cinzas e, impulsionado por um clarinetista que tocava "Chariots of Fire" (o cara lembrava o “Gengivas Sangrentas” dos Simpsons), o corpo se recuperou e começou a (cor)responder satisfatoriamente aos comandos do cérebro. Daí para o Km 21 cheguei pela inércia do movimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Missão cumprida e coooooomprida. Rio, I´ll see ya next year, for sure!!!&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. Como diria o padre Quevedo, sinal vermelho é uma coisa que não existe (pronuncia-se "ekziste", no Rio). Os motoristas simplesmente o ignoram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. II: Dias depois, voltei a participar de outra prova. Desta vez foi a maratona de revezamento Pão-de-Açúcar. A escrita se repetiu. Na véspera da corrida comi uns acarajés irados, patrocinados pelo casal soteropólito-paulista Eugênio/dona Marly e pelo anfitrião Cássio-Arrelia. O desempenho na corrida? Sem comentários!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-109857982147339710?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/109857982147339710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=109857982147339710' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109857982147339710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109857982147339710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2004/10/de-como-gula-derruba-um-aspirante.html' title='De como a gula derruba um aspirante a atleta - Meia-maratona do Rio 2004'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8851745.post-109857798084460250</id><published>2004-10-24T01:29:00.000-03:00</published><updated>2004-10-23T21:33:00.843-03:00</updated><title type='text'>Despedidas e não-despedidas</title><content type='html'>&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Uma idéia original, um roteiro levemente não-linear, atores aparentemente escalados inapropriadamente para os papéis e uma pérola musical regravada pelo Beck fazendo a trilha sonora. Tudo isto, batido no liquidificador, e o resultado é o sensacional filme “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”. Ah! A música é “Everybody’s Gotta Learn Sometimes”. O Beck imprimiu uma doçura impressionante à (já) melosa balada, sucesso do Korgis, que tocava incessantemente na Difusora (AM 960 Khz, São Paulo), no início dos anos 80.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vamos dar nomes aos bois. Os atores são o Jim Carrie, conhecido pela sua verve cômica, e a titânica atriz Kate Winslet. O argumento é o seguinte: ela é extrovertida, ele, contido. Eles se apaixonam, se enamoram e rompem o relacionamento. Ele sofre e, ao procurá-la para tentar reatar, não entende a indiferença com que ela o trata, como se não o reconhecesse. E não reconhece mesmo! Isto porque ela foi submetida a uma “cirurgia” que eliminou as lembranças dele no cérebro dela. Na véspera do Valentine´s day (dia dos namorados), ele descobre a “cirurgia mágica” e faz o mesmo. Paro por aqui. A trama é envolvente e as peças do quebra-cabeça se encaixam no final numa seqüência bem legal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li por aí que o roteirista do filme é o mesmo do non-sense “Quero ser John Malcovich”. De novo ele acertou a mão em cheio. E, de pano-de-fundo, toca em algumas questões instigantes. Inclusive uma delas foi “pauta” de uma sessão superinteressante de terapia: a não-despedida. A tese era sobre a necessidade de se marcar um fim, após uma separação. Antes uma despedida realizada, ainda que dolorosa, que fantasmas persistentes a vagar pelo inconsciente. A despedida encerra um período, a passagem de uma, algumas ou várias pessoas pelas nossas vidas. E, por que não, de renovação? A sobrevivência das espécies não estaria diretamente ligada à capacidade de adaptação e mutação e, conseqüentemente, da renovação?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teorias de Darwin à parte, o filme me fez lembrar da música “Encontros e Despedidas”, tema da novela das 8 na (desanimada) releitura da Maria (ir)Rita para a música do Milton Nascimento, gravada primeiramente pela Simone no LP Corpo e Alma, em 1981. Nesta época eu morava em Santos e os meus primos de São Paulo passavam as férias lá e, vice-versa, a minha família subia a serra. Na despedida, era aquele aperto no peito. Calhou de uma destas despedidas coincidir com o sucesso da música no rádio. A música, como de costume, ditava a marcação do ritmo da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais recentemente, no meu último dia em Kamloops (Canadá), a cidade que me acolheu durante alguns meses, olhei de uma forma diferente para os mesmos lugares que compuseram o cenário daquele verão de 2001. Naquele dia eu sabia que dificilmente tornaria a vê-los. Simples cruzamentos de rua, fachadas de supermercados e fast-foods, por algum tempo fizeram parte do meu mundo. E, dali por diante, seriam apenas memórias de terras longínquas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No bojo de toda esta questão, eis que ligo a TV e, casualmente, zapeando pelos canais, parei no GNT, que exibia o “Saia Justa” número 100. A edição comemorativa marcou a despedida da Rita Lee do programa. A Rita, com o seu estilo irreverente, fazia contraponto em relação às outras apresentadoras. Entre as várias homenagens rendidas à roqueira-mor do Brasil, a produção do programa criou um videoclipe com colagens de cenas de despedidas de vários filmes, entre eles, Dr. Jivago, ET, Central do Brasil e Procurando Nemo. E a música de fundo foi “Cartão Postal”, da própria Rita no início da carreira solo, pós-Mutantes. “Cartão Postal” é um rock com levada blues, muito bem executado pela banda que acompanhava a Rita Lee, o Tutti-Frutti. Aqui vai alguns versos: “(...) O adeus traz a esperança escondida / Pra que sofrer com despedida / Se só vai quem chegou / E quem vem vai partir (...)” . Caiu como uma luva no clipe e no clima emotivo do programa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo nos seriados de TV é bastante comum um último capítulo. Foi assim com os seriados japoneses de monstros Ultra-Seven, Robô Gigante e Vingadores do Espaço. Também com as sitcoms Seinfeld e Friends. Ao contrário destes, o espetacular desenho animado “A Caverna do Dragão” não teve um fim e na internet circulam até hoje algumas versões conspiratórias sobre um suposto fim que não chegou a ir ao ar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, mais doloroso que a despedida, são as reticências mudas. Ou seja, quando não há o rito e as palavras e gestos não se concretizam, ainda que num simples aceno de mão. O luto latente que não se consumou, não marcou o fim, gera uma incômoda sensação de que não foi pleno, como um coito interrompido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;The End.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.I. Caloi 10 dourada, modelo Sprint. Ela não foi encostada num canto qualquer da casa, nem vendida. Ela fatidicamente foi-me subtraída. Uma das minhas maiores companheiras da adolescência, a bike dourada foi roubada num sábado à noite de 1987, no antigo Jumbo-Eletro, hoje Pão-de-Açúcar, em frente ao Posto 2, em Santos. Circulei por horas nos arredores do supermercado, sempre retornando ao local onde a havia deixado. Custei a acreditar, mas um elo da corrente que a prendia, caído no chão, denunciava o delito. A nossa convivência durou pouco mais de um ano. Tempo suficiente para cruzarmos a cidade de Santos várias vezes, de ponta a ponta, norte- sul, leste-oeste. Caloi 10 dourada, esteja onde estiver eu não a esquecerei jamais. Você foi uma extensão do meu ser, em forma de 2 rodas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S.II. Meu primeiro Gradiente, modelo, DS 800. Um dos últimos da geração de aparelhos de som domésticos, com recursos tais como equalizador gráfico com ajustes independentes por faixa de freqüência e loudness. Lembro como hoje o dia em que nos vimos pela primeira vez. Os meus olhos reluziam de contentamento. Aquele era o tão sonhado aparelho de som, que eu paquerava nas vitrines das lojas. Com os meus primeiros salários de estagiário, comprei o tão desejado objeto de deleite. Quando me mudei para São Paulo, só o encontrava nos fins-de-semana, na casa da minha mãe. Em menos de 1 ano não suportei a separação e o trouxe para morar comigo em definitivo. Tudo caminhava bem até que, certo dia, recebo um telefonema do Alexandre, amigo com quem eu dividia o saudoso apartamento na rua Augusta. O apartamento fôra roubado. Aquela notícia ao mesmo tempo me deixou triste e revoltado. Passado alguns anos, não guardo mágoas. A minha esperança é que pelo menos os graves, médios e agudos emitidos pelo aparelho levem vibrações positivas para aqueles que o tiraram de mim. DS 800, o primeiro aparelho estereofônico a gente nunca esquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;P.S. III. Uno Mille verde-água, placa BOH 9831, meu primeiro carro. Foi numa manhã de segunda. Eu subia a via Anchieta rumo a São Bernardo do Campo. Já no trecho de planalto, Km 18, saída para a cidade, amadorísticamente passei do ponto e forcei o volante para a direita, numa manobra impossível. O carro, desgovernado, acabou por tombar na curva. Dias depois recebi a triste notícia da seguradora: perda total. O moço disse que a estrutura do carro fôra muito danificada e, caso tentassem recuperá-lo, a estabilidade estaria comprometida pelo resto de suas quilometragens. Foi melhor assim. Espero que as suas peças tenham sido reaproveitadas em outras carros, fazendo outros proprietários tão felizes quanto eu fui. Por 8 meses vivemos uma intensa relação. Ele foi cúmplice de várias barbeiragens, típicas de iniciante, e me descortinou um mundo novo, com várias possibilidades nunca antes sequer cogitadas por mim. Jamais esquecerei daquele tour, em 1995, pelo litoral norte de São Paulo até a região dos Lagos, no Rio. Ali eu percebi que poderia ir muito mais além. E você, Mille, esteve comigo o tempo todo, firme, forte e robusto. Só tenho uma palavra a dizer: obrigado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8851745-109857798084460250?l=mp-online.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://mp-online.blogspot.com/feeds/109857798084460250/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=8851745&amp;postID=109857798084460250' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109857798084460250'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8851745/posts/default/109857798084460250'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://mp-online.blogspot.com/2004/10/despedidas-e-no-despedidas.html' title='Despedidas e não-despedidas'/><author><name>Marcos Pereira</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07437892263918685503</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
